terça-feira, 26 de agosto de 2014
A VOZ DA VERDADE
Tem um provérbio iraniano que diz: "A verdade é um espelho que caiu das mãos de Deus e se quebrou. Cada um
recolhe o pedaço e diz que toda a verdade está naquele caco." Assim vamos nós aqui na Terra. Cada um se acha dono da verdade com seu pequeno pedaço deste espelho. As vezes, somente as vezes, acreditamos tanto nisso que interpretamos mal os fatos e caluniamos pessoas de forma infame. Ficamos cegos por nosso egoísmo, nossa falta de escrúpulos, nossa vaidade e saímos atirando pedras a esmo. Alguns de nós jamais irão perceber, pois nos falta senso crítico. A verdade sempre estará ao seu lado, mesmo que seja a mais pura mentira. A falta de conhecimento de muitas pessoas as transformam em "HOMENS BOMBA" de uma cruzada sem fim e sem propósito. Digo sem propósito porque não importa quem seja a vidraça do momento, estas pessoas querem atirar a pedra. E o pior é que alguns nasceram para serem sempre pedras. Ler um pouco mais e estudar os fatos, principalmente neste período eleitoral onde os ânimos ficam sempre mais exaltados, é fundamental para que sejamos críticos sim, mas com propriedade e jamais como se fôssemos "copos vazios" a espera de algum conteúdo. Infelizmente, para a maioria, este conteúdo nunca é bom. Enfim, não me eximo de cometer os mesmos erros dos outros, de as vezes fazer as mesmas coisas. Mas temos o direito e o dever de aprender a cada dia e mudar de acordo com nossa visão de mundo e naquilo em que acreditamos. Entretanto, algumas pessoas mudam ao sabor do vento e andam como carroças vazias, fazendo um enorme barulho, mas sem nenhum conteúdo.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
QUANDO COMEÇAMOS A MORRER?
Começo a pensar e me vem cada ideia na cabeça. Hoje fiquei pensando em quando começamos a morrer. Na minha concepção de vida, ninguém morre de repente. Nós vamos morrendo aos poucos, alguns demoram mais, outros demoram menos, mas no fim, todos morrem. Cheguei a algumas conclusões: começamos a morrer quando perdemos nossos ente queridos. O primeiro grande baque acontece quando perdemos, por exemplo, nosso pai. Os pais sempre morrem primeiro, repararam. (me deu medo agora) As vezes são as mães, mas, via de regra, os pais puxam a fila. Quando isto acontece, nós filhos, que aqui ficamos, perdemos muito de nossa alegria. Perdemos aquele sentimento de conforto, de segurança. Para filhos homens então: quem vai se orgulhar de nossas conquistas?. É um sentimento de perda irreparável. Nessa hora, morremos um pouco (que é muito). Perdemos tios ou tias queridos(das) e outros parentes que também deixam a nossa vida mais vazia. Assim, morremos mais um pouquinho. O baque final, aquele que nos joga de cabeça no buraco, nos encaminha para a hora derradeira vem com a perda da mãe. Nesta hora o mundo treme. Para onde vamos voltar se tudo der errado? E agora o que vai ser da família? Onde vamos nos reunir para qualquer coisa? Perdemos a referência maior. Talvez até demoremos mais a morrer, mas nossa vida perde muito do brilho (senão todo). O que nos salva são nossos filhos e netos. Viram a luz de nossa vida. Nossa esperança de sobrevida na escuridão do futuro. Bom, para quem perde um filho, sinto dizer: a morte já chegou, apenas nosso corpo terreno teima em não cair, mas já jaz sem vida.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
VOCÊ É FELIZ?
Antes de escrever sobre isso, melhor procurar uma definição para FELICIDADE. Podemos encontrar em vários dicionários da língua portuguesa, mas a melhor definição encontrei na Wikipédia (Enciclopédia Livre) no link entre parênteses (http://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade). Ela diz: "A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade - pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia. O homem sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena". Vivemos tempos intensos e ando escrevendo sobre isso algumas vezes. A informação nunca esteve tão presente em nossas vidas e me alegro por isso. Vejo pessoas que antes ficavam "presas" em casa sem uma ocupação que não a TV (que aberta está meio antiquada) e que agora tem a oportunidade de, por meio das redes sociais, se expressarem, encontrarem velhos conhecidos e novos amigos. Isto é maravilhoso. Mas infelizmente, vejo também que as redes sociais são usadas para expor problemas pessoais, denegrir a imagem de pessoas, mostrar as desgraças do mundo, enfim, toda sorte de mazelas (e isso é democrático, apesar de que eu não goste). Contudo, quando expomos os outros, que não tem nada a ver com nossos problemas, começamos a entrar em terrenos que fogem ao nosso direito. Começamos a passar sobre o bom senso (para dizer pouco) e a entrar em uma ciranda de hipocrisias que no fundo, acabam por atingir quem faz este tipo de coisa. Bom, não tenho nada a ver com a vida dos outros, prefiro até excluir quem vive assim, pois as infelicidades alheias acabam por nos atingir e nos deixar infelizes também. Apenas fico triste, porque as redes sociais são uma forma tão bacana de irradiarmos coisas boas. Enfim, deixo minha esperança de que amanhã possamos acordar e deixarmos de lado as bizarrices e desgraças para nos dedicarmos mais à nossa própria felicidade. "Ninguém é tão bom que não tenha defeitos e também tão ruim que não tenha virtudes".
sexta-feira, 18 de julho de 2014
O correto uso do papel higiênico
Este seria (ou será) O ÚLTIMO texto escrito por João Ubaldo Ribeiro para o Jornal "O Globo". Definitivamente, acho que o Céu está ficando mais interessante que a Terra.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/o-correto-uso-do-papel-higienico-13297732#ixzz37qPMM4xU
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
O correto uso do papel higiênico
Esta foi a última coluna escrita por João Ubaldo Ribeiro, que seria publicada no dia 20 de julho
O título acima é meio
enganoso, porque não posso considerar-me uma autoridade no uso de papel
higiênico, nem o leitor encontrará aqui alguma dica imperdível sobre o
assunto. Mas é que estive pensando nos tempos que vivemos e me ocorreu
que, dentro em breve, por iniciativa do Executivo ou de algum
legislador, podemos esperar que sejam baixadas normas para, em banheiros
públicos ou domésticos, ter certeza de que estamos levando em conta não
só o que é melhor para nós como para a coletividade e o ambiente. Por
exemplo, imagino que a escolha da posição do rolo do papel higiênico
pode ser regulamentada, depois que um estudo científico comprovar que,
se a saída do papel for pelo lado de cima, haverá um desperdício geral
de 3.28 por cento, com a consequência de que mais lixo será gerado e
mais árvores serão derrubadas para fazer mais papel. E a maneira certa
de passar o papel higiênico também precisa ter suas regras, notadamente
no caso das damas, segundo aprendi outro dia, num programa de tevê.
Tudo simples, como em todas as medidas que agora vivem tomando, para nos proteger dos muitos perigos que nos rondam, inclusive nossos próprios hábitos e preferências pessoais. Nos banheiros públicos, como os de aeroportos e rodoviárias, instalarão câmeras de monitoramento, com aplicação de multas imediatas aos infratores. Nos banheiros domésticos, enquanto não passa no Congresso um projeto obrigando todo mundo a instalar uma câmera por banheiro, as recém-criadas Brigadas Sanitárias (milhares de novos empregos em todo o Brasil) farão uma fiscalização por escolha aleatória. Nos casos de reincidência em delitos como esfregada ilegal, colocação imprópria do rolo e usos não autorizados, tais como assoar o nariz ou enrolar um pedacinho para limpar o ouvido, os culpados serão encaminhados para um curso de educação sanitária. Nova reincidência, aí, paciência, só cadeia mesmo.
Agora me contam que, não sei se em algum estado ou no país todo, estão planejando proibir que os fabricantes de gulodices para crianças ofereçam brinquedinhos de brinde, porque isso estimula o consumo de várias substâncias pouco sadias e pode levar a obesidade, diabetes e muitos outros males. Justíssimo, mas vejo um defeito. Por que os brasileiros adultos ficam excluídos dessa proteção? O certo será, para quem, insensata e desorientadamente, quiser comprar e consumir alimentos industrializados, apresentar atestado médico do SUS, comprovando que não se trata de diabético ou hipertenso e não tem taxas de colesterol altas. O mesmo aconteceria com restaurantes, botecos e similares. Depois de algum debate, em que alguns radicais terão proposto o Cardápio Único Nacional, a lei estabelecerá que, em todos os menus, constem, em letras vermelhas e destacadas, as necessárias advertências quanto a possíveis efeitos deletérios dos ingredientes, bem como fotos coloridas de gente passando mal, depois de exagerar em comidas excessivamente calóricas ou bebidas indigestas. O que nós fazemos nesse terreno é um absurdo e, se o estado não nos tomar providências, não sei onde vamos parar.
Ainda é cedo para avaliar a chamada lei da palmada, mas tenho certeza de que, protegendo as nossas crianças, ela se tornará um exemplo para o mundo. Pelo que eu sei, se o pai der umas palmadas no filho, pode ser denunciado à polícia e até preso. Mas, antes disso, é intimado a fazer uma consulta ou tratamento psicológico. Se, ainda assim, persistir em seu comportamento delituoso, não só vai preso mesmo, como a criança é entregue aos cuidados de uma instituição que cuidará dela exemplarmente, livre de um pai cruel e de uma mãe cúmplice. Pai na cadeia e mãe proibida de vê-la, educada por profissionais especializados e dedicados, a criança crescerá para tornar-se um cidadão modelo. E a lei certamente se aperfeiçoará com a prática, tornando-se mais abrangente. Para citar uma circunstância em que o aperfeiçoamento é indispensável, lembremos que a tortura física, seja lá em que hedionda forma — chinelada, cascudo, beliscão, puxão de orelha, quiçá um piparote —, muitas vezes não é tão séria quanto a tortura psicológica. Que terríveis sensações não terá a criança, ao ver o pai de cara amarrada ou irritado? E os pais discutindo e até brigando? O egoísmo dos pais, prejudicando a criança dessa maneira desumana, tem que ser coibido, nada de aborrecimentos ou brigas em casa, a criança não tem nada a ver com os problemas dos adultos, polícia neles.
Sei que esta descrição do funcionamento da lei da palmada é exagerada, e o que inventei aí não deve ocorrer na prática. Mas é seu resultado lógico e faz parte do espírito desmiolado, arrogante, pretensioso, inconsequente, desrespeitoso, irresponsável e ignorante com que esse tipo de coisa vem prosperando entre nós, com gente estabelecendo regras para o que nos permitem ver nos balcões das farmácias, policiando o que dizemos em voz alta ou publicamos e podendo punir até uma risada que alguém considere hostil ou desrespeitosa para com alguma categoria social. Não parece estar longe o dia em que a maioria das piadas será clandestina e quem contar piadas vai virar uma espécie de conspirador, reunido com amigos pelos cantos e suspeitando de estranhos. Temos que ser protegidos até da leitura desavisada de livros. Cada livro será acompanhado de um texto especial, uma espécie de bula, que dirá do que devemos gostar e do que devemos discordar e como o livro deverá ser comentado na perspectiva adequada, para não mencionar as ocasiões em que precisará ser reescrito, a fim de garantir o indispensável acesso de pessoas de vocabulário neandertaloide. Por enquanto, não baixaram normas para os relacionamentos sexuais, mas é prudente verificar se o que vocês andam aprontando está correto e não resultará na cassação de seus direitos de cama, precatem-se.
João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) era escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras
Tudo simples, como em todas as medidas que agora vivem tomando, para nos proteger dos muitos perigos que nos rondam, inclusive nossos próprios hábitos e preferências pessoais. Nos banheiros públicos, como os de aeroportos e rodoviárias, instalarão câmeras de monitoramento, com aplicação de multas imediatas aos infratores. Nos banheiros domésticos, enquanto não passa no Congresso um projeto obrigando todo mundo a instalar uma câmera por banheiro, as recém-criadas Brigadas Sanitárias (milhares de novos empregos em todo o Brasil) farão uma fiscalização por escolha aleatória. Nos casos de reincidência em delitos como esfregada ilegal, colocação imprópria do rolo e usos não autorizados, tais como assoar o nariz ou enrolar um pedacinho para limpar o ouvido, os culpados serão encaminhados para um curso de educação sanitária. Nova reincidência, aí, paciência, só cadeia mesmo.
Agora me contam que, não sei se em algum estado ou no país todo, estão planejando proibir que os fabricantes de gulodices para crianças ofereçam brinquedinhos de brinde, porque isso estimula o consumo de várias substâncias pouco sadias e pode levar a obesidade, diabetes e muitos outros males. Justíssimo, mas vejo um defeito. Por que os brasileiros adultos ficam excluídos dessa proteção? O certo será, para quem, insensata e desorientadamente, quiser comprar e consumir alimentos industrializados, apresentar atestado médico do SUS, comprovando que não se trata de diabético ou hipertenso e não tem taxas de colesterol altas. O mesmo aconteceria com restaurantes, botecos e similares. Depois de algum debate, em que alguns radicais terão proposto o Cardápio Único Nacional, a lei estabelecerá que, em todos os menus, constem, em letras vermelhas e destacadas, as necessárias advertências quanto a possíveis efeitos deletérios dos ingredientes, bem como fotos coloridas de gente passando mal, depois de exagerar em comidas excessivamente calóricas ou bebidas indigestas. O que nós fazemos nesse terreno é um absurdo e, se o estado não nos tomar providências, não sei onde vamos parar.
Ainda é cedo para avaliar a chamada lei da palmada, mas tenho certeza de que, protegendo as nossas crianças, ela se tornará um exemplo para o mundo. Pelo que eu sei, se o pai der umas palmadas no filho, pode ser denunciado à polícia e até preso. Mas, antes disso, é intimado a fazer uma consulta ou tratamento psicológico. Se, ainda assim, persistir em seu comportamento delituoso, não só vai preso mesmo, como a criança é entregue aos cuidados de uma instituição que cuidará dela exemplarmente, livre de um pai cruel e de uma mãe cúmplice. Pai na cadeia e mãe proibida de vê-la, educada por profissionais especializados e dedicados, a criança crescerá para tornar-se um cidadão modelo. E a lei certamente se aperfeiçoará com a prática, tornando-se mais abrangente. Para citar uma circunstância em que o aperfeiçoamento é indispensável, lembremos que a tortura física, seja lá em que hedionda forma — chinelada, cascudo, beliscão, puxão de orelha, quiçá um piparote —, muitas vezes não é tão séria quanto a tortura psicológica. Que terríveis sensações não terá a criança, ao ver o pai de cara amarrada ou irritado? E os pais discutindo e até brigando? O egoísmo dos pais, prejudicando a criança dessa maneira desumana, tem que ser coibido, nada de aborrecimentos ou brigas em casa, a criança não tem nada a ver com os problemas dos adultos, polícia neles.
Sei que esta descrição do funcionamento da lei da palmada é exagerada, e o que inventei aí não deve ocorrer na prática. Mas é seu resultado lógico e faz parte do espírito desmiolado, arrogante, pretensioso, inconsequente, desrespeitoso, irresponsável e ignorante com que esse tipo de coisa vem prosperando entre nós, com gente estabelecendo regras para o que nos permitem ver nos balcões das farmácias, policiando o que dizemos em voz alta ou publicamos e podendo punir até uma risada que alguém considere hostil ou desrespeitosa para com alguma categoria social. Não parece estar longe o dia em que a maioria das piadas será clandestina e quem contar piadas vai virar uma espécie de conspirador, reunido com amigos pelos cantos e suspeitando de estranhos. Temos que ser protegidos até da leitura desavisada de livros. Cada livro será acompanhado de um texto especial, uma espécie de bula, que dirá do que devemos gostar e do que devemos discordar e como o livro deverá ser comentado na perspectiva adequada, para não mencionar as ocasiões em que precisará ser reescrito, a fim de garantir o indispensável acesso de pessoas de vocabulário neandertaloide. Por enquanto, não baixaram normas para os relacionamentos sexuais, mas é prudente verificar se o que vocês andam aprontando está correto e não resultará na cassação de seus direitos de cama, precatem-se.
João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) era escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/o-correto-uso-do-papel-higienico-13297732#ixzz37qPMM4xU
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
terça-feira, 15 de julho de 2014
MEMÓRIA
Um dia destes li nas páginas do facebook uma frase que dizia mais ou menos assim: "não sou rancoroso, apenas tenho boa memória". Não sei ao certo se era assim, mas tenho certeza que era algo parecido. Mas chego a conclusão que ter boa memória não é algo muito bom. Principalmente em um país onde as pessoas não costumam lembrar-se do almoço de ontem. O ruim de ter boa memória é que sempre estamos confrontando as pessoas com o que elas disseram no passado. Por exemplo, alguém defende uma posição ontem de forma veemente e hoje tem uma posição completamente diferente. Isto, por estranho que pareça, acontece de forma corriqueira. As pessoas dizem "nunca mais" e "juram" com a mesma rapidez com que criticam ou elogiam a mesma pessoa. Dependendo do contexto a pessoa é "ótima" ou "horrível" no mesmo dia. Enfim, coerência não é algo que devemos cobrar das pessoas o tempo todo, pelo menos não adianta. Isto agora virou um dilema. Fulano fala isso hoje e aquilo depois e lamentavelmente "eu" tenho boa memória e "língua grande", porque sutilmente informo ao cidadão (cidadã) que a sua opinião era outra há bem pouco tempo. E me respondam com franqueza: quem gosta disso? Mais uma vez minhas orelhas começam a arder. Acho até que já escrevi sobre isso algum dia, mas para isso minha memória não é tão boa, kkk.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
VITÓRIA E DERROTA
Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição,
dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de
humanização. (Lya Luft)
Quando perdemos, somos
derrotados, é muito da natureza humana sair procurando culpados, da mesma
forma, quando ganhamos saímos procurando heróis. Vamos do inferno ao paraíso
(ou vice-versa) em questão de segundos. Somos seres passionais do tipo que “ou
você está do meu lado ou contra mim”, então, nossos julgamentos são discutíveis
sempre, porque a paixão é discutível sempre.
Nem sempre quem perde é
derrotado, pois derrotado é aquele que não aprende com uma derrota. A vitória
consiste em levantar a cabeça e dar a volta por cima. Procurar uma nova
oportunidade de vencer. E estas oportunidades nos são dadas sempre, somente
devemos nos preparar para elas.
No esporte, por mais que
seja dolorida a derrota devemos nos lembrar sempre que é apenas esporte, não é
uma vida que se esvai, é uma emoção grande que passa, simples assim, passa.
Nosso foco deve ser no
dia a dia, em nossa família, em nosso trabalho, em nossos compromissos. E não
transformar tudo em uma enorme tempestade. Atacar a honra e dignidade das
pessoas por razões tão fúteis não vão ajudar a fazer com que aquilo em que
acreditamos melhore.
Enfim, devemos ter
sempre em mente que o que nós pensamos não é, necessariamente, o mesmo que os
outros pensam. Temos perspectivas diferentes sobre o mesmo tema, então, por
mais que possamos não concordar, devemos ao menos respeitar.
vi.tó.ria
sf (lat victoria) 1 Ação ou efeito de vencer o inimigo em batalha; triunfo. 2 Esp Vantagem definitiva que, numa competição, uma pessoa ou equipe alcança sobre outra pessoa ou equipe. 3 Bom resultado de um negócio ou empresa. 4 Resultado feliz, obtido a preço de certos esforços. 5 Moeda inglesa. 6 Espécie de carruagem de quatro rodas e descoberta. interj Exclamação de triunfo. V. de Pirro: vitória em que o vencedor sai prejudicado. Cantar vitória: gabar-se de ter conseguido o que desejava; gloriar-se de um feito.
sf (lat victoria) 1 Ação ou efeito de vencer o inimigo em batalha; triunfo. 2 Esp Vantagem definitiva que, numa competição, uma pessoa ou equipe alcança sobre outra pessoa ou equipe. 3 Bom resultado de um negócio ou empresa. 4 Resultado feliz, obtido a preço de certos esforços. 5 Moeda inglesa. 6 Espécie de carruagem de quatro rodas e descoberta. interj Exclamação de triunfo. V. de Pirro: vitória em que o vencedor sai prejudicado. Cantar vitória: gabar-se de ter conseguido o que desejava; gloriar-se de um feito.
der.ro.ta
sf 1 Ação ou efeito de derrotar. 2 Desbarato, destroço de um exército. 3 Grande revés. 4 Grande estrago. 5 Desastre, insucesso, perda.
sf 1 Ação ou efeito de derrotar. 2 Desbarato, destroço de um exército. 3 Grande revés. 4 Grande estrago. 5 Desastre, insucesso, perda.
sábado, 5 de julho de 2014
IDIOSSINCRASIAS
Pipocam pelas redes sociais cada absurdo que me impressionam. Agora mesmo vi uma imagem onde diziam para levar o Neymar no SUS. Seria engraçado se não fossem trágico. Neymar é muito rico e ganhou seu dinheiro honestamernte. Não precisa do SUS. Ele não tem culpa se nossos políticos são corruptos e se nossa sistema público de saúde é uma porcaria. As pessoas ricas ou que ficaram ricas em sua grande maioria não são culpadas por isso. Fica fácil ficar culpando as pessoas pelas nossas desgraças. Ficar choramingando pelas redes sociais as nossas carências. As pessoas atacam os que enriqueceram como se nossa pobreza fosse culpa delas. Como se a saúde e a educação pública fossem ruins porque elas ficaram ricas ou algo parecido. Agora, o Ronaldo, o Neymar e todos os outros são FDP porque são ricos?. Isso é ridículo porque na hora de colocar seu voto na urna (digitar) eles não vão lá votar por você. Eles não ficam pedindo favores a políticos por nós. Somos nós que devemos mudar a nossa realidade como eles mudaram a deles. Se são famosos e ricos é porque tiveram além de sorte, muita competência para isso. Se ganham milhões de salário enquanto muitos ganham salário mínimo é culpa de quem mesmo? As vezes temos amigos, colegas ou parentes que melhoram de vida e ao invés de procurarmos melhorar também, ficamos criticando os que cresceram. Esqueça a vida dos outros e concentre-se na sua, somente assim você irá melhorar de verdade. Vamos para a escola gente, depois criticamos as pessoas.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
O QUE SOMOS AFINAL? (PROFESSORES)
Não é de hoje que vemos vários
especialistas em educação e também em outras áreas divagando sobre se somos professores
ou educadores ou “sei lá o quê”. E este assunto chega, evidentemente, nas
escolas e provocam debates às vezes acalorados ou monólogos sobre este ou
aquele pensamento. Geralmente quando alguém defende uma posição os outros preferem
não opinar, mesmo pensando de forma diferente. Não por medo ou “preguiça”, mas,
via de regra, por não estarem tão convictos assim de sua posição ou mesmo
porque não possuem argumentos sólidos para defender seu pensamento. Refletindo sobre
o tema, defendo que somos ambos. Sei que é uma posição confortável, pois neste
caso é como se ficasse em cima do muro. Mas é porque acredito que além de
ensinarmos, querendo ou não, acabamos por educar. Somos professores e educação
teria que vir de casa. Mas sabemos que isso não acontece na maioria dos casos. Quem
trabalha com crianças pequenas, como na Educação Infantil e no Ensino
Fundamental da Primeira Fase creio que me entende melhor. São apenas crianças e
em grande parte com problemas familiares graves. Acredito também que na escola somos
todos educadores, desde o porteiro até o diretor. Temos que nos ater a tudo que
envolve estas crianças para podermos entender o que se passa com elas, mesmo
sabendo que na maioria das vezes não vamos resolver seus problemas familiares
(sociais). A educação como processo de ensino (formal) e como puro processo de
educação (informal) não acontece apenas nas escolas, ela acontece
principalmente fora delas. Então, para que tenhamos sucesso, precisamos
considerar a criança como um todo e não apenas como embalagem vazia que precisa
de conteúdo.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Fazendo HORA EXTRA
É hora de ser feliz, não deixa para depois, pois poderá ser
tarde. Não é uma previsão catastrófica, é apenas uma constatação. Claro que não
podemos viver com a pressão de que amanhã não estaremos mais vivos, o que pode
ser verdade, mas é humanamente impossível prever e viver com isso. Contudo, é
preciso ter consciência de que quem faz planos em longo prazo, geralmente não
os conclui. Depois de mais de quarenta anos de vida chego a uma conclusão
óbvia, mas verdadeira. Nós (e não “nóis”) quando passamos dos 40 começamos a
fazer hora extra aqui neste mundo. É uma curva descendente. Começamos mais a
perder do que a ganhar. Perdemos nossos entes queridos, perdemos nossa força vital,
nossa animação. Seria isso uma tristeza? Claro que não! Apenas precisamos nos
conscientizar disso e viver de acordo com nossas possibilidades vitais. Muito do que se fazia até os 30, agora já se torna um sacrifício. Toda a força que
tínhamos se esvai, nos abandona como se partisse pra outra, como se procurasse
outros mais jovens para se divertir. Horas sem sono já deixam reflexos.
Exageros na bebida e na comida já cobram por isso. Correr atrás de uma bola ou
até de filhos e netos já se torna uma tarefa dura. Enfim, não é deixar de
viver, mas é sim viver com a consciência de novas limitações, de um novo modo
de viver, de novos prazeres e da certeza de aproveitar melhor os momentos que às
vezes desperdiçamos na juventude.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
A democracia da ignorância
As redes sociais como Facebook, Twitter, Blogger (Blog), entre outros, nos dão a oportunidade de nos expressar, de colocar para fora aquilo que pensamos e muitas das vezes não queremos verbalizar. Isto é importante, através das mídias sociais tornamos a vida mais democrática, menos vigiada (ou mais dependendo da visão), enfim, cada um de nós pode usufruir do seu direito de falar o que pensa. Infelizmente, isto também dá margem para que pessoas desinformadas (na maioria) teçam crítricas sobre os mais variados assuntos sem o mínimo conhecimento sobre do que está falando. Basta "ouvir dizer" que algo é "assim ou assado" que sai reproduzindo pela internet como se fosse especialista no assunto. São tantas bobagens escritas que me preocupa. Por que me preocupa? Ora bolas! Se temos tantas pessoas escrevendo suas opiniões sobre tantas coisas, sem o mínimo conhecimento, imagino que também temos muito mais pessoas lendo e acreditando naquilo que lê como se fosse a mais pura verdade. Tempos atrás, ainda na Copa das Confederações, critiquei o apoio dado às manifestações pelo Facebook de pessoas que conheço na cidade onde moro. Em sua maioria menores de idade. Sabe por quê? Quando indagadas sobre se sabiam o por quê daquelas manifestações, em sua maioria absoluta (coisa de 99%) desconheciam as motivações. Ou seja, estava na moda compartilhar e apoiar as manifestações (e badernas). Alguém disse que fulano não pode usar um relógio de "cem mil reais" enquanto pessoas passam fome, quer dizer, quem trabalhou ou teve mais oportunidades na vida, não pode usufruir de sua riqueza por que há pobres no mundo. Se você trabalhar e conquistar muito na vida não vai poder usufruir porque os mais pobres não podem ter isso também?. Vamos lutar por um país melhor, mais justo, protestar sim, mas deixar de sermos ridículos e discordar com conhecimento de causa daquilo pelo que protestamos. As pessoas precisam de uma ideologia, mas fica difícil quando elas nem mesmo sabem do que se trata. Viva a democracia, mas primeiro, viva a educação. (Também penso que escrevo muitas bobagens)
"Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo". Voltaire
sábado, 7 de junho de 2014
A ARTE DE SAIR POR CIMA
É uma lição que todos nós devemos aprender, sair de cena na hora certa. A pouco, Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou sua aposentadoria, antes da hora. Ele está no auge, está na "moda" diriam alguns. Depois do mensalão, e principalmente por causa do mensalão, Barbosa atingiu o status de "estrela", Diriam seus parentes mais próximos: "ficou famoso". E agora sai de cena, com a popularidade em alta, como exemplo de honestidade, de lisura e de coragem. Barbosa foi o Pelé da justiça. Pelé também saiu por cima, por isso até hoje ele é simplesmente "Pelé". Caso Barbosa continuasse no STF, logo, logo, teria que dar alvarás de soltura para os mensaleiros presos, pois todos praticamente já estarão livres no ano que vem. Assim, Barbosa veria todo o seu feito desmoronar diante das brandas leis nacionais. O povo de memória curta não se lembraria dos feitos de Barbosa, pois nos esquecemos rápido do que as pessoas fazem de bom. Eele age corretamente saindo agora. Ao contrário, temos o exemplo do jogador de futebol Diego A. Maradona. Maradona saiu de cena de forma melancólica. Na copa de 1994, depois de ter levado sua seleção nacional de futebol a duas finais (1986-1990) e vencendo uma (1986), saindo como héroi, saiu de campo escoltado por enfermeiras para o exame antidoping, após uma maravilhosa vitória de sua seleção, mas o fim foi trágico para ele e a Argentina naquela copa. Maradona foi pego no antidoping e sua seleção foi eliminada já na fase seguinte por uma brilhante Romênia de Hagi. Só os "Deuses" do destino podem nos dizer se o ocaso de Diego teve muito ou pouca influência no desastre Argentino. Mas, nos resta o exemplo de que sair de cena na hora certa éum dom, poucos sabem. Nós mesmos, as vezes, no nosso dia a dia, por alguns segundos de bobeira, deixamos de sair de cena e falamos ou nos envolvemos em idiotices sem tamanho. Barbosa está certo, até da vida tem uma hora certa de sair. O difícil é saber que hora é essa. Alguém sabe?
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A verdade e a parábola
Um dia, a
Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua quanto o
seu nome. E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e
ninguém lhe dava as boas vindas. Assim a Verdade percorria os confins da
Terra, rejeitada e desprezada.
Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.
- Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!
- Que disparate - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.
Então a Parábola falou:
- A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada...!
Terra, rejeitada e desprezada.
Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.
- Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!
- Que disparate - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.
Então a Parábola falou:
- A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada...!
terça-feira, 20 de maio de 2014
O PERIGO NÃO ACABOU E TALVEZ NUNCA ACABARÁ
Fui surpreendido hoje com uma notícia que me deixou muito triste e preocupado. Um escorpião foi encontrado em um local onde não esperávamos. Não. Não foi aqui em casa. Mas ficam em suspense a segurança de muitos que amamos. Filhos, netos, sobrinhos. Enfim, é alarmante ainda o fato de que é um local dos mais bem cuidados que conheço. Então, minha preocupação dobra porque não estou vendo mais, depois do início, a continuação da campanha de combate e prevenção a este mal. Não estou dizendo que nada está sendo feito, mas apenas que depois do início, não vejo reflexos desta política. Não me preocupo somente com os meus, mas com toda a população desta cidade que corre os mesmos riscos, talvez alguns até riscos maiores. Não gostaria de sentir ou chorar a morte de nenhuma criança em nossa cidade. Já disse e repito: porque não fazemos uma campanha nos moldes daquela que "caça" o mosquito da dengue? Iria resolver o problema de forma definitiva? Claro que não, mas já contribuiria muito para que o risco ficasse menor. Bom, nos resta rezar, torcer e trabalhar para que nada de mal aconteça para ninguém.
LICENÇA POÉTICA
SÃO TANTOS OBSTÁCULOS,
TANTOS MUROS E CERCADOS,
QUE AS VEZES O MAIS BELO
PASSA AO NOSSO LADO.
SOMOS CEGOS COM VISÃO E MUDOS FALANTES,
NÃO VEMOS A BELEZA ÀS NOSSAS PORTAS
E NA MAIORIA DAS VEZES,
FALAMOS FEITOS IDIOTAS.
A VIDA É UMA SÓ,
OU UMA DE CADA VEZ.
MAS MESMO ASSIM,
QUEREMOS VIVER POR TRÊS.
O SORRISO DE UMA CRIANÇA
É UM POEMA DA BELEZA.
MAS OBCECADOS PELA VAIDADE,
O CONFUNDIMOS COM TRISTEZA.
O AMOR VIROU UTOPIA,
REALIDADE DISTANTE.
OU ABRIMOS OS OLHOS AGORA,
OU MORREMOS A CADA INSTANTE.
MPS
TANTOS MUROS E CERCADOS,
QUE AS VEZES O MAIS BELO
PASSA AO NOSSO LADO.
SOMOS CEGOS COM VISÃO E MUDOS FALANTES,
NÃO VEMOS A BELEZA ÀS NOSSAS PORTAS
E NA MAIORIA DAS VEZES,
FALAMOS FEITOS IDIOTAS.
A VIDA É UMA SÓ,
OU UMA DE CADA VEZ.
MAS MESMO ASSIM,
QUEREMOS VIVER POR TRÊS.
O SORRISO DE UMA CRIANÇA
É UM POEMA DA BELEZA.
MAS OBCECADOS PELA VAIDADE,
O CONFUNDIMOS COM TRISTEZA.
O AMOR VIROU UTOPIA,
REALIDADE DISTANTE.
OU ABRIMOS OS OLHOS AGORA,
OU MORREMOS A CADA INSTANTE.
MPS
domingo, 4 de maio de 2014
A CERCA
Era uma vez um menininho que tinha um mau temperamento. O pai dele deu um saco de pregos a ele e disse que para cada vez que o menino perdesse a calma, ele deveria pregar um prego na cerca.
No primeiro dia, o menino pregou 17!!!!
Nas semanas seguintes, como ele aprendeu a controlar seu temperamento, o número de pregos pregados na cerca diminuiu gradativamente...
Ele descobriu que era mais fácil se segurar do que pregar aqueles pregos na cerca. Finalmente o dia chegou quando o menino não perdeu a
calma mesmo.
Ele então falou a seu pai sobre isto e o pai sugeriu que o menino agora tirasse da cerca, um prego por cada dia que ele não perdesse a calma.
Os dias passaram e o menininho então estava finalmente pronto
para dizer a seu pai que tinha retirado todos os pregos da cerca. O pai então o pegou pela mão e foram até à cerca.
O pai disse: "Você fez muito bem meu filho, mas veja os buracos que restaram na cerca. A cerca nunca mais será a mesma! Quando você
fala algumas coisas com raiva, elas deixam cicatrizes como esta aqui.
Você pode enfiar a faca em alguém e retirá-la. Não importa quantas vezes você diz desculpe, a ferida ainda está lá. Um ferimento verbal é a mesma coisa que um ferimento físico."
segunda-feira, 21 de abril de 2014
O TEMPO PASSA
Gostaria de escrever como se fosse um testamento. Gostaria também que estivesse tão inspirado que pudesse arrancar palavras do coração. Mas isso é impossível. Conheço minhas limitações. Sei de minhas incapacidades, de minha insignificância. Mas também sei que sou teimoso, insistente comigo mesmo, mais que com os outros. Falar sobre o tempo é dolorido, é também prazeroso. O tempo me deu a capacidade de se compreender e respeitar as pessoas como elas são. De entender que somos apenas seres humanos e não super-heróis. A capacidade de esperar. E ainda, de amar sem esperar o mesmo dos outros. A cobrança tenho comigo mesmo. Peço desculpas por qualquer grosseria que tenha cometido ao longo do tempo, porque reconheço que na correria acabo me esquecendo do principal: somos diferentes. Não posso querer que vejam e sintam ou façam como eu, porque somos únicos. Peço desculpas pelas minhas falhas, mas Deus me livre de ser infalível, não posso perder minha humanidade. Não, não é uma justificativa para errar ou falhar. Sim, é só um pedido de desculpas. Agradeço imensamente, incomensuravelmente, por me aturarem, por serem pacientes, as vezes, mesmo eu sabedor que sou de não merecer tal feito. Sou uma pessoa realizada e pessoas realizadas não devem ter pressa. Mas a terrível ansiedade que me assola colabora para alguns transtornos. Não tenho a MENOR intenção de morrer por agora, mas Deus é quem decide, então quero que meus filhos saibam que são a melhor parte de mim, um amor incalculável, presentes de Deus em minha vida. Estendo todo este sentimento aos meus netos que, Graças a Deus, vivi para vê-los e espero participar de suas vidas ainda por muito tempo. A minha companheira Simone Barbosa, principalmente por sua paciência (precisa mais viu) nos tempos mais difíceis de minha vida, sei não ser merecedor. Não sou alheio a realidade, não guardo mágoas, não odeio ninguém e tampouco desejo mal a qualquer pessoa. Apenas não fico acariciando a vaidade de ninguém, fazendo média com este ou aquele, é meu jeito de ser e assim como respeito a todos, também tenho opinião sobre tudo. Se não quer ouvir a verdade, não me pergunte. Enfim, depois de 44 anos, se eu morrer amanhã podem escrever em meu túmulo sem medo de errar: "Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Inimigos
Você têm inimigos? (inimigo: adj. 1. Que não é amigo. 2. Adverso, contrário, hostil. Sup. abs. sint.: inimicíssimo. S. m. 1. Pessoa que tem inimizade a alguém. 2. Nação, tropa, gente com quem se está em guerra. 3. O diabo, o demônio.). Não acredito que quem não goste de mim seja meu inimigo, apenas não gosta de mim e ponto. Caso contrário se eu gostasse da D20 eu seria inimigo da Ranger? Ou se eu preferisse o Cruze eu seria inimigo do Corolla? Sei que a comparação é meio imbecil, mas para mim é elucidativa. Inimigo para mim é alguém com quem estou em guerra, pior, o diabo ou o demônio, sem chance. Se tem alguém em guerra comigo não me contem, prefiro a ignorância nestes casos. Não perco meu tempo pensando em quem me quer mal. Não estou em guerra com ninguém, seria impensável para mim falar de alguém por falar, criticar algo que no fundo não considero errado ou incorreto, somente porque foi esta ou aquela pessoa que fez. Isto é estupidez e nem um pouco inteligente. Somos maiores que isso. É inútil tentar explicar algo para quem não quer entender, assim como é impossível ensinar a quem não tem certa predisposição para aprender. Somos movidos, na maioria das vezes, por nossa vaidade. Queremos mesmo sem pensar, ser melhor ou maior que alguém. O poder de decidir coisas que no fundo não fazem a menor diferença. Mas entender isso sei que não fácil. Por isso prefiro a distância, o afastamento, a solidão, a ter que dividir, as vezes, simples palavras em uma rede social com quem tem opinião pronta para tudo. A discordância é sublime para a formação da mente, não podemos discutir os fatos, mas podemos dar a volta por cima e superar os momentos dolorosos pelos quais passamos e enfim, compreender que estes momentos nos fazem crescer. É o mínimo que se pode esperar de quem tem realmente aprendido com a vida.
domingo, 6 de abril de 2014
A brasa solitária
Juan ia sempre aos serviços dominicais de sua congregação. Mas começou a achar que o pastor dizia sempre as mesmas coisas, e parou de frequentar a igreja.
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo.
“Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar” pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo.
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.
Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo.
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira.
- Boa noite – disse o pastor, levantando-se para sair.
- Boa noite e muito obrigado – respondeu Juan. – A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente.
“O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.”
segunda-feira, 3 de março de 2014
Pequenas diferenças...
No decorrer de uma vida você vai ter muitos melhores amigos e eles precisam ser valorizados. Mas eles mudam com o passar dos anos.
Os seus melhores amigos de dez anos atrás não são os mesmos de hoje, porque seus interesses de dez anos atrás não são, também, os mesmos de hoje.
Valorize, crie raízes, mas não espere demais...
Aqueles companheiros do carnaval de hoje, poderão não ser os mesmos companheiros do carnaval de amanhã, assim como não são os mesmos do carnaval de ontem...
Quer uma prova? Procure se lembrar dos últimos dez finais de ano que vc passou... Com quem você passou?
Seus companheiros, "melhores amigos", mudaram muitos nestes dez anos... mas sabe o que não mudou?
Seus parentes mais próximos. Eu digo sempre que parente a gente não escolhe, nasce parente. E mesmo que tenhamos inúmeras desavenças, são estas pessoas que estão sempre do seu lado.
Eles não estão na sua casa só nos dias de festa. Estão lá nos dias mais duros. E nem estou falando de dinheiro. Falo principalmente da perda de um ente querido. Enquanto seus amigos "se acostumam" com o defunto e dão risadas e contam piadas no velório, seus parentes estão chorando com você.
Dar risadas e fazer um churrasco com você é fácil e bom, agora passar os dias mais escuros ao seu lado, só quem ama você de verdade.
É bom poder conversar com companheiros tomando uma gelada e comendo alguma coisa, sem compromisso, porque compromisso mesmo tenha com a sua família.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
10 coisas que levei anos para aprender
01- Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
02- Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'.
03- Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
04- As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
05- Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
06- Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
07- A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
08- Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
09- Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10- Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca de Noé. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
11 passos para ser mais feliz
SEJA OTIMISTA
Encare a vida de modo positivo, e você se surpreenderá, sentindo-se feliz e cheio de energia. Lembre-se: todo mundo gosta de pessoas "para cima" e que transmitem otimismo.
FAÇA PLANOS
Veja a vida como um todo e não deixe que pequenos reveses o desanime. Tente sempre alcançar seus objetivos, sejam eles se tornar presidente, pagar as dívidas ou ter um casamento duradouro. Você encontrará obstáculos no caminho; mantenha o foco na recompensa e evite se aborrecer por pequenos problemas.
TENHA GRATIDÃO
Mostre às pessoas que você gosta delas. Agradeça um colega pela ajuda. Parabenize outro pelo sucesso atingido. Seja educado com o garçom que lhe traz o café da manhã.
Dê algumas moedas para aquele morador de rua que você sempre vê.
E agradeça por ter uma vida feliz.
APROVEITE A VIDA
Arrume um tempo para você e para as coisas que gosta de fazer, lave seu carro; faça planos, faça pequenos consertos pela casa, assista à televisão; veja um show. Faça de você uma prioridade e faça o que você gosta.
Presenteie-se de vez em quando.
MUDE SUA ROTINA
Alterar sua rotina lhe trará novas energias. Tenha uma clara divisão entre trabalho e tempo livre, e deixe espaço para atividades divertidas e momentos de reflexão.
MANTENHA CONTATO COM AS PESSOAS
Lembre-se de como você se sentiu quando recebeu uma ligação inesperada de um velho amigo? Envie um e-mail para alguém ou ligue para amigos e parentes para simplesmente dizer "oi".
SEJA CRIATIVO
Encontre uma atividade na qual você possa extravasar sua criatividade. Pode ser construir ou reformar, desenhar ou pintar, escrever, e até mesmo fazer jardinagem. Não importa se você está ocupado ou sinta preguiça ao fim da semana; se reservar um tempo para atividades criativas você será mais feliz e mais saudável.
ENCONTRE UM AMOR
Compartilhar experiências com alguém que você ame vai aumentar – e muito – sua felicidade. Amor incondicional vai fazer você se sentir seguro e alegre.
CONVERSE COM ALGUÉM
Tenha um melhor amigo com quem você possa conversar sobre qualquer assunto. Ele não vai te julgar ou tentar resolver seus problemas. Ele o escutará porque ele sabe que você fará o mesmo por ele.
PERDOE
Talvez seja hora de perdoar alguém (ou você mesmo) por algo que foi feito ou dito. Se outra pessoa foi promovida ao invés de você, ou se você perdeu seu emprego por causa de uma reestruturação empresarial, reconheça que você não pode voltar atrás. Simplesmente aceite. Recupere o controle sobre a sua felicidade deixando para trás antigas mágoas.
SONHE
Escreva seus sonhos e, aos poucos, realize-os. Você terá novos objetivos, nos quais focalizará suas energias.
Enfim, faça com que o ambiente em que você vive ofereça oportunidades para reconhecer e aproveitar os aspectos positivos e os bons momentos da vida.
Se esforce para ser feliz.
domingo, 19 de janeiro de 2014
A loja do Senhor
Um dia entrei numa loja e vi um anjo atrás do balcão.
Maravilhado com aquela visão divina perguntei-lhe:
- Anjo do Senhor! O que vendes?
E ele respondeu-me:
- Todos os dons de Deus!
Custam caro? - perguntei-lhe
- Não! É tudo de graça, é só escolher. - respondeu o
anjo.
Então contemplei a loja e vi pacotes de esperança,
vidros de fé, caixinhas de salvação, potes de sabedoria,
e tantas outras coisas.
Tomei coragem e pedi:
- Por favor ! Embrulhe um vidro de fé, muito amor de Deus, todo perdão Dele,
bastante felicidade, e salvação eterna para mim e toda a minha família.
O anjo do Senhor anotou o pedido, separou os itens, e
condicionou tudo num pequeno embrulho que cabia na palma da mão.
Surpreso perguntei-lhe:
- Como é possível caber tudo que lhe pedi, aqui nesse
pequeno pacotinho?
O anjo respondeu-me sorrindo:
- Querido amigo, na loja de Deus não vendemos frutos,
apenas sementes.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
PALADINOS DA JUSTIÇA
Estamos mesmo em mundo meio estranho, as pessoas fingem o tempo todo,
e o pior: acreditam em suas próprias mentiras. Todo mundo é dono da
verdade, é melhor que os outros, é mais “honesto”, mais “direito”.
O sujeito paga “propina” para os outros e se proclama acima do bem
e do mal, o outro coloca tv por assinatura “pirata” em casa e se
diz “direito”, e tem aqueles que recebem ou receberam “propina” e
falam que os outros são desonestos e ainda outros usam de identidade
falsa para esparramar conversas na rua. Nada que todos não saibam,
mas também nada que precise ser ventilado como uma boa notícia.
Aliás, ninguém espalha uma boa notícia, estas são guardadas como
se fossem ouro. A verdade é uma só, somos todos farinha do mesmo
saco, eu já disse isso, e cada um que resolva seus problemas,
pessoais, públicos ou qualquer que seja. É fácil chutar cachorro
morto, basta você ter um problema que aparecem centenas para
acrescentar mais um “podre” na história. Como urubus, mal esperam
a presa virar carniça e já estão saboreando o tombo do outro.
Cuidado! Se você ver uma mão estendida, pode ser para te empurrar.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O QUE ESPERAR DE 2014?
Todos os anos, quase todos nós fazemos diversas promessas que na
maioria das vezes nem cumprimos ou mal nos lembramos depois,
para o ano que está chegando. Em nossas mentes ficamos prospectando
o futuro e pensando onde melhorar. Enfim, o que esperar desse novo ano?
Talvez este seja o grande problema. Esperar! Prometemos e esperamos
acontecer. Talvez... e só talvez! Ao invés de esperarmos devêssemos agir.
Devêssemos assumir o protagonismo de nossas vidas e não esperarmos
que o ano que vem ou que as pessoas do ano que vem façam aquilo
que cabe a nós fazermos ou realizarmos. Ao invés de sempre reagirmos
diante dos fatos, devemos agir e antecipar os acontecimentos.
As surpresas podem ser generosas, mas também podem ser nefastas.
Deixando de ser um mero coadjuvante estaremos enfim, realizando
sonhos e deixando o campo da promessa. Aprendendo a construir
vamos deixar de sempre reformar. Façamos algo novo e tenhamos
o prazer de construir. Vamos deixar de lado os paliativos e
começar a realizar de forma definitiva o que queremos de fato.
Enfim, vamos, a partir do próximo ano, esquecer o “jeitinho” e tomar
as rédeas da vida. Só assim vamos ter um feliz ano novo de verdade.
Assinar:
Postagens (Atom)