quinta-feira, 7 de setembro de 2017

É POSSÍVEL INDEPENDÊNCIA DE FATO, SEM EDUCAÇÃO?

Primeiro é preciso dizer que vivemos uma época sombria para quem milita na educação. Digo militar porque vejo dessa forma, quase um sacerdócio. Podemos ter maus profissionais, concordo, mas temos uma ampla maioria comprometida com a construção diária desse processo que é o único capaz de transformar nosso país, nossa sociedade, em algo melhor. O pior é que uma minoria que se diz esclarecida, trabalha para convencer a sociedade de que os professores têm privilégios, ganham bem, são dispensáveis. A valorização do magistério, com salários mais dignos, que propiciem ao mestre a dedicação exclusiva dará de imediato retorno de qualidade, mas não é só por isso que defendo uma remuneração digna e também, não é só pensando nos atuais professores, muitos em fim de carreira. Penso neles também, pois têm uma vida dedicada a esta causa, contudo, salários mais atraentes vão atrair para a sala de aula os melhores, os jovens que hoje torcem o nariz para a profissão de professor, vão repensar vendo que o magistério público lhes oferece uma opção de carreira, reconhecimento e remuneração condizente com sua importância. Nessa semana em que falamos da independência nacional, reafirmamos a ideia de que  Pensar a Educação é uma ótima forma de Pensar o Brasil! Tanto quanto a política e a economia, suas histórias e suas atualidades, a educação, em sua história e por meio das grandes questões atuais que sintetiza, nos revelam um país fragmentado e tão desigual quanto diverso. Ao mesmo tempo, a educação, como outras dimensões da vida nacional, nos mostra um país em que as pessoas, muitas pessoas, lutam por direitos, por valorização, pela recuperação do Estado de Direito e da Democracia. Esse país nos faz acreditar, nem que seja por alguns momentos, que na Semana da Pátria, poderemos ter um Brasil melhor. E será, se a maioria da população assim o quiser!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SOBRE VALOR E VALORES

Significado de Valor


1 - O que vale uma pessoa ou coisa.

2 - Preço elevado.
3 - Merecimento; talento; reputação.
4 - Coragem; valentia.
5 - Significação precisa de um termo.
6 - Títulos de renda, ações, obrigações, letras de câmbio, etc.
7 - Duração de uma nota musical.
8 - Grau do aproveitamento escolar de um estudante.

Publicado em: 2016-09-24, revisado em: 2017-02-27

Disponível em: ‹https://dicionariodoaurelio.com/valor›. Acesso em: 07 Aug. 2017



Reunião das normas, preceitos morais e/ou regras sociais, que são passadas de uma pessoa, sociedade, grupo ou cultura para outra(s).[Jurídico] Títulos de crédito que designam uma quantia em dinheiro.[Portugal] Aproveitamento escolar que, definido por um número, qualifica um exame: você ficou com quantos valores?Riqueza; excesso de dinheiro, de propriedades, de bens materiais.

Publicado em: 2016-09-24, revisado em: 2017-02-27

Disponível em: ‹https://dicionariodoaurelio.com/valor›. Acesso em: 07 Aug. 2017


Somos seres livres. Livres para fazer "o que der na telha", ou seja, certo ou errado, bom ou ruim, somos livres, faça sua escolha, jogue suas fichas e veja no que vai dar. Contudo, é preciso sempre, e já disse isso antes, estar ciente das consequências. Tudo na vida tem consequências e eu sei muito bem disso. Até por isso, mas não só por isso, costumo pensar mais nas consequências antes de fazer, falar e até pensar... Não dá para jogar um punhado de pedras para o alto sem deixar de pensar que estas pedras vão cair, mesmo que não seja na minha cabeça. As vezes agimos com emoção, de forma passional e atingimos pessoas que supostamente não mereceriam, isso é desculpável, entretanto, o que não é desculpável, é quando não estamos nem aí se vamos atingir ou não, seja quem for. As pessoas, assim como nós, sofrem, sentem dor e se magoam com nossas atitudes. Tudo bem, podemos não estar nem aí para o que os "outros" sentem, afinal não é "problema meu". Será mesmo? Pena. Eu não costumo dar muito importância ao que os outros pensam, falam, fazem ou deixam de fazer, mas claro que isso depende de quem fala e que estrago faz. Qual a importância que a (as) pessoa (as) tem para você? Esta é a questão. Pense.




sexta-feira, 7 de julho de 2017

A FILOSOFIA DA MENTIRA



Se no futuro existir um medidor de mentiras, o início do século 21 ganhará o prêmio de era da mentira.
Uma filosofia da mentira é algo necessário para qualquer dossiê de temas urgentes. Sabe-se que a mentira foi duramente condenada pelo filósofo Immanuel Kant no século 18. Para ele, se ninguém mentisse, o mundo seria mais ético e mais "transparente". Se vivesse hoje, acreditaria, provavelmente, na gestão ética dos indivíduos através de uma espécie de sistema universal de compliance (regulamentos).
Contra essa ideia de um mundo perfeito da transparência, o russo Dostoiévski, no século 19, visitando feiras de ciência da Europa ocidental, já percebia a morte da privacidade pelas mãos de um "palácio de cristal" onde a vida seria um fato "claro e distinto".
No Brasil, nosso maior filósofo da moral, Nelson Rodrigues, em pleno século 20, clamava "mintam, mintam por misericórdia!". Nelson pensava que, sem a mentira, a vida em sociedade seria impossível. A mentira, nesse caso, era uma forma de doçura para com as fraquezas humanas. Aquele tipo de mentira misericordiosa que sustenta jantares em família, amizades, longos relacionamentos, silêncios honrosos em nome de um morto ou a piedade diante de uma feia.
Mas há formas de mentira que precisam ser mais analisadas por nossa vã filosofia. Refiro-me à mentira a serviço do marketing moral. Esse tipo de mentira visa vender a ideia de que somos uma época mais avançada em costumes, afetos e comportamentos. Se formos à tradição filosófica, veremos que a mentira contemporânea se encaixa no tipo de mentira que se chama mentiras da vaidade. Vejamos três casos.
A vaidade ferida, normalmente, se transforma em sua irmã ainda mais miserável, a inveja. A falsa afirmação do marketing moral de que todas as pessoas são iguais (uma corruptela da ideia justa de que todos devem ser iguais perante a lei, mentira essa evidente, na verdade) gera, no convívio interno a instituições, a mentira travestida de normas burocráticas.
Alguém sob forte inveja pode, facilmente, querer destruir a fonte de sua humilhação cotidiana (por exemplo, destruir alguém muito melhor do que você profissionalmente) lançando sobre essa fonte (uma pessoa, na maioria dos casos) um conjunto de normas que visa inviabilizar a vida dessa pessoa.
Se indagado acerca da causa desse conjunto de normas burocráticas asfixiantes, o mentiroso no exercício de sua função burocrática dirá que apenas exerce sua função, aplicando as normas.
Como muitas normas burocráticas visam mesmo à destruição da espontaneidade e criatividade, e riscos inerentes às duas, em nome da mediocridade segura, o mentiroso burocrático estará seguro no exercício de sua função. Não prestamos a devida atenção ao fato que a mediocridade é a forma mais segura de viver que existe.
Fala-se muito em "pensar fora da caixa", mas, na verdade, nunca o mundo corporativo investiu mais no seu contrário: as pessoas devem ser cada vez mais medíocres e respeitadoras dos limites dessa caixa.
O dinheiro acumulado sempre leva o seu dono à conclusão de que a melhor política é a covardia. Apesar de se falar o contrário disso, a verdade é que o acúmulo tende a tornar você uma formiga contida em seu formigueiro.
Quando o risco de perda é muito alto, a melhor política é a mediocridade que paga pouco, mas sempre paga. As relações entre homens e mulheres nunca foram tão ruins como hoje. O desinteresse pelo sexo é seu maior sintoma. Sexo suja, implica em riscos e precisa de um "outro" para ser realizado.
A ideia de que as pessoas evoluíram nos afetos é, talvez, a maior de todas as mentiras contemporâneas. Suspeito, na verdade, que "involuímos". Somos uns retardados do afeto.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A comédia política no Brasil

Ao escrever a "Comédia Humana", Balzac colocou mais de 300 personagens no enredo de sua obra-prima. Karl Marx, depois de ler um dos mais importantes monumentos da literatura universal, não se impressionou com tanta gente e comentou: "O livro do senhor Balzac só tem um personagem: o dinheiro".
Na comédia política que o Brasil está atravessando, com tantos figurantes de alta ou baixa atuação, pode-se dizer que há um só personagem: o dinheiro. Com o poder ganha-se dinheiro de uma forma ou outra. Com o dinheiro, ganha-se o poder. Esse é o resumo bastante resumido da crise que o Brasil está atravessando.
Na democracia representativa, que até Fernando Henrique Cardoso criticou num discurso na Academia Brasileira de Letras, poder é dinheiro e dinheiro é poder. Os partidos que ambicionam o poder não têm dinheiro nem para pagar as contas de luz e telefone de suas esquálidas sedes. Por sua vez, os candidatos, em sua maioria, também não têm dinheiro suficiente para manter as suas campanhas eleitorais. A solução é buscar recursos nas grandes empresas e nas grandes fortunas. Evidente que o poder político precisa de dinheiro das grandes empresas e dos gigantes do mercado. A mão de uns lavará a mão de outros. Se somarmos as quantias ganhas e gastas no mensalão, no petrolão e na Lava Jato, teríamos mais dinheiro do que o produto interno bruto. Nelson Motta, em artigo desta semana, pergunta: "Quanto vai valer em cargos, vantagens e dinheiro vivo um voto? Não tem preço".

quarta-feira, 7 de junho de 2017

PEQUENAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O RECREIO

Às vezes me pego observando as pessoas, as coisas, os movimentos e fazendo reflexões inúteis sobre tudo. Já há algum tempo venho observando o intervalo de aula das crianças (o recreio). O recreio na escola é o momento em que os alunos, de modo geral, extravasam algo reprimido dentro deles. Talvez após aulas angustiantes, sem sentido para eles, sem razão de ser. Cada criança vem de um universo diferente, então, vê a realidade da escola de forma diferente. Mas o mais interessante é observar a transformação que acontece entre aquela criança da sala de aula e aquela que está no intervalo de aula. Algumas crianças se transformam. Sabe aquela garotinha tímida, quieta da sala de aula? Sabe aquele menino que parece que nem fala no canto da sala? Pois é! Muitos deles (não todos) se transformam em verdadeiras feras. Pulam, gritam, correm o tempo todo. Brigam, estão prontos para a guerra. Há uma verdadeira necessidade de gritar o tempo todo. Na verdade, gritam a partir do sinal, antes mesmo de sair da sala. Pior de tudo é que os pais não acreditam nisso. É como se estivessem reprimidos em casa também. Talvez por isso, o barulho do recreio seja ensurdecedor para quem não está acostumado, para nós, em nossa maioria, é apenas o barulho do recreio, normal.

domingo, 28 de maio de 2017

É POSSÍVEL FAZER A DIFERENÇA


Querer fazer a diferença na vida das pessoas é uma vontade muito comum. Muitas vezes acreditamos que para isso são necessários grandes atos que demandam muito esforço e tempo, então acabamos sempre deixando para depois. Mas será que atos grandiosos são necessários para fazer a diferença?

Atos grandiosos são sim válidos, porém existe uma série de pequenas ações possíveis de serem feitas diariamente, que não demandam esforço, tempo e que podem ser feitas agora mesmo.

Ser a diferença para as pessoas ao seu redor pode ser mais simples do que você imagina, além de ser muito prazeroso. Veja a seguir uma lista com 9 atitudes simples para você começar hoje mesmo a fazer a diferença na vida das pessoas ao seu redor:

1. Elogiar sempre que possível

Elogiar é um ato simples que pode fazer o dia de uma pessoa se tornar muito melhor. Afinal, quem não gosta de receber um elogio? No trabalho, quando você gostar do resultado de algo que seu colega fez, jamais perca a oportunidade de elogiar. Elogios incentivam as pessoas a continuarem fazendo seus trabalhos com carinho e dedicação.

Elogie mais seus amigos, familiares e todas as pessoas que te cercam. Com certeza com esse ato, além de ganhar muitos sorrisos como retribuição, você terá certeza de ter feito o dia de uma pessoa ser muito mais feliz.

2. Mostrar empatia ao invés de simpatia

Empatia é quando você compreende o que a pessoa está sentindo, consegue colocar-se na situação da pessoa e entende a situação que ela está passando. A empatia é livre de julgamentos. Já a simpatia é relacionada ao carisma.

Demonstrar empatia com alguém faz com que essa pessoa não se sinta sozinha em momentos ruins. Demonstrar que você entende a situação, apoia e principalmente que não julga, encoraja e faz toda a diferença em qualquer situação que a pessoa esteja vivenciando.

3. Sempre usar as palavras “obrigado” e “por favor”

Muitas vezes nos esquecemos de usar essas palavrinhas mágicas com as pessoas que mais convivemos. Com a convivência, dizer por favor, obrigado e desculpar-se, pode parecer desnecessário com as pessoas mais íntimas, mas não é.

Portanto, se precisar de algo se lembre de terminar a frase com por favor. Quando receber algo, agradeça. Se cometer algum erro sempre se lembre de pedir desculpas. Não importa quanta proximidade exista com a pessoa em questão, alguns hábitos que soam formais como usar essas expressões, fazem toda a diferença e jamais devem desaparecer do seu vocabulário.

4. Demonstrar gratidão

Ter gratidão vai muito além de dizer obrigado. A gratidão é demonstrada além das palavras e envolve atos como tentar fazer o melhor pela pessoa a quem você é grato. Tantas vezes recebemos coisas maravilhosas das pessoas de nossas convivências, mas deixamos para depois o ato de demonstrar a gratidão.

Novamente, não são necessários atos grandiosos para fazer a diferença nesse quesito. Trate com carinho e dedicação as pessoas a quem você é grato. Se possível, faça o mesmo para essas pessoas. Certifique-se sempre, de alguma forma, que você tem gratidão por quem está ao seu redor.

5. Estar disponível quando necessitarem sua ajuda

Se alguém pedir sua ajuda e estiver ao seu alcance, não hesite em oferecer apoio prontamente. Estar disponível significa demonstrar para a pessoa que você irá ajudá-la com tudo que puder fazer. Muitas vezes, apenas dizer que você está disponível já faz toda a diferença.

É importante não deixar para depois um pedido de ajuda e fazer o possível agora mesmo. Demonstrar disponibilidade e prontidão mostra carinho e preocupação com a causa da pessoa.

6. Ser ouvinte

Se uma pessoa está desabafando para você, fale o menos possível. Muitas vezes gostamos de falar e falar sobre nós mesmos e desaprendemos a ouvir o que a outra pessoa tem a nos dizer. Ofereça seu ombro amigo para as pessoas importantes da sua vida, deixe que elas falem o que estão sentindo e ouça com atenção.

Ser ouvinte requer treino e paciência, portanto, comece treinar ainda hoje. Quando alguém estiver falando algo para você, não interrompa a fala e ouça calmamente. Fale apenas quando tiver certeza que a fala da pessoa já terminou.
7. Espalhar sorrisos


Faça as pessoas ao seu redor rirem e sorrirem. Evite dizer coisas negativas e concentre-se em espalhar palavras que tragam sorrisos. Não comece um assunto ruim se ele for desnecessário e não ajude a espalhar notícias ruins, pois ninguém precisa disso. Conte mais histórias e notícias sobre coisas positivas, ajude a semear o bem.

Sorrir, por si só, já é uma ótima maneira de semear o bem. Sorria para as pessoas do seu convívio sempre que possível. O sorriso é a linguagem universal e sempre será retribuído.
8. Fazer algo bom para um completo estranho

Inicie uma corrente do bem, realize um ato de bondade por quem você não conhece e deixe um bilhete dizendo para esse desconhecido fazer algo por outro desconhecido. Assim, fazendo a diferença no dia de uma pessoa você alcança a diferença no dia de várias pessoas.

Faça o planeta ser um lugar melhor e cheio de atos de bondade. Por exemplo, se você viu um carro com as janelas abertas estacionado na rua, feche as janelas e deixe um bilhete anônimo dizendo para a pessoa retribuir fazendo um favor para um completo desconhecido.
9. Não ajudar a espalhar o ódio

Com certeza todo mundo já foi vítima do ódio gratuito. No trânsito, no trabalho, na faculdade e em todos os locais que frequentamos. Nessas situações é muito comum que apareça a vontade de querer responder da mesma forma, mas pare e pense: em que isso vai mudar? Quem te trata com ódio pode apenas estar tendo um dia ruim, portanto respire e ignore ou responda o ato educadamente.

Se alguém fez algo errado no trânsito não responda fazendo algo errado também, ignore e deixe a pessoa ir embora. Se alguém foi rude nas palavras com você no trabalho, não inicie uma discussão desnecessária, responda educadamente. Lembre-se: gentileza gera gentileza.

Praticando, você verá o quanto é simples e prazeroso fazer a diferença para alguém diariamente. Pequenos atos, se feitos com carinho, podem deixar o dia das pessoas mais felizes e gratificantes. Na lista estão algumas sugestões, mas você pode fazer uma infinidade de ações e procurar alcançar o máximo de pessoas possível.

Que tal começar agora mesmo a fazer a diferença no dia de alguém?

domingo, 30 de abril de 2017

O PERIGO RONDA NOSSAS CASAS E NÃO ESTAMOS PREPARADOS

Estava nesta manhã de domingo fazendo a ronda em blogs e colunas que costumeiramente leio e me deparei com um texto interessante que trata de um tema atual, o jogo da "Baleia Azul". Isso tem assombrado as famílias e frequentemente temos que lidar com este problema grave na escola. Abaixo, reproduzo o texto de Érica Fraga (Colunista da Folha de São Paulo) que acredito, pode nos ajudar de alguma forma.

"Descobri na semana passada que meu filho de sete anos já tinha ouvido falar a respeito do jogo da Baleia Azul —incluindo seu suposto desafio final que seria a tentativa de suicídio—, ainda que com uma compreensão limitada sobre o que isso significa.
Mães de colegas dele relataram histórias parecidas (o alerta sobre a exposição das crianças ao tema veio, aliás, de uma delas).
Embora eu viesse lendo sobre esse assunto —até por ofício profissional–, não tínhamos mencionado isso em casa em nenhum momento. Ele não tem acesso a celular, internet e não assiste ao noticiário.
Por isso, inicialmente, fiquei bastante intrigada sobre como um tema tão árido teria chegado em crianças tão pequenas.
Depois veio a conclusão de que seria ingenuidade acreditar em algum tipo de blindagem aos ouvidos dos meus filhos em uma época em que fatos e boatos se espalham como rastro de pólvora por redes sociais.
Ainda que pais e professores evitem determinados assuntos, as notícias —falsas ou verdadeiras— circulam rapidamente entre jovens e adolescentes, que, eventualmente, podem relatá-las aos irmãos menores.
Até os cinco, seis, anos de idade a imaginação e a fantasia atuam como uma espécie de proteção contra fatos e rumores mais complexos da vida.
Na passagem para os sete, oito anos, no entanto, a percepção sobre a realidade vai aumentando gradualmente.
Noto que meu menino de sete anos começa a dar significados diferentes, por exemplo, aos vilões das historinhas infantis e aos bandidos do nosso dia a dia de metrópole violenta.
Embora ele nunca tenha presenciado algum roubo ou assalto, começou a nos questionar recorrentemente sobre o tema, que o assusta bastante, enquanto meu filho de cinco anos ainda permanece alheio a isso.
Aliás, o que mais me comoveu sobre a temática do jogo da Baleia Azul entre as crianças foi a pergunta que ele me fez quando conversamos sobre o assunto: "Mamãe, as pessoas podem se matar para escapar de uma perseguição por 20 ladrões?", associando os dois assuntos.
Não tenho a receita para a abordagem ideal em situações difíceis como essa, mas ela aumentou meu convencimento sobre a importância de ouvir nossas crianças com atenção e de buscar conversar com elas desde a mais tenra idade.
Evidências sobre os efeitos positivos do diálogo com nossos filhos só têm aumentado nos últimos anos.
Na semana passada mesmo, a OCDE confirmou isso em um relatório sobre o bem-estar dos estudantes avaliados no Pisa, conhecido exame de aprendizagem internacional.
A organização concluiu que uma simples refeição semanal entre pais e filhos está associada a um aumento de pelo menos 12 pontos na nota dos jovens em ciências (a comparação leva em conta alunos com o mesmo nível socioeconômico).
Segundo a OCDE, esse resultado pode capturar o fato de que os pais aproveitam esse momento para encorajar os filhos a estudar, monitorar seu desempenho na escola e demonstrar apoio a eles.
Outras atividades como passar tempo apenas conversando com as crianças e discutir seus resultados acadêmicos também têm efeito positivo sobre a aprendizagem.
A organização concluiu ainda que adolescentes que percebem elevado interesse dos pais por suas atividades escolares se sentem mais satisfeitos com suas próprias vidas.
Isso, certamente, reduz a vulnerabilidade à depressão que, ao contrário do jogo da Baleia Azul —que permanece no campo do boato— é, sem dúvida, uma causa do aumento de suicídios de jovens em todo o mundo."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ericafraga/2017/04/1878644-refeicao-e-atividade-com-os-filhos-podem-ser-arma-contra-a-baleia-azul.shtml

terça-feira, 4 de abril de 2017

PROFESSOR DO SUS (OU DO SUE – SISTEMA ÚNICO DE EDUCAÇÃO)

Nosso país está caminhando para trás. Tudo o que foi conquistado pelos mais humildes, pelos que precisam mais, está sendo destruído por aqueles que não precisam, que sempre se aproveitaram da maioria da população para enriquecer. É uma triste realidade. Não adianta tirar os corruptos do poder e colocar outros, em uma cegueira ridícula onde quem é contra um é a favor do outro. Será que podemos confiar em alguém, até mesmo na justiça. Pobre Supremo Tribunal Federal, já foi, já era, suas fileiras estão contaminadas (ou sempre estiveram). Dentro de tudo isso, temos a educação de nossos filhos sendo contaminada pela falta de escrúpulos, asfixiada em nome da mediocridade de uma minoria. A educação que sempre é prioridade nos palanques políticos, é investimento no discurso, vira despesa nos fatos. Fiz um exercício de imaginação e imaginei o professor como um médico do SUS. O professor chega em sala de aula, todos os alunos na fila de espera para o atendimento, e, calmamente, ele vai chamando um por um. A criança chega (vamos imaginar que seja um aluno de 3º ano do ensino fundamental), o professor olha, avalia (as vezes nem olha e nem avalia), com calma, faz pequenos testes e “receita” algumas lições, isto tudo com a mãe do lado, prescreve um pequeno texto, algumas lições de matemática, uma leitura da história local e pede que a mãe, de jeito nenhum, deixe seu filho sem “tomar” aquelas lições. Assim faz com todos os 30 pacientes, digo, alunos. Ao final do dia, claro, satisfeito com seu desempenho, volta para casa, com a certeza de ter prescrevido tudo o que seus alunos precisavam, de acordo com a necessidade de cada um, considerando, claro, suas particularidades. Não é um exercício fácil de imaginação, para quem está diariamente na escola, das mais variadas, com alunos de origens muito distintas, com realidades que vão de horríveis a péssimas (claro que temos as boas também). É uma situação que se deteriora com o passar dos anos, pois a sociedade como um todo (governantes, governados e famílias) não compreende o papel fundamental que a escola (educação) tem na vida de todos nós. Um professor trabalhando em três períodos, não chega a ganhar um terço do que ganha um médico, por um trabalho não menos importante e em condições de trabalho bem menos favoráveis. Salas abarrotadas de alunos, profissionais desmotivados (e não falo somente de professores, pois a escola é mantida por um conjunto, por uma equipe) e carência de recursos são o estopim para a baixa qualidade da educação no Brasil. Não basta termos algumas ilhas de sucesso, é necessário que o conjunto todo funcione para que nosso país se torne de fato o ‘país de todos’.

terça-feira, 7 de março de 2017

A VIDA ALÉM DO DIA A DIA

É na correria do dia-a-dia que nos perdemos. É na busca por algo que nunca descobriremos o que é que perdemos nosso precioso tempo. Amanheceu mais tarde hoje e, nesta mesma correria começava mais um dia de trabalho, primeiro na estrada. Nessa mesma estrada cruzada todos os dias, hoje algo diferente foi perceptível. A natureza (Deus) preparou uma paisagem belíssima, talvez a mesma de todos os dias, mas hoje consegui ver, consegui apreciar, mesmo de relance, mesmo com toda a pressa do mundo devido ao atraso. São momentos únicos em que tudo converge para que eles se tornem inesquecíveis. Este conjunto de fatores começam por um amanhecer lindo, neblina, flashes de paisagem deslumbrante ao mesmo tempo em que começava uma música no som do carro.

"Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim

Enfim
De tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem voce chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri".

São situações que afloram nossa sensibilidade obstruída pela correria, pela estupidez, pela vaidade e por nossa incapacidade de ver o outro como humano. Tão maravilhosa a vida que deixamos que coisas insignificantes nos impeçam de sermos felizes. Devemos sim correr atrás dos objetivos do dia a dia, devemos também ter o desejo de melhorar materialmente, mas jamais nos esquecer que a evolução espiritual, mental, como ser humano, é vital para a nossa felicidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O QUE SOMOS CAPAZES DE FAZER?

Nós, seres humanos, não temos limites. Isto é fato. Olhe a sua volta e veja o quanto mudamos o mundo, quantas invenções maravilhosas, criações fantásticas, descobertas incríveis, somos seres em permanente estado de evolução. Olhe para seus filhos, olhe para os seus feitos, orgulhe-se, você é capaz! Contudo, nós seres humanos, também somos capazes das maiores atrocidades. Somos responsáveis por grandes desgraças. Realizamos maldades impensáveis, incalculáveis e sobretudo, provocamos dores nas mais inocentes das criaturas. Quando lemos isso, de imediato nos vêm alguém à mente. apague, delete este pensamento. Não precisamos de mais culpados, de mais vítimas ou de mais inocentes. Precisamos de mais humanidade, de mais sensibilidade, de mais amor. Não olhe o seu próximo como a "próxima" vítima, você não precisa disso. Vamos arrancar esta pele que colocamos como se fosse armadura para nos proteger e assim perdemos a sensibilidade. Vamos olhar sem maldade, sem malícia. Um sorriso pode ser só um sorriso, uma gargalhada não tem que ser da sua desgraça. Pense nisso!

"Ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos de egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra."  José Saramago

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LIÇÕES DE 2016 (TEXTO ADAPTADO)

Aprendi que golpes de estado podem ser executados sem tanques na rua desde que haja uma perfeita comunhão entre mídia, legislativo, executivo e judiciário. Aprendi que tudo é de fato luta de classes, e que a única Liberdade que não podem nos tirar é escolher que atitude teremos diante de cada acontecimento. Aprendi a esperar calmamente que a fila ande sem vociferar contra os mais lentos ou contra o sistema; aliás aprendi a não culpar nem Estado, nem família, nem amigos, nem chefe, nem o acaso, nem coisa nenhuma pelos fracassos da vida. Aprendi a meditar e aprendi que deixar de ver um obstáculo na estrada faz sim uma dúzia de ovos quebrar. Aprendi a tocar bois e aprendi que alguns deles, quando mal tocados, correm na direção oposta: a sua. Aprendi que amizades virtuais podem se tornar reais e adquirir a capacidade de seguir por uma vida. Aprendi que, como escreveu Alan Cohen, a dor é uma pedra no caminho e não um lugar para acampar. Aprendi que átomos têm 99,9% de espaço vazio e que, sendo feito de átomos, o ser humano é, portanto, feito de espaço vazio. Aprendi a passar algumas horas do dia buscando alcançar o silêncio que só o vazio oferece. Aprendi que antes de algumas das mais belas e significativas revelações tudo o que existe é terror e desespero. Aprendi, aliás, que não há besteiras irreversíveis e que a vida tem sim um botão de “undo”, mas que para alcançá-lo é preciso dominar a mais difícil das artes: a de perdoar. Aprendi que estamos sendo constantemente vigiados pela tirania privada-estatal e que um mundo dominado por corporações é um mundo sem alma, sem vida e sem sentido. Aprendi que toda a forma de autoridade deve ser questionada e precisa se provar legítima. Aprendi que não tendo a capacidade de se provar legítima ela precisa ser destruída. Aprendi que nenhum direito civil jamais foi concedido sem luta e sem dor, e que a quem a vida ofereceu enormes privilégios cabe lutar pelos menos privilegiados. Aprendi que a maior das violências é deixar de reconhecer a humanidade no outro e que estamos caminhando para nos aprofundar em uma ditadura de classes que se impõe não só pela força do porrete mas também pela violência institucional e constitucional. Aprendi que se tratamos um ser humano como bicho ele se comporta como bicho; mas que se tratamos um ser humano com amor e compaixão ele se comporta como um Deus. Aprendi, ou reaprendi graças a nossos irmãos colombianos, que o futebol pode sim nos elevar a um lugar de mais significado. Aprendi, no mais literal dos sentidos, que quando tudo o que temos é um martelo só conseguimos ver pregos ao redor. Aprendi que existe uma paz dentro de cada um de nós que vai além de toda a compreensão e que, como pediu a anarquista Rosa Luxemburgo, é preciso não fugir da luta em nome de um mundo dentro do qual sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.

domingo, 11 de dezembro de 2016

A FALTA DE COMPREENSÃO DA INCOMPREENSÃO

Ao contrário de uma maioria (ou não), eu vejo o mundo de hoje mais fácil que o de antes e a cada dia ou mês, ou ano, ou década, penso que a vida está mais fácil. Violência? Sempre existiu, a de hoje é o exemplo da de antes. Corrupção? Desde que os protugueses chegaram ao Brasil ela existe. Drogas: são produtos. em sua maioria, encontrados na natureza, então já existem mesmo antes do vício nelas, o mau uso é feito pelo homem, existem coisas piores que as pessoas usam e fazem do que as drogas. Enfim, não é o fim dos tempos. Apenas vivemos em um mundo "menor", onde toda e qualquer informação chega aos nossos celulares em tempo real. O que está faltando são os filtros que são dados pela educação, pelo conhecimento que não vêm do nada. A pessoa lê algo e sai reproduzindo como verdade absoluta. Infelizmente, o excesso de imformação (que é algo bom) trás a tona uma cruel realidade: a maioria das pessoas não possuem os filtros, não estão preparadas para isso. Mas, ainda defendo que é melhor assim do que o cerceamento a liberdade das pessoas. Ouço sempre: "precisamos de aulas diferenciadas". Precisamos também de professores diferenciados e junto com eles de materiais diferenciados e, por que não, pelo menos de alguns alunos diferenciados e pais diferenciados. Temos sim, mas ainda poucos. Seria possível pegar os mesmos ingredientes de uma velha receita de bolo e fazer uma receita diferente? Entendo que sim. Mas, esta receita diferente também ficará velha se repetida inúmeras vezes. Se você conta sempre a mesma piada ela e você também ficarão chatos. Assim é na aula. Precisamos diferenciar sim, mas precisamos também de recursos para esta diferenciação. Para preparar algo diferenciado precisamos de tempo. Tempo que na maioria das vezes não existe, pois trabalhando em três períodos não sobra muito espaço para pensar sempre em algo novo. Podemos compreender a necessidade de mudança, de melhoria, mas devemos também compreender que é preciso dar condição de trabalho para as pessoas fazerem mais e melhor. Cobrança sim, mas compreendendo as dificuldades do outro e entender que estas mesmas dificuldades não são por incompetência, mas por ter um dia curto demais, uma vida curta demais para fazer tudo que é necessário para estar sempre 100% em excelência no seu trabalho, na sua vida. Somos seres humanos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

SÓ POR HOJE

Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras
aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.

Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras,
conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que
eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou. Como
penso que sou feliz, logo sou.

Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa
e farei da festa a minha vida.

Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz,
depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí
esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.

Só por hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a história
daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes.

Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda
opinião contrária.

Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo.

Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.

Só por hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior
brinque comigo o tempo todo.

Só por hoje estarei tão bem-humorado que rirei até até daquele anúncio que
diz: "Vende-se uma mala por motivo de viagem."

Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou
feliz.

Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da
felicidade.

Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o
sorriso e o bom-humor.

Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do
bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a
divertirei com conversas agradáveis e positivas.

Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os
males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.

Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território.

Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A cidade do remorso


Estou começando minha viagem. Já sabia com antecedência que esta viagem seria desagradável e que não resultaria em nada realmente bom. Estou falando da minha anual "Viagem de Culpabilidade".

Eu consegui passagens até lá através da DESEJOS QUE EU TIVE linhas aéreas. Seria um vôo extremamente curto. Eu pequei minha bagagem, que eu não pude verificar. Resolvi levá-la comigo por toda a viagem. Estava pesada com as mil memórias que poderia ter tido. Ninguém me saudou quando entrei no terminal do Aeroporto Internacional da Cidade do Remorso. Eu digo internacional porque pessoas do mundo inteiro vêm para esta triste cidade.

Quando cheguei no hotel ÚLTIMO RECURSO, notei que eles estariam hospedando o mais importante evento do ano, a festa anual da PIEDADE. Eu não poderia faltar àquela grande ocasião social. Muitos dos principais cidadãos da cidade estariam lá.

Primeiro, chegou a família PRONTO, você os conhece, são os DEVERIA TER, IRIA TER E PODERIA TER. Depois veio a família TIVE. Você provavelmente conhece a madame VONTADE e seu clã. Claro, os OPORTUNIDADES também estariam presentes, o FALTANDO e a PERDIDA. A maior família presente seria a ONTEM. Existem muitos deles para contar, mas cada um teria uma história muito triste para compartilhar.

SONHOS QUEBRADOS seguramente apareceria. E a A CULPA É SUA nos regalaria com histórias (desculpas) sobre como as coisas falharam em sua vida, e cada história seria calorosamente aplaudida por NÃO ME RESPONSABILIZE e por NÃO PUDE AJUDAR.

Bem, resumindo a história, eu fui a esta festa deprimente sabendo que não existiria nenhum benefício real em fazer isso. E, como sempre, fiquei muito deprimido. Mas quando pensei sobre todos as histórias de fracassos que traziam o passado de volta, me ocorreu que toda esta viagem e a subsequente "festa da piedade" poderia ter sido cancelada pelo EU!

Comecei a perceber que eu não tinha que estar lá. Eu não tinha que ficar deprimido. Uma coisa ficou passando por minha mente, eu NÃO POSSO MUDAR O ONTEM, MAS TENHO O PODER PARA FAZER DO HOJE UM DIA MARAVILHOSO. Eu posso ser feliz, alegre, realizado, encorajado, como também encorajador. Sabendo isto, eu deixei a Cidade do Remorso imediatamente e parti sem deixar endereço.
Eu sinto muito pelos erros que cometi no passado?
SIM! Mas não existe nenhum caminho físico para desfaze-los.

Então, se você estiver planejando uma viagem para a Cidade do Remorso, por favor cancele todas as suas reservas agora. Ao invés disso, faça uma viagem para um lugar chamado COMEÇANDO NOVAMENTE. Eu gostei tanto que estou pensando em ter residência permanente lá. Meus vizinhos, os EU ME PERDÔO e os NOVOS COMEÇOS são muito prestativos. 

A propósito, você também não tem que carregar bagagem pesada, porque a carga é retirada de seus ombros logo na chegada. Deus lhe abençoe para que encontre esta grande cidade. Se você puder achá-la - está em seu próprio coração - por favor faça-me uma visita. Eu moro na rua EU POSSO FAZER ISTO.

domingo, 25 de setembro de 2016

TODAS ESCOLHAS TÊM CONSEQUÊNCIAS

A todo instante fazemos escolhas em nossas vidas.
Até mesmo o fato de não escolher, já é uma escolha.
Escolhemos sair ou ficar em casa, escolhemos terminar o trabalho hoje ou deixar para amanhã, se queremos andar com fulano ou ciclano…
Tudo na vida é uma questão de escolha.
O fato é que as escolhas têm consequências. Todas as escolhas têm consequências!
O que precisamos avaliar é que ao decidirmos seguir um caminho, realizar um sonho, conquistar uma meta iremos pagar um preço por isso.
É uma escolha.
Podemos perder algo, mas também podemos ganhar algo.
A dica é que você reflita sobre suas atitudes, procure ser menos impulsivo e perceba que não existe o certo e o errado: tudo é uma questão de valorização pessoal e uma avaliação sobre “o que se ganha e o que se perde com cada escolha que fazemos.
Não quero aqui, de forma alguma, pregar minha escala de valores, tampouco julgar suas escolhas, apenas alertá-lo que, se estiver consciente das consequências, talvez sua vida comece a ter resultados mais acertados a cada dia.
Lembre-se: Todas as escolhas têm consequências, reflita antes de agir.

E creia: você terá mais liberdade de dizer sim ou não para os eventos de sua vida e com certeza irá se arrepender bem menos de resultados diferentes dos esperados.