quarta-feira, 14 de junho de 2017

A comédia política no Brasil

Ao escrever a "Comédia Humana", Balzac colocou mais de 300 personagens no enredo de sua obra-prima. Karl Marx, depois de ler um dos mais importantes monumentos da literatura universal, não se impressionou com tanta gente e comentou: "O livro do senhor Balzac só tem um personagem: o dinheiro".
Na comédia política que o Brasil está atravessando, com tantos figurantes de alta ou baixa atuação, pode-se dizer que há um só personagem: o dinheiro. Com o poder ganha-se dinheiro de uma forma ou outra. Com o dinheiro, ganha-se o poder. Esse é o resumo bastante resumido da crise que o Brasil está atravessando.
Na democracia representativa, que até Fernando Henrique Cardoso criticou num discurso na Academia Brasileira de Letras, poder é dinheiro e dinheiro é poder. Os partidos que ambicionam o poder não têm dinheiro nem para pagar as contas de luz e telefone de suas esquálidas sedes. Por sua vez, os candidatos, em sua maioria, também não têm dinheiro suficiente para manter as suas campanhas eleitorais. A solução é buscar recursos nas grandes empresas e nas grandes fortunas. Evidente que o poder político precisa de dinheiro das grandes empresas e dos gigantes do mercado. A mão de uns lavará a mão de outros. Se somarmos as quantias ganhas e gastas no mensalão, no petrolão e na Lava Jato, teríamos mais dinheiro do que o produto interno bruto. Nelson Motta, em artigo desta semana, pergunta: "Quanto vai valer em cargos, vantagens e dinheiro vivo um voto? Não tem preço".

quarta-feira, 7 de junho de 2017

PEQUENAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O RECREIO

Às vezes me pego observando as pessoas, as coisas, os movimentos e fazendo reflexões inúteis sobre tudo. Já há algum tempo venho observando o intervalo de aula das crianças (o recreio). O recreio na escola é o momento em que os alunos, de modo geral, extravasam algo reprimido dentro deles. Talvez após aulas angustiantes, sem sentido para eles, sem razão de ser. Cada criança vem de um universo diferente, então, vê a realidade da escola de forma diferente. Mas o mais interessante é observar a transformação que acontece entre aquela criança da sala de aula e aquela que está no intervalo de aula. Algumas crianças se transformam. Sabe aquela garotinha tímida, quieta da sala de aula? Sabe aquele menino que parece que nem fala no canto da sala? Pois é! Muitos deles (não todos) se transformam em verdadeiras feras. Pulam, gritam, correm o tempo todo. Brigam, estão prontos para a guerra. Há uma verdadeira necessidade de gritar o tempo todo. Na verdade, gritam a partir do sinal, antes mesmo de sair da sala. Pior de tudo é que os pais não acreditam nisso. É como se estivessem reprimidos em casa também. Talvez por isso, o barulho do recreio seja ensurdecedor para quem não está acostumado, para nós, em nossa maioria, é apenas o barulho do recreio, normal.

domingo, 28 de maio de 2017

É POSSÍVEL FAZER A DIFERENÇA


Querer fazer a diferença na vida das pessoas é uma vontade muito comum. Muitas vezes acreditamos que para isso são necessários grandes atos que demandam muito esforço e tempo, então acabamos sempre deixando para depois. Mas será que atos grandiosos são necessários para fazer a diferença?

Atos grandiosos são sim válidos, porém existe uma série de pequenas ações possíveis de serem feitas diariamente, que não demandam esforço, tempo e que podem ser feitas agora mesmo.

Ser a diferença para as pessoas ao seu redor pode ser mais simples do que você imagina, além de ser muito prazeroso. Veja a seguir uma lista com 9 atitudes simples para você começar hoje mesmo a fazer a diferença na vida das pessoas ao seu redor:

1. Elogiar sempre que possível

Elogiar é um ato simples que pode fazer o dia de uma pessoa se tornar muito melhor. Afinal, quem não gosta de receber um elogio? No trabalho, quando você gostar do resultado de algo que seu colega fez, jamais perca a oportunidade de elogiar. Elogios incentivam as pessoas a continuarem fazendo seus trabalhos com carinho e dedicação.

Elogie mais seus amigos, familiares e todas as pessoas que te cercam. Com certeza com esse ato, além de ganhar muitos sorrisos como retribuição, você terá certeza de ter feito o dia de uma pessoa ser muito mais feliz.

2. Mostrar empatia ao invés de simpatia

Empatia é quando você compreende o que a pessoa está sentindo, consegue colocar-se na situação da pessoa e entende a situação que ela está passando. A empatia é livre de julgamentos. Já a simpatia é relacionada ao carisma.

Demonstrar empatia com alguém faz com que essa pessoa não se sinta sozinha em momentos ruins. Demonstrar que você entende a situação, apoia e principalmente que não julga, encoraja e faz toda a diferença em qualquer situação que a pessoa esteja vivenciando.

3. Sempre usar as palavras “obrigado” e “por favor”

Muitas vezes nos esquecemos de usar essas palavrinhas mágicas com as pessoas que mais convivemos. Com a convivência, dizer por favor, obrigado e desculpar-se, pode parecer desnecessário com as pessoas mais íntimas, mas não é.

Portanto, se precisar de algo se lembre de terminar a frase com por favor. Quando receber algo, agradeça. Se cometer algum erro sempre se lembre de pedir desculpas. Não importa quanta proximidade exista com a pessoa em questão, alguns hábitos que soam formais como usar essas expressões, fazem toda a diferença e jamais devem desaparecer do seu vocabulário.

4. Demonstrar gratidão

Ter gratidão vai muito além de dizer obrigado. A gratidão é demonstrada além das palavras e envolve atos como tentar fazer o melhor pela pessoa a quem você é grato. Tantas vezes recebemos coisas maravilhosas das pessoas de nossas convivências, mas deixamos para depois o ato de demonstrar a gratidão.

Novamente, não são necessários atos grandiosos para fazer a diferença nesse quesito. Trate com carinho e dedicação as pessoas a quem você é grato. Se possível, faça o mesmo para essas pessoas. Certifique-se sempre, de alguma forma, que você tem gratidão por quem está ao seu redor.

5. Estar disponível quando necessitarem sua ajuda

Se alguém pedir sua ajuda e estiver ao seu alcance, não hesite em oferecer apoio prontamente. Estar disponível significa demonstrar para a pessoa que você irá ajudá-la com tudo que puder fazer. Muitas vezes, apenas dizer que você está disponível já faz toda a diferença.

É importante não deixar para depois um pedido de ajuda e fazer o possível agora mesmo. Demonstrar disponibilidade e prontidão mostra carinho e preocupação com a causa da pessoa.

6. Ser ouvinte

Se uma pessoa está desabafando para você, fale o menos possível. Muitas vezes gostamos de falar e falar sobre nós mesmos e desaprendemos a ouvir o que a outra pessoa tem a nos dizer. Ofereça seu ombro amigo para as pessoas importantes da sua vida, deixe que elas falem o que estão sentindo e ouça com atenção.

Ser ouvinte requer treino e paciência, portanto, comece treinar ainda hoje. Quando alguém estiver falando algo para você, não interrompa a fala e ouça calmamente. Fale apenas quando tiver certeza que a fala da pessoa já terminou.
7. Espalhar sorrisos


Faça as pessoas ao seu redor rirem e sorrirem. Evite dizer coisas negativas e concentre-se em espalhar palavras que tragam sorrisos. Não comece um assunto ruim se ele for desnecessário e não ajude a espalhar notícias ruins, pois ninguém precisa disso. Conte mais histórias e notícias sobre coisas positivas, ajude a semear o bem.

Sorrir, por si só, já é uma ótima maneira de semear o bem. Sorria para as pessoas do seu convívio sempre que possível. O sorriso é a linguagem universal e sempre será retribuído.
8. Fazer algo bom para um completo estranho

Inicie uma corrente do bem, realize um ato de bondade por quem você não conhece e deixe um bilhete dizendo para esse desconhecido fazer algo por outro desconhecido. Assim, fazendo a diferença no dia de uma pessoa você alcança a diferença no dia de várias pessoas.

Faça o planeta ser um lugar melhor e cheio de atos de bondade. Por exemplo, se você viu um carro com as janelas abertas estacionado na rua, feche as janelas e deixe um bilhete anônimo dizendo para a pessoa retribuir fazendo um favor para um completo desconhecido.
9. Não ajudar a espalhar o ódio

Com certeza todo mundo já foi vítima do ódio gratuito. No trânsito, no trabalho, na faculdade e em todos os locais que frequentamos. Nessas situações é muito comum que apareça a vontade de querer responder da mesma forma, mas pare e pense: em que isso vai mudar? Quem te trata com ódio pode apenas estar tendo um dia ruim, portanto respire e ignore ou responda o ato educadamente.

Se alguém fez algo errado no trânsito não responda fazendo algo errado também, ignore e deixe a pessoa ir embora. Se alguém foi rude nas palavras com você no trabalho, não inicie uma discussão desnecessária, responda educadamente. Lembre-se: gentileza gera gentileza.

Praticando, você verá o quanto é simples e prazeroso fazer a diferença para alguém diariamente. Pequenos atos, se feitos com carinho, podem deixar o dia das pessoas mais felizes e gratificantes. Na lista estão algumas sugestões, mas você pode fazer uma infinidade de ações e procurar alcançar o máximo de pessoas possível.

Que tal começar agora mesmo a fazer a diferença no dia de alguém?

domingo, 30 de abril de 2017

O PERIGO RONDA NOSSAS CASAS E NÃO ESTAMOS PREPARADOS

Estava nesta manhã de domingo fazendo a ronda em blogs e colunas que costumeiramente leio e me deparei com um texto interessante que trata de um tema atual, o jogo da "Baleia Azul". Isso tem assombrado as famílias e frequentemente temos que lidar com este problema grave na escola. Abaixo, reproduzo o texto de Érica Fraga (Colunista da Folha de São Paulo) que acredito, pode nos ajudar de alguma forma.

"Descobri na semana passada que meu filho de sete anos já tinha ouvido falar a respeito do jogo da Baleia Azul —incluindo seu suposto desafio final que seria a tentativa de suicídio—, ainda que com uma compreensão limitada sobre o que isso significa.
Mães de colegas dele relataram histórias parecidas (o alerta sobre a exposição das crianças ao tema veio, aliás, de uma delas).
Embora eu viesse lendo sobre esse assunto —até por ofício profissional–, não tínhamos mencionado isso em casa em nenhum momento. Ele não tem acesso a celular, internet e não assiste ao noticiário.
Por isso, inicialmente, fiquei bastante intrigada sobre como um tema tão árido teria chegado em crianças tão pequenas.
Depois veio a conclusão de que seria ingenuidade acreditar em algum tipo de blindagem aos ouvidos dos meus filhos em uma época em que fatos e boatos se espalham como rastro de pólvora por redes sociais.
Ainda que pais e professores evitem determinados assuntos, as notícias —falsas ou verdadeiras— circulam rapidamente entre jovens e adolescentes, que, eventualmente, podem relatá-las aos irmãos menores.
Até os cinco, seis, anos de idade a imaginação e a fantasia atuam como uma espécie de proteção contra fatos e rumores mais complexos da vida.
Na passagem para os sete, oito anos, no entanto, a percepção sobre a realidade vai aumentando gradualmente.
Noto que meu menino de sete anos começa a dar significados diferentes, por exemplo, aos vilões das historinhas infantis e aos bandidos do nosso dia a dia de metrópole violenta.
Embora ele nunca tenha presenciado algum roubo ou assalto, começou a nos questionar recorrentemente sobre o tema, que o assusta bastante, enquanto meu filho de cinco anos ainda permanece alheio a isso.
Aliás, o que mais me comoveu sobre a temática do jogo da Baleia Azul entre as crianças foi a pergunta que ele me fez quando conversamos sobre o assunto: "Mamãe, as pessoas podem se matar para escapar de uma perseguição por 20 ladrões?", associando os dois assuntos.
Não tenho a receita para a abordagem ideal em situações difíceis como essa, mas ela aumentou meu convencimento sobre a importância de ouvir nossas crianças com atenção e de buscar conversar com elas desde a mais tenra idade.
Evidências sobre os efeitos positivos do diálogo com nossos filhos só têm aumentado nos últimos anos.
Na semana passada mesmo, a OCDE confirmou isso em um relatório sobre o bem-estar dos estudantes avaliados no Pisa, conhecido exame de aprendizagem internacional.
A organização concluiu que uma simples refeição semanal entre pais e filhos está associada a um aumento de pelo menos 12 pontos na nota dos jovens em ciências (a comparação leva em conta alunos com o mesmo nível socioeconômico).
Segundo a OCDE, esse resultado pode capturar o fato de que os pais aproveitam esse momento para encorajar os filhos a estudar, monitorar seu desempenho na escola e demonstrar apoio a eles.
Outras atividades como passar tempo apenas conversando com as crianças e discutir seus resultados acadêmicos também têm efeito positivo sobre a aprendizagem.
A organização concluiu ainda que adolescentes que percebem elevado interesse dos pais por suas atividades escolares se sentem mais satisfeitos com suas próprias vidas.
Isso, certamente, reduz a vulnerabilidade à depressão que, ao contrário do jogo da Baleia Azul —que permanece no campo do boato— é, sem dúvida, uma causa do aumento de suicídios de jovens em todo o mundo."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ericafraga/2017/04/1878644-refeicao-e-atividade-com-os-filhos-podem-ser-arma-contra-a-baleia-azul.shtml

terça-feira, 4 de abril de 2017

PROFESSOR DO SUS (OU DO SUE – SISTEMA ÚNICO DE EDUCAÇÃO)

Nosso país está caminhando para trás. Tudo o que foi conquistado pelos mais humildes, pelos que precisam mais, está sendo destruído por aqueles que não precisam, que sempre se aproveitaram da maioria da população para enriquecer. É uma triste realidade. Não adianta tirar os corruptos do poder e colocar outros, em uma cegueira ridícula onde quem é contra um é a favor do outro. Será que podemos confiar em alguém, até mesmo na justiça. Pobre Supremo Tribunal Federal, já foi, já era, suas fileiras estão contaminadas (ou sempre estiveram). Dentro de tudo isso, temos a educação de nossos filhos sendo contaminada pela falta de escrúpulos, asfixiada em nome da mediocridade de uma minoria. A educação que sempre é prioridade nos palanques políticos, é investimento no discurso, vira despesa nos fatos. Fiz um exercício de imaginação e imaginei o professor como um médico do SUS. O professor chega em sala de aula, todos os alunos na fila de espera para o atendimento, e, calmamente, ele vai chamando um por um. A criança chega (vamos imaginar que seja um aluno de 3º ano do ensino fundamental), o professor olha, avalia (as vezes nem olha e nem avalia), com calma, faz pequenos testes e “receita” algumas lições, isto tudo com a mãe do lado, prescreve um pequeno texto, algumas lições de matemática, uma leitura da história local e pede que a mãe, de jeito nenhum, deixe seu filho sem “tomar” aquelas lições. Assim faz com todos os 30 pacientes, digo, alunos. Ao final do dia, claro, satisfeito com seu desempenho, volta para casa, com a certeza de ter prescrevido tudo o que seus alunos precisavam, de acordo com a necessidade de cada um, considerando, claro, suas particularidades. Não é um exercício fácil de imaginação, para quem está diariamente na escola, das mais variadas, com alunos de origens muito distintas, com realidades que vão de horríveis a péssimas (claro que temos as boas também). É uma situação que se deteriora com o passar dos anos, pois a sociedade como um todo (governantes, governados e famílias) não compreende o papel fundamental que a escola (educação) tem na vida de todos nós. Um professor trabalhando em três períodos, não chega a ganhar um terço do que ganha um médico, por um trabalho não menos importante e em condições de trabalho bem menos favoráveis. Salas abarrotadas de alunos, profissionais desmotivados (e não falo somente de professores, pois a escola é mantida por um conjunto, por uma equipe) e carência de recursos são o estopim para a baixa qualidade da educação no Brasil. Não basta termos algumas ilhas de sucesso, é necessário que o conjunto todo funcione para que nosso país se torne de fato o ‘país de todos’.

terça-feira, 7 de março de 2017

A VIDA ALÉM DO DIA A DIA

É na correria do dia-a-dia que nos perdemos. É na busca por algo que nunca descobriremos o que é que perdemos nosso precioso tempo. Amanheceu mais tarde hoje e, nesta mesma correria começava mais um dia de trabalho, primeiro na estrada. Nessa mesma estrada cruzada todos os dias, hoje algo diferente foi perceptível. A natureza (Deus) preparou uma paisagem belíssima, talvez a mesma de todos os dias, mas hoje consegui ver, consegui apreciar, mesmo de relance, mesmo com toda a pressa do mundo devido ao atraso. São momentos únicos em que tudo converge para que eles se tornem inesquecíveis. Este conjunto de fatores começam por um amanhecer lindo, neblina, flashes de paisagem deslumbrante ao mesmo tempo em que começava uma música no som do carro.

"Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim

Enfim
De tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem voce chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri".

São situações que afloram nossa sensibilidade obstruída pela correria, pela estupidez, pela vaidade e por nossa incapacidade de ver o outro como humano. Tão maravilhosa a vida que deixamos que coisas insignificantes nos impeçam de sermos felizes. Devemos sim correr atrás dos objetivos do dia a dia, devemos também ter o desejo de melhorar materialmente, mas jamais nos esquecer que a evolução espiritual, mental, como ser humano, é vital para a nossa felicidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O QUE SOMOS CAPAZES DE FAZER?

Nós, seres humanos, não temos limites. Isto é fato. Olhe a sua volta e veja o quanto mudamos o mundo, quantas invenções maravilhosas, criações fantásticas, descobertas incríveis, somos seres em permanente estado de evolução. Olhe para seus filhos, olhe para os seus feitos, orgulhe-se, você é capaz! Contudo, nós seres humanos, também somos capazes das maiores atrocidades. Somos responsáveis por grandes desgraças. Realizamos maldades impensáveis, incalculáveis e sobretudo, provocamos dores nas mais inocentes das criaturas. Quando lemos isso, de imediato nos vêm alguém à mente. apague, delete este pensamento. Não precisamos de mais culpados, de mais vítimas ou de mais inocentes. Precisamos de mais humanidade, de mais sensibilidade, de mais amor. Não olhe o seu próximo como a "próxima" vítima, você não precisa disso. Vamos arrancar esta pele que colocamos como se fosse armadura para nos proteger e assim perdemos a sensibilidade. Vamos olhar sem maldade, sem malícia. Um sorriso pode ser só um sorriso, uma gargalhada não tem que ser da sua desgraça. Pense nisso!

"Ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos de egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra."  José Saramago

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LIÇÕES DE 2016 (TEXTO ADAPTADO)

Aprendi que golpes de estado podem ser executados sem tanques na rua desde que haja uma perfeita comunhão entre mídia, legislativo, executivo e judiciário. Aprendi que tudo é de fato luta de classes, e que a única Liberdade que não podem nos tirar é escolher que atitude teremos diante de cada acontecimento. Aprendi a esperar calmamente que a fila ande sem vociferar contra os mais lentos ou contra o sistema; aliás aprendi a não culpar nem Estado, nem família, nem amigos, nem chefe, nem o acaso, nem coisa nenhuma pelos fracassos da vida. Aprendi a meditar e aprendi que deixar de ver um obstáculo na estrada faz sim uma dúzia de ovos quebrar. Aprendi a tocar bois e aprendi que alguns deles, quando mal tocados, correm na direção oposta: a sua. Aprendi que amizades virtuais podem se tornar reais e adquirir a capacidade de seguir por uma vida. Aprendi que, como escreveu Alan Cohen, a dor é uma pedra no caminho e não um lugar para acampar. Aprendi que átomos têm 99,9% de espaço vazio e que, sendo feito de átomos, o ser humano é, portanto, feito de espaço vazio. Aprendi a passar algumas horas do dia buscando alcançar o silêncio que só o vazio oferece. Aprendi que antes de algumas das mais belas e significativas revelações tudo o que existe é terror e desespero. Aprendi, aliás, que não há besteiras irreversíveis e que a vida tem sim um botão de “undo”, mas que para alcançá-lo é preciso dominar a mais difícil das artes: a de perdoar. Aprendi que estamos sendo constantemente vigiados pela tirania privada-estatal e que um mundo dominado por corporações é um mundo sem alma, sem vida e sem sentido. Aprendi que toda a forma de autoridade deve ser questionada e precisa se provar legítima. Aprendi que não tendo a capacidade de se provar legítima ela precisa ser destruída. Aprendi que nenhum direito civil jamais foi concedido sem luta e sem dor, e que a quem a vida ofereceu enormes privilégios cabe lutar pelos menos privilegiados. Aprendi que a maior das violências é deixar de reconhecer a humanidade no outro e que estamos caminhando para nos aprofundar em uma ditadura de classes que se impõe não só pela força do porrete mas também pela violência institucional e constitucional. Aprendi que se tratamos um ser humano como bicho ele se comporta como bicho; mas que se tratamos um ser humano com amor e compaixão ele se comporta como um Deus. Aprendi, ou reaprendi graças a nossos irmãos colombianos, que o futebol pode sim nos elevar a um lugar de mais significado. Aprendi, no mais literal dos sentidos, que quando tudo o que temos é um martelo só conseguimos ver pregos ao redor. Aprendi que existe uma paz dentro de cada um de nós que vai além de toda a compreensão e que, como pediu a anarquista Rosa Luxemburgo, é preciso não fugir da luta em nome de um mundo dentro do qual sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.

domingo, 11 de dezembro de 2016

A FALTA DE COMPREENSÃO DA INCOMPREENSÃO

Ao contrário de uma maioria (ou não), eu vejo o mundo de hoje mais fácil que o de antes e a cada dia ou mês, ou ano, ou década, penso que a vida está mais fácil. Violência? Sempre existiu, a de hoje é o exemplo da de antes. Corrupção? Desde que os protugueses chegaram ao Brasil ela existe. Drogas: são produtos. em sua maioria, encontrados na natureza, então já existem mesmo antes do vício nelas, o mau uso é feito pelo homem, existem coisas piores que as pessoas usam e fazem do que as drogas. Enfim, não é o fim dos tempos. Apenas vivemos em um mundo "menor", onde toda e qualquer informação chega aos nossos celulares em tempo real. O que está faltando são os filtros que são dados pela educação, pelo conhecimento que não vêm do nada. A pessoa lê algo e sai reproduzindo como verdade absoluta. Infelizmente, o excesso de imformação (que é algo bom) trás a tona uma cruel realidade: a maioria das pessoas não possuem os filtros, não estão preparadas para isso. Mas, ainda defendo que é melhor assim do que o cerceamento a liberdade das pessoas. Ouço sempre: "precisamos de aulas diferenciadas". Precisamos também de professores diferenciados e junto com eles de materiais diferenciados e, por que não, pelo menos de alguns alunos diferenciados e pais diferenciados. Temos sim, mas ainda poucos. Seria possível pegar os mesmos ingredientes de uma velha receita de bolo e fazer uma receita diferente? Entendo que sim. Mas, esta receita diferente também ficará velha se repetida inúmeras vezes. Se você conta sempre a mesma piada ela e você também ficarão chatos. Assim é na aula. Precisamos diferenciar sim, mas precisamos também de recursos para esta diferenciação. Para preparar algo diferenciado precisamos de tempo. Tempo que na maioria das vezes não existe, pois trabalhando em três períodos não sobra muito espaço para pensar sempre em algo novo. Podemos compreender a necessidade de mudança, de melhoria, mas devemos também compreender que é preciso dar condição de trabalho para as pessoas fazerem mais e melhor. Cobrança sim, mas compreendendo as dificuldades do outro e entender que estas mesmas dificuldades não são por incompetência, mas por ter um dia curto demais, uma vida curta demais para fazer tudo que é necessário para estar sempre 100% em excelência no seu trabalho, na sua vida. Somos seres humanos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

SÓ POR HOJE

Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras
aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.

Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras,
conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que
eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou. Como
penso que sou feliz, logo sou.

Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa
e farei da festa a minha vida.

Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz,
depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí
esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.

Só por hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a história
daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes.

Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda
opinião contrária.

Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo.

Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.

Só por hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior
brinque comigo o tempo todo.

Só por hoje estarei tão bem-humorado que rirei até até daquele anúncio que
diz: "Vende-se uma mala por motivo de viagem."

Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou
feliz.

Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da
felicidade.

Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o
sorriso e o bom-humor.

Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do
bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a
divertirei com conversas agradáveis e positivas.

Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os
males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.

Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território.

Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A cidade do remorso


Estou começando minha viagem. Já sabia com antecedência que esta viagem seria desagradável e que não resultaria em nada realmente bom. Estou falando da minha anual "Viagem de Culpabilidade".

Eu consegui passagens até lá através da DESEJOS QUE EU TIVE linhas aéreas. Seria um vôo extremamente curto. Eu pequei minha bagagem, que eu não pude verificar. Resolvi levá-la comigo por toda a viagem. Estava pesada com as mil memórias que poderia ter tido. Ninguém me saudou quando entrei no terminal do Aeroporto Internacional da Cidade do Remorso. Eu digo internacional porque pessoas do mundo inteiro vêm para esta triste cidade.

Quando cheguei no hotel ÚLTIMO RECURSO, notei que eles estariam hospedando o mais importante evento do ano, a festa anual da PIEDADE. Eu não poderia faltar àquela grande ocasião social. Muitos dos principais cidadãos da cidade estariam lá.

Primeiro, chegou a família PRONTO, você os conhece, são os DEVERIA TER, IRIA TER E PODERIA TER. Depois veio a família TIVE. Você provavelmente conhece a madame VONTADE e seu clã. Claro, os OPORTUNIDADES também estariam presentes, o FALTANDO e a PERDIDA. A maior família presente seria a ONTEM. Existem muitos deles para contar, mas cada um teria uma história muito triste para compartilhar.

SONHOS QUEBRADOS seguramente apareceria. E a A CULPA É SUA nos regalaria com histórias (desculpas) sobre como as coisas falharam em sua vida, e cada história seria calorosamente aplaudida por NÃO ME RESPONSABILIZE e por NÃO PUDE AJUDAR.

Bem, resumindo a história, eu fui a esta festa deprimente sabendo que não existiria nenhum benefício real em fazer isso. E, como sempre, fiquei muito deprimido. Mas quando pensei sobre todos as histórias de fracassos que traziam o passado de volta, me ocorreu que toda esta viagem e a subsequente "festa da piedade" poderia ter sido cancelada pelo EU!

Comecei a perceber que eu não tinha que estar lá. Eu não tinha que ficar deprimido. Uma coisa ficou passando por minha mente, eu NÃO POSSO MUDAR O ONTEM, MAS TENHO O PODER PARA FAZER DO HOJE UM DIA MARAVILHOSO. Eu posso ser feliz, alegre, realizado, encorajado, como também encorajador. Sabendo isto, eu deixei a Cidade do Remorso imediatamente e parti sem deixar endereço.
Eu sinto muito pelos erros que cometi no passado?
SIM! Mas não existe nenhum caminho físico para desfaze-los.

Então, se você estiver planejando uma viagem para a Cidade do Remorso, por favor cancele todas as suas reservas agora. Ao invés disso, faça uma viagem para um lugar chamado COMEÇANDO NOVAMENTE. Eu gostei tanto que estou pensando em ter residência permanente lá. Meus vizinhos, os EU ME PERDÔO e os NOVOS COMEÇOS são muito prestativos. 

A propósito, você também não tem que carregar bagagem pesada, porque a carga é retirada de seus ombros logo na chegada. Deus lhe abençoe para que encontre esta grande cidade. Se você puder achá-la - está em seu próprio coração - por favor faça-me uma visita. Eu moro na rua EU POSSO FAZER ISTO.

domingo, 25 de setembro de 2016

TODAS ESCOLHAS TÊM CONSEQUÊNCIAS

A todo instante fazemos escolhas em nossas vidas.
Até mesmo o fato de não escolher, já é uma escolha.
Escolhemos sair ou ficar em casa, escolhemos terminar o trabalho hoje ou deixar para amanhã, se queremos andar com fulano ou ciclano…
Tudo na vida é uma questão de escolha.
O fato é que as escolhas têm consequências. Todas as escolhas têm consequências!
O que precisamos avaliar é que ao decidirmos seguir um caminho, realizar um sonho, conquistar uma meta iremos pagar um preço por isso.
É uma escolha.
Podemos perder algo, mas também podemos ganhar algo.
A dica é que você reflita sobre suas atitudes, procure ser menos impulsivo e perceba que não existe o certo e o errado: tudo é uma questão de valorização pessoal e uma avaliação sobre “o que se ganha e o que se perde com cada escolha que fazemos.
Não quero aqui, de forma alguma, pregar minha escala de valores, tampouco julgar suas escolhas, apenas alertá-lo que, se estiver consciente das consequências, talvez sua vida comece a ter resultados mais acertados a cada dia.
Lembre-se: Todas as escolhas têm consequências, reflita antes de agir.

E creia: você terá mais liberdade de dizer sim ou não para os eventos de sua vida e com certeza irá se arrepender bem menos de resultados diferentes dos esperados.

terça-feira, 5 de julho de 2016

AINDA EXISTE CRENÇA?

A pergunta título desta postagem não remete necessariamente a alguma religião. Quando falo em crença falo na vida. Falo, por exemplo, na crença naquilo que fazemos. Como assim? As pessoas deixaram de fazer ou executar algo na vida porque acreditam no que estão fazendo e agora fazem ou executam automaticamente qualquer tarefa. Nas escolas o ensino ficou mecanizado, ou seja, a objetividade ainda existe mas está engessada por parâmetros desconhecidos pela maioria das pessoas (ou dos professores). Para se realizar um bom trabalho é preciso acreditar no que está fazendo. Quando o quanto você ganha é mais importante que o quanto você faz, algo está errado. Se o pagamento se torna mais importante que a cirurgia, creio que perdemos todos os valores, toda a crença. Claro que o dinheiro é importante, pois é com ele que alcançamos nosso bem estar material. Mas seria somente isso? Se perdemos a fé no que fazemos, nos tornamos o atendimento eletrônico das operadores de telefonia, bancos, etc. Respostas automáticas, ensino automático, atendimento automático. Precisamos de mais humanidade. Quando chegamos na escola ou em qualquer outro trabalho o nosso foco não pode ser o final do expediente, primeiro deve ser naquilo que fazemos, acreditamos. Não podemos começar o ano pensando nas férias, elas devem ser a consequência do seu trabalho, da sua fé, da sua humanidade.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A INSIGNIFICÂNCIA DA VIDA E DAS PESSOAS

Se procurarmos em um dicionário qualquer, poderemos ler ali o significado da palavra “insignificante”. {insignificante - adjetivo de dois gêneros - 1. que não tem valor nem importância; desprezível. 2. muito pequeno; minúsculo, diminuto.} Deparei-me com temas, assuntos, dizeres (...), que me levaram a refletir sobre isso. Gente com significado e gente sem significado. Como qualificar ou quantificar isso? Não é difícil vislumbrar e se estarrecer nas redes sociais com “gente” que, longe de ter conhecimento de causa, disparam opiniões estapafúrdias sobre tudo e todos. Imagino que para falar se algo é ruim ou bom, tenho que ter certo nível de conhecimento sobre algo ou aquilo. Imagino também que depois de anos de trabalho em “alguma coisa”, você possa ter construído um portfólio que vai embasar todo que disser e defender. Mas, acontece que pessoas que não tem serviços prestados, que não contribuem em nada para o crescimento e o desenvolvimento de sua comunidade, via de regra, são as que mais expressam juízo de valor sobre “as coisas” e os outros. Se você olhar ao seu lado verá pessoas que significam pouco (com exceção dos familiares, é claro) para sua comunidade. Tudo bem, esta pessoa pode dizer que sempre cumpriu com suas obrigações, trabalhou direitinho e não prejudicou ninguém. Isto é ótimo, mas será só isso? Então podemos dizer que uma “ameba” também é muito significante para a comunidade, pois não prejudica ninguém (acho) e cumpre com suas obrigações. Não é disso que estou falando. Nosso trabalho é pago, não é favor. Se você ganha muito ou pouco não vem ao caso. Salário baixo não é desculpa para incompetência. O que importa aqui, é o que você faz além disso. Podemos dizer que é a sua “mais valia” dentro da comunidade em que você vive. Sabe aquelas pessoas que vão sumir e você nem vai notar. Você só descobre ou se lembra que elas existem quando escrevem alguma idiotice em redes sociais, ou, pior ainda, quando espalham alguma fofoca, geralmente inverídica, por aí. Talvez mesmo por isso, na tentativa de sair de sua insignificância. Em vão. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

MOMENTOS DE REFLEXÃO

Nossas vidas foram assoladas por turbilhões de informações, acontecimentos, enfim, momentos que devem ser tratados com cautela. São situações que mostram como cada um reflete sobre o seu dia a dia ou sua vida. O simples fato de ter uma opinião sobre qualquer coisa pode te levar a ser taxado disso ou daquilo. As pessoas, em sua maioria ignorantes (no sentido de não ter conhecimento aprofundando sobre nada), estão com respostas prontas para tudo, mas não respostas que convençam ou que te levem a reflexões necessárias a uma mudança de posicionamento, mas respostas de 'senso comum' que nada acrescentam, apenas são jogadas no ar como verdades absolutas (como se estas existissem) e esperam te convencer. Bom, o que fazer? Nestas horas um longo debate é palavra morta. Não adianta, no calor dos acontecimentos, tentar argumentar com quem não tem argumentos, logo o som se eleva e você acaba taxado de alguma coisa. Quando as opiniões não se sustentam o argumento é a violência, memso verbal, mas violência, procurando atingir o interlocutar de alguma forma, fazendo com que as pessoas à sua volta notem a conversa e tirem juízo de valor. As vezes, ou quase sempre, é melhor fazer ouvidos mudos, assim, evitamos aborrecimentos, pois a roda da vida gira, indpendente de nossa vontade e só o tempo (ou não) vai clarear os fatos, mesmo que a maioria das pessoas não percebam.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

SOBRE O MEDO DA MUDANÇA


É compreensível que as pessoas temam mudar, pois isso acarreta certo desconforto, a saída do 'status quo', da zona de conforto. Mas é triste ver nos olhos das pessoas o cansaço, o desânimo, a desmotivação e, principalmente, a acomodação. Pessoas que estão a anos no mesmo lugar, no tempo e na história, sem inovar, sem criar, sem construir nada e, pior ainda, destruindo. Quero acreditar que seja apenas por falta de capacidade mesmo, ou não coisa pior. Pois existe coisa pior. Não saber não é pecado, mas saber e não fazer nada; saber e deixar de fazer mesmo podendo, é algo que não entra na minha cabeça. Para jogar a “pá de cal”, me parece que estas pessoas ocupam e vão continuar ocupando cargos que deveriam estar nas mãos de outros. Outros que, pelo menos, tentassem mudar, saíssem da acomodação. Mas, há quem interessa mesmo esta mudança? Quem precisa desta mudança? Quem ocupa o ‘status quo’? Ou quem ainda está pelo caminho? São perguntas de fácil resposta, mas cabe a cada um de nós refletir sobre isso e chegar a nossas conclusões, ou não, concluir não é papel para fracos.

Significado de Mudança
s.f. Alteração ou modificação do estado normal de algo: mudança de caráter.
Modificação ou transferência de alguma coisa, geralmente móveis ou objetos pessoais, para um outro lugar: a mudança ainda vai chegar.
Troca; alteração ou substituição de uma pessoa ou coisa por outra(s): mudança de funcionário; mudança de time; mudança de firma.
P.ext. Câmbio; a alavanca com a qual se realiza a troca das marchas num automóvel.
(Etm. mudar + ança)
Sinônimos de Mudança
Antônimos de Mudança
Mudança é o contrário de: conservaçãoconstância e regularidade
Definição de Mudança
Classe gramatical: substantivo feminino
Separação das sílabas: mu-dan-ça
Plural: mudanças


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

TUDO NOVO?

O ano novo não é uma nova vida que se inicia, é a mesma vida te dando uma chance de fazer tudo diferente, ou igual, depende de cada um de nós, mas tenhamos a certeza que ao final de cada ano, somos uma pessoa diferente, querendo ou não, porque aprendemos, erramos, acertamos, conhecemos e descobrimos algo novo todos os dias.
Daqui a pouco o ano termina, precisamos nos conscientizar de que, se não fizemos o melhor, pelo menos tentamos. O sol está prestes a raiar no horizonte anunciando o novo ano que vai nascer; o momento é de muita euforia, haverá muita troca de beijo, abraços, e as mais belas mensagens de boas festas.
Todo ano é assim, a esperança se renova na certeza de dias melhores. É chegada a hora de dar uma trégua para fazer um minucioso balanço de tudo que foi vivido em sua vida até agora. Faça um rascunho, analise cada momento vivido, que eu tenho a certeza de que você vai achar o seu ponto de equilíbrio para seguir com muito mais segurança esse novo desafio que terá pela frente.
Para que o novo ano não fique repetitivo, lance o seu desafio, aventure-se um pouquinho mais, fuja daquela rotina cotidiana sem sal sem pimenta que norteou a sua vida o ano inteirinho simplesmente por não ter tentado outras alternativas de vida. Faça um pacto contigo mesmo, chute o balde todas as vezes que algo está lhe incomodando e não tenha medo de trocar o certo pelo duvidoso - mais vale se arriscar do que se lamentar de pelo menos não ter tentado.
Resolva os seus problemas, mas somente um de cada vez, deixe que o tempo se encarregue de apaziguar possíveis desavenças que uma vez ou outra possam surgir. Como já foi dito, o equilíbrio será sem dúvida alguma o fiel da balança de sua vida, é ele que vai fazer com que você possa controlar a sua vida dentro da mais perfeita ordem e harmonia.
Recebe o novo ano que se aproxima com um largo sorriso, e um coração repleto de amor para o que der e vier. Não se esqueça dos erros do passado, mas não paute sua vida por eles, aprenda. Tenha memória seletiva, pois ficar recordando sofrimento não ajuda em nada, lembre-se de coisas boas, dos momentos felizes e registre tudo, o tempo é a borracha da alma.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

EMPREGOS & PORTÕES

Steve Jobs e Bill Gates são importantes personagens do conhecimento tecnológico e consequentemente do desenvolvimento acelerado nessa passagem de século.  Aproveitei a tradução livre dos seus nomes para dar título a este texto que discorre sobre a situação recente do Brasil e do mundo. 
            Comecei a pensar no tema que aqui vai ser tratado quando do recebimento de uma bela mensagem sobre o respeito que devemos ter para com os animais.  Dando cordas ao pensamento: e quanto aos animais que nos alimentam, eles devem ser preservados? Isso porque não há mortandade maior no mundo atual do que a de imensos rebanhos de gado, de inúmeras e gigantescas criações de frango e aves de todo o tipo, dos peixes e outros tantos animais que nos servem de alimento. Só os vegetarianos radicais podem se dar ao luxo de não sacrificarem os animais. 
            Pensando bem, nem os vegetarianos podem ficar sossegados, pois os vegetais que nós ingerimos também são seres vivos. Ou não? Derrubar florestas não é politicamente correto; ingerir vegetais sim. É outra aparente contradição. Descubro-me como uma criança raciocinando assim. Às vezes é bom agir dessa maneira. 
            Conclusão: nesse particular tudo obedece às nossas vontades humanas. “Humano, demasiado humano”. Não poderia ser de outro jeito. Se não fosse assim, a nossa espécie sucumbiria. Darwiniano, demasiado darwiniano.  
Tenham paciência com o raciocínio pueril desta introdução! A partir daqui prometo pensar como adulto e, em assim fazendo, cometer muitos erros infantis. Paciência!  
            Não sejamos radicais na extensão daquele raciocínio preservacionista. Matar para saciar a fome e subsistir pode. Essa é a lei dos homens e também a lei natural entre os animais. Esse é o código de conduta da vida e não foi o ser humano que criou isso. Assim é a natureza. O que não se deve é maltratar os animais nem matá-los indiscriminadamente. 
            O importante deste intróito é a conclusão a ser tirada. Levado às últimas consequências, não há crescimento econômico, desenvolvimento, progresso que sejam completamente sustentáveis. Eles sempre são hostis à natureza. Portanto, qualquer tipo de desenvolvimento, de crescimento e de progresso é deletério. 
            Não há como contornar isso com a população mundial aumentando e, pior, dentro do regime capitalista que nos rege, agora agravado com a adesão da China, o maior contingente populacional do planeta. Cinicamente é o caso de perguntar: então o equilíbrio do sistema era conseguido anteriormente mantendo os chineses na miséria? E quando a imensa população rural daquele país, que ainda vive pobremente, ascender aos atuais padrões de vida da sua população urbana? 
            Enquanto a população estiver crescendo (e será também muito difícil contê-la) sempre haverá necessidade de criar empregos para os novos contingentes que demandam o mercado de trabalho. E emprego se faz com a economia em expansão. Assim reza o catecismo capitalista. Lamentavelmente, ainda não inventaram outro sistema econômico-político que não seja assim.  
            O ideal seria que o objetivo fosse a civilização e não o progresso. E o bem-estar das populações fosse conseguido via distribuição da renda e da riqueza já realizada. Duvido que a democracia representativa e eleitoreira possa resolver esse imbróglio. 
            Assim medra meu pessimismo: ultrapassado um dado limite (e esse limite já ficou para trás nos últimos anos do século XX) qualquer atividade econômica humana e, principalmente, seu crescimento, gerarão a depredação paulatina do planeta. Estamos vivenciando isso, a nossa batata está assando.  
            Um portão de saída político seria a conscientização dos governos e da sociedade em geral, na procura um novo modelo sócio-político-econômico que contemplasse o problema aqui apontado e não se venerassem tão somente altas taxas de crescimento econômico como mostra de eficiência e eficácia governamental. Como mudar a cabeça dos governantes e do povo de que devem abdicar ao crescimento e primar pela distribuição e por uma forma melhor de civilização.  
            Atentem: renda é fluxo. O PIB é tudo aquilo que se produz durante um ano. Se o crescimento é zero, isto quer dizer que o que foi produzido num determinado ano foi igual ao do ano anterior. Não é nenhum desastre. É simplesmente continuar no mesmo patamar de atividade econômica já conseguido. Quando eu vejo os comentaristas econômicos lamentar que a nossa taxa de crescimento não será igual às chinesas eu chego a aplaudir. 
            De passagem: outro dia vi uma manchete num artigo de um jornal local que dizia: Na China, foi construído um edifício de 30 andares em 15 dias. E terminava: que inveja! Poxa, nada mais terrível e temível se isso for verdade! Os conceitos de eficiência têm que ser mudados. Que infelicidade para a China. Tenho pena deles. Assim como me mete medo sermos a 6ª economia do mundo.  
            Vejam as cidades lindas e preservadas do leste europeu: Praga e Riga, por exemplo. Sabe o que as preservou? O comunismo com o seu atraso econômico em relação aos países ocidentais. Nada a favor do comunismo, mas certamente tudo contra o capitalismo voraz, que desfigurou a avenida Rio Branco, do Rio, linda que era no início do século XX. 
            Como seria a nossa região da grande Vitória sem o terminal portuário da Vale na Ponta de Tubarão; a Siderúrgica Acelor-Mitral também de Tubarão; a região de Guarapari sem a Samarco; Aracruz sem a Aracruz Celulose? Aqui cabe-me perguntar, aos capixabas responder. Bônus há, é lógico, e os ônus?  
            O Senador Cristovam Buarque num excelente artigo recente escreve sobre a corrupção dos discursos quando mostra o equívoco que os dirigentes  estão incorrendo ao acenar-nos com a continuação do mesmo modelo e não tomar providências para mudá-lo enquanto é tempo. Sim, porque está chegando ao limite o desenvolvimento com base no crescimento econômico. E pior, comprometendo a saúde do planeta e a vida das próximas gerações (estamos assaltando o capital natural delas para atingirmos nossas maravilhosas taxas de crescimento). São dois novos conceitos da mais-valia marxista, além do conhecido confisco de parte do valor do trabalho.  
            Como diz o Senador, a crise financeira bancária em que vivemos é fruto da alavancagem de empréstimos além do limite para mais impulsionar a atividade econômica. 
Onde está o salvador portão de saída? Talvez só a Mãe Natureza tenha a solução: o grande apocalipse ou uma série de pequenos e localizados apocalipses o que, aliás, já está acontecendo, resultando em um novo equilíbrio, a partir da terra arrasada.  
Uma visão otimista pode advir do pressentimento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman de que estejamos vivendo numinterregno. Resta saber quem vai sair e quem vai entrar por esse portão. É aguardar para ver o que vem por aí. Esse futuro é imprevisível. Quem viver verá.  

Escrito por Genserico Encarnação Júnior, 72 anos.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Os brasileiros do ano 2016

Este texto resume um pouco do que eu penso sobre o nosso ano, especialmente no segundo semestre.

"Não vai bem um país onde as Pessoas do Ano são juízes e policiais que corrigem nossos erros do passado, no lugar de pessoas que constroem nossa grandeza futura, políticos, empresários, intelectuais.

Por toda nossa história, os sucessivos governos brasileiros mantiveram relações promíscuas enriquecendo empresários, políticos e partidos, mas foi em 2015 que descobrimos que o Brasil foi tomado pela corrupção medida em bilhões. Descobrimos que o partido que se elegeu prometendo acabar com as relações promíscuas levou-as ao nível máximo, confundindo Estado, Governo e Partido como se fossem uma única entidade com o propósito de manter-se no poder a qualquer custo moral, financiando campanhas e enriquecendo líderes. Mas não descobrimos ainda que além desta “corrupção no comportamento dos políticos” há uma “corrupção nas prioridades da política” quando mesmo sem roubo de dinheiro para bolsos privados, há desvio de dinheiro de obras do interesse da população e da nação para obras de interesse de minorias privilegiadas no imediato. Um prédio estatal de luxo ao lado de favelas sem água e esgoto é corrupção, mesmo que não haja superfaturamento, nem propina.

Em 2015 descobrimos a vergonha de não sermos capazes de vencer simples mosquito que está infectando nossas mulheres com um vírus que faz nossos bebês nascerem com cérebros comprometidos por toda a vida futura. Mas não descobrimos ainda que em quase 130 anos de República, a maior parte de nossas crianças, mesmo sem vírus zika, mesmo com cérebros normais não recebem tratamento educacional necessário para o pleno desenvolvimento de seus cérebros ao longo da vida. Ainda não descobrimos que os aedes aegyptis estão impedindo o desenvolvimento biológico, mas nós, por nossa corrupção nas prioridades estamos impedindo o desenvolvimento intelectual de nossos jovens: somos nosso próprio aedes aegypti.

Descobrimos a crise econômica que vinha sendo anunciada por muitos analistas desde quando a economia “estava bem, mas não ia bem”, porque os sintomas da crise estavam visíveis para os observadores atentos. Agora, temos recordes negativos de desemprego, desvalorização cambial, recessão, déficits nas contas públicas, mas não descobrimos que nossa crise já dá sinais de uma decadência estrutural por falta de inovação, poupança, investimento, eficiência, educação, ciência e tecnologia, competitividade por efeitos do corporativismo e da burocracia.

Este foi um ano de descobertas graças a procuradores, policiais e juízes corrigindo nossos erros do passado; por isso, os Moros, os Janots e os policiais da PF sãos os brasileiros do ano 2015. Esperemos que 2016 possa ser um ano de início de construção, e os brasileiros do ano sejam cientistas, empresários, políticos, artistas, atletas, filósofos fazendo o certo e o novo. Para isso, é preciso que, daqui para frente, os brasileiros de cada ano sejam os eleitores que escolhem os construtores do futuro."

Cristovam Buarque é senador (PDT-DF)

domingo, 20 de dezembro de 2015

A BOLA DA VEZ: o servidor público

O mundo muda cada vez mais rápido, podemos notar isso no nosso dia a dia. Os servidores públicos já foram estrelas, hoje são vilões, pelo menos para os governantes atuais. Nas décadas anteriores à Constituição de 1988, não havia estabilidade para os servidores, nem havia muito interesse em ser servidor público, estes eram “caçados” a laço para este ou aquele cargo. Não era status ocupar um cargo público, eram funções consideradas subalternas, de nível inferior. Após a Constituição de 1988, o quadro começa a mudar, mas antes, os servidores entram na história como responsáveis pelo atraso do país, pois a burocracia, a morosidade era associada, em partes, a incompetência dos servidores. Todos nós, fazendo um pequeno exercício de memória, vamos nos lembrar que os servidores públicos, que na televisão “que adoram um carimbo”, sempre são representados, via de regra, por homens e mulheres gordos e de aparência desleixada, para não dizer feios. Com a informatização dos serviços e os novos concursos, esta realidade mudou um pouco. Os servidores viraram, como já dito, “estrelas”. O mote das companhas dos candidatos era a “valorização do servidor público”. Com isso, forma oferecidos cursos de aperfeiçoamento, melhores salários (nem tão melhores assim) e plano de carreira em alguns casos. Agora, começamos uma nova era. Os servidores viraram vilões… Os novos governantes quando falam no corte de custos, só olham para os salários, os benefícios conquistamos em anos melhores. Ninguém pensa em cortas seus privilégios, porque benefícios não são privilégios. É o trabalhador, aquele que está todo dia fazendo a máquina andar que terá que pagar o preço da inoperância e da incompetência de governos corruptos e irresponsáveis. Chego a pensar que alguém criou alguma lei proibindo os servidores públicos de votar, fomos esquecidos ou relegados novamente a seres inferiores. Não podemos nos deixar abater por questões como estas, por mais que nos prejudiquem, afinal o contribuinte, aquele que é responsável direto pelos salários dos servidores, não tem culpa. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

OS DEBATES ESTÃO FICANDO CHATOS


Vivemos em um mundo em que todos podem se expressar (acho que já disse isso), isso é bom, pois o debate gera aprendizagem, ou deveria gerar. As pessoas até involuntariamente leem mais, se informam mais.

Contudo, isto não é garantia de conhecimento, pois nem tudo que lemos nas redes sociais condiz com a verdade dos fatos. É preciso, antes de expressar uma opinião, antes de julgar alguém, estar ciente de que está falando algo que condiz com a realidade.

O contexto histórico de uma informação também ajuda a compreender o que acontece hoje. Não dá para falar das manchetes dos jornais de hoje sem fazer uma relação com as manchetes de ontem, sob o risco de cometer um anacronismo (ou algo parecido) e fugir completamente da racionalidade na hora de opinar.

Respeitar a opinião do outro, não quer dizer concordar, apenas que você atingiu a maturidade necessária para compreender que as pessoas pensam diferente de você e tem este direito.

Os debates estão ficando chatos porque ao expressar uma opinião, as pessoas, não todas, já te colocam do Lado A ou do Lado B. Não é uma questão de lado, é uma questão de opinião e de fatos.

Imaginar como vamos estar daqui a um ano ou mais é utópico. Pode ser ou não pode ser, simples assim. Como tirar juízo de valor sobre isso? É o mesmo que reprovar um aluno no mês de janeiro. Temos o direito de pensar como quisermos, mas não podemos impor nossa maneira de ver ou nossa imaginação do futuro como uma verdade incontestável. Afinal, não somos Deus.

sábado, 10 de outubro de 2015

VOLTA AO PASSADO

Tive um sonho. Neste sonho eu podia voltar ao passado e mudar o que eu quisesse. Fiquei louco, pois poderia corrigir erros, mudar rumos e talvez melhorar muita coisa que eu tinha feito. Em meio a excitação daquele momento e a dúvida sobre o que fazer ou mudar primeiro comecei a pensar. Podia aproveitar este presente para voltar a minha infância e aproveitar mais a presença do meu pai. Fiquei em dúvida. Poderia também voltar não muito longe e vivenciar mais a infância dos meus dois primeiros filhos, curtir mais, pois hoje acho que mesmo na correria da minha vida eu aproveito mais estes momentos, deve ser pela já conquistada experiência. Voltar no exato instante entre uma decisão acertada ou errada que muda os eventos da vida da gente. É difícil decidir. Pronto! Decidi deixar tudo como está. Afinal, os erros do passado, as falhas, as saudades contribuíram para me fazerem uma pessoa melhor, ou não, depende de quem opina. Entendo que o que fazemos, construímos em nossa vida, nos transforma no que somos e seremos no futuro. E o tempo, acertos e erros, servem também para tirar de nós aquilo que não está fazendo falta. Se não está comigo hoje, nem sempre é porque eu não merecesse, mas também porque os outros também não merecem. Voltar ao passado e mudar os fatos não me faria uma pessoa melhor ou pior, talvez diferente, ou não. O que importa é ficar ao lado de quem te faz bem e respeitar quando isto não acontece. É a vida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PACIÊNCIA, PERSISTÊNCIA E PERSEVERANÇA NA ESCOLA (PPP)

Os nossos cursos de licenciatura deixam a desejar quando falamos do ensinar a aprender e a bagagem que nossos alunos deveriam trazer para a escola e, principalmente, para a universidade, se perde em algum ponto do caminho, isto quando a possuem. Apostamos no despertar de mentes adormecidas por uma sociedade formadora e que não deseja liberdade intelectal para seus cidadãos. Colaboramos com essa dormência em nossas escolas quando não colocamos em prática aquilo que resolvermos ou pelo menos discutimos nos conselhos e trabalhos coletivos e, aida, somos engolidos por um turbilhão de regulamentações e exigências de governos que estão convencidos de uma "revolução por decreto" e se esquecem que a prática diária é que muda e melhora todo e qualquer processo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

LEIA COM ATENÇÃO

Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O QUE REALMENTE IMPORTA?

Quem de nós não conhece casos (no plural mesmo) de pessoas que se afastam de ente queridos por motivos banais? Quem de nós não conhece relacionamentos amorosos, de amizade, familiares, enfim, de todo tipo que tinham tudo para durarem uma vida e simplesmente foram destruídos pela pequeneza do ser humano? O que realmente importa? Vemos filhos que ficam "de mal" dos pais e passam a vida toda afastados. Quem perde com isso? Você se desentende com seu irmão por nada, as vezes por álcool demais, as vezes por álcool de menos e isso se torna o motivo para um distanciamento em que todos saem perdendo. Quantos momentos felizes, grandes risadas, grandes histórias deixamos para trás por "ignorância, arrogãncia, estupidez e orgulho"? O quanto deixamos de viver por culpa nossa. Por não sabermos dar o primeiro passo. Por um orgulho idiota que nos afasta de quem nos faz bem. Muitas das vezes uma fofoca, uma intriga, um mal entendido é suficiente para uma vida de tristeza. Inimizade para a vida toda. E passa rápido esta vida. A morte chega logo. O que levamos mesmo? Será que faz diferença depois da morte? Olhe no olho de seu irmão, procure sua mãe ou seu pai (ENQUANTO AINDA PODE) e "volte para casa". Volte no sentido de amar, conviver e respeitar. A vida é para ser vivida, não espere a morte te mostrar isso.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O PREÇO A SER PAGO

Estava ouvindo a conversa de uma Senhora logo a minha frente e ela dizia que seu cunhado havia falecido. Ele tinha pouco mais de sessenta anos e vendia saúde, segundo ela. Foi um susto para toda família. Chegou em casa bem e de repente passou mal. Infarto. Sempre quando ouço estes relatos, minha mente fica povoada por pesadelos e automaticamente começo a fazer contas. Fico me perguntando quantos anos ainda tenho. Se vou chegar pelo menos ao sessenta e poucos. Imagino que se for morrer com mais de sessenta ou até mesmo com setenta, ainda tenho uns bons aninhos pela frente. Faço a conta em "copas do mundo". Fico imaginando que ainda tenho umas 4 ou 5 copas pela frente. Entre uma certa alegria que este pensamento me dá, vem uma ponta amarga de tristeza. Pois com o passar dos anos nossa conta de vida fica negativa. Começamos mais a perder do que a ganhar. Para envelhecer e chegar aos setenta, por exemplo, quantos ente queridos vou ver partir desta vida. Quantas lágrimas ainda serão derramadas. Não deixa de ser um sofrimento só imaginar esta situação. É um preço alto. A vida nos dá muito, principalmente se for longeva. Mas nos cobra por isso. Por isso tento amenizar meu sofrimento "fugindo" de discussões, de debates infrutíferos, de ciúmes de "sei lá o quê", enfim, de brigas e discussões que depois de uma semana a gente nem se lembra mais o por quê daquilo. Não faz o menor sentido. E tudo que não faz o menor sentido, vai tirando aos poucos o sentido da vida da gente. Afinal, eu só quero é ser feliz a maior parte do tempo, já que o tempo todo é loucura.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A DIFÍCIL TAREFA DE CONVIVER

Seria tão mais fácil dar de ombros. Seria tão mais fácil dizer: "não estou nem aí". Mas não podemos deixar de viver e passar apenas a existir. Não podemos nos acomodar diante das dificuldades impostas por pessoas, momentos, situações. Nos resta respirar fundo, levantar a cabeça e seguir em frente. É assim, sempre sorrindo e olhando nos olhos que resolvemos situações aparentemente inssolúveis. A decepção é parte da nossa trajetória porque sempre esperamos mais de quem não tem muito a oferecer. Por mais que estejamos preparados sempre para o pior, ele sempre nos surpreende. Mas nada é tão duro ou ruim que não sejamos fortes o bastante para superar. As vezes, nos momentos de fraqueza, penso que a alegria de alguns é ver o sofrimento dos outros, mas não posso me deixar contaminar com este pessimismo. Não faz parte de mim e acredito que não deveria fazer parte de ninguém. Por maiores que sejam os problemas, sempre me verão sorrindo e feliz.

sábado, 11 de abril de 2015

O tempo implacável

Não nos damos conta do quanto passa rápido o tempo e de como ele pode ser implacável. Nos esquecemos que somos mortais e que a qualquer momento a despedida chega. Acordamos para a vida ou para a morte quando nos deparamos com ente queridos que antes nos saltavam aos olhos fortes, firmes e como exemplos de firmeza diante do tempo. Agora, estes mesmos entes queridos nos aparecem, do dia para a noite, frágeis, suscetíveis à famigerada morte. Sua fragilidade, sua fraqueza, sua debilidade diante do tempo nos assusta a ponto de nos dar medo. A voz antes firme, agora sai fraca, quase um sussurro comparada com a de antes. Assustados, olhamo-nos novamente e percebemos que o tempo não nos esqueceu, passou... E, sem dó ou piedade, nos afasta definitivamente de pessoas que davam ou dão sentido a nossa existência. As vezes ou quase sempre, nos deixamos levar por sentimentos tristes, nos corrompemos pela ignorância e pela vaidade. A anagênese da vida é inevitável, assim como é inevitável o fim. Contudo, mesmo certo desta “inevitabilidade”, continuo acreditando que morremos mais por fora que por dentro. Que a vida é mais que o que nossos olhos veem e, que os sonhos são realizáveis.

quinta-feira, 19 de março de 2015

DENTRO DE CADA UM DE NÓS...

Ao mesmo tempo em que escrevo estas poucas palavras posso estar comentendo o mesmo erro que critico. Erro este que cometemos diariamente com nossa soberba. Mas escrevo principalmente para estas pessoas que não possuem minimamente um senso crítico. Quem de nós já não ficou anjoado com aquelas pessoas que sobem ao altar e apontam o dedo para os outros. Quem de nós não ficou enjoado com aquelas pessoas que defendem a moral, a ética e os bons costumes e são as primeiras a se enlamearem na penumbra. Só o fato de ter coragem de subir em um altar e "dar lição de moral" aos outros é algo no mínimo triste. É triste ver que as pessoas mudam e se transformam em cada ambiente em que convivem. São verdadeiros camaleões. As mesmas pessoas que dão lição aos irmãos nas igrejas e derramam fé, são aquelas que no local de trabalho espalham a discórdia, ensinam a burlar regras e são profissionais fictícios. É fácil criar regras para os outros, já disse isso, é facil também ver o pecado em tudo e ao mesmo tempo em nada, dependendo das circunstâncias. A quem estamos enganando mesmo? Me vem à mente a mentira nossa de cada dia. A soberba nos faz pensar que somos melhores, mais inteligentes que os outros. No fundo somos dignos de piedade, pois a nossa cegueira é o guia que nos encaminha para o nada. Quem de nós nunca viu aquelas pessoas que "parecem" ter tudo, mas no fundo não tinham nada? Temos muitas dessas pessoas por aqui.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Não Permita Roubarem Sua Fé! - Wélida Flávio

"Poderia alguém afirmar que as estrelas deixaram de existir durante o dia só por não perceberem seu brilho intenso a enfeitar o céu?
Poderia alguém dizer que o sol já não "vive" na imensidão do céu pois por momentos de intensa escuridão ele deixou de brilhar?
Poderia alguem dizer que Deus deixou de existir porque coisas ruins acontecem no mundo?
Poderia afirmar com exuberante certeza que nada vai dar certo só porque a lágrima caiu e o sorriso não mais se viu?
Não, não seja tolo repleto de certezas passageiras, pois, cada qual brilha ao seu momento e permite brilhos alheios para enfeitar seu mundo. A lágrima clareia a visão e a ausencia do sorriso revela a importancia da sua presença... coisas ruins acontecem para aprendermos valorizar as boas e os momentos não são eternos, apenas eternizam-se as lembranças e as aprendizagens..."
Wélida Flávio
Wélida Flávio é uma cristã apaixonada por Jesus e uma parte de seu chamado é influenciar a vida de pessoas através de textos, poemas e frases de experiência pessoal do seu dia-a-dia e do que tem aprendido com o Senhor.
É também Colunista do Blog Recebendo Vida.

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Eu declaro que vou viver dias de alegria, de paz de saúde, de prosperidade, de amor. Nesses dias, o Senhor mudará a minha sorte e a minha boca se encherá de riso e minha família viverá o melhor de Deus. Em nome de Jesus!


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

AOS PSEUDOS EDUCADORES

Usando as palavras JOUBERT, “a paciência é a única solução para os males que não têm solução”, começo escrevendo sobre a ignorância humana. E pasmo, sobre a ignorância daqueles que estudaram para, pelo menos, diminuí-la. É louvável quando pessoas sem muito conhecimento reflitam antes de dar opiniões sobre todo tipo de assunto, e estes, mesmo quando opinam errado, merecem ser relevados e compreendidos, pois como disse, não estudaram para isso.
Ao mesmo tempo, é triste, quando pessoas que deveriam dominar certo conhecimento, opinam demonstrando uma ignorância que nos leva a concluir, sem hesitação, que estes não fazem jus ao seu “diploma”. Podemos chama-los de “pseudos” professores ou educadores. Estão por aí enganando com opiniões medíocres, com posições ambíguas sobre temas que realmente importam. “Se acham” no direito de se aproveitar da ignorância de terceiros para destilarem sua falsa sabedoria, sua opinião imbecilizada por sua ignorância ou falta de conhecimento.
Talvez por vaidade, por não terem demonstrado nenhuma competência ao longo de sua vida profissional, buscam, de forma vil, desmerecerem o trabalho dos outros, como se estivessem rebaixando a todos e nivelando por baixo uma classe e até a população de modo geral.

É triste, mas é real, infelizmente. Então, façamos como JOUBERT, tenhamos paciência diante de tanta ignorância. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

AS 5 (cinco) LIÇÕES QUE APRENDI EM 2014

11.     Acreditar sempre em Deus.
Só há uma razão para que tudo dê certo, e esta razão é DEUS. Claro que devemos nos esforçar ao máximo, fazer por merecer, trabalhar duro, mas sem DEUS, nada acontece, pois é a nossa fé que faz com que nos esforcemos ao máximo, mereçamos e trabalhemos duro. Simples assim.

22.     Duvidar sempre dos seres humanos.
Existem pessoa ótimas e outras nem tão ótimas assim. Mas todos nós temos problemas e interesses que nem sempre convergem com os interesses dos outros. Tudo é muito bonito em um dia de sol, mas na chuva a coisa fica feia. Quero dizer, enquanto tudo está bem com você, todos são ótimos e você é o “cara’, mas, à primeira trovoada é cada um por si e aquele que te dava a mão é o primeiro a mirar a sua “bunda”. Simples assim.

33.     Somos falíveis, podemos morrer a qualquer momento.
Não deixe nada para depois, pode não existir um “depois”. Se quiser ligar para alguém, tomar um porre, pedir desculpas, dizer que ama, nem espere 2015, ele pode não chegar para qualquer um de nós. Simples assim.

44.     Estou ficando velho.
Sabe aquela farra grossa de antes, pois é, não dá mais. Se caminhar dói o pé, se correr dói o peito, se pular dói a coluna, etc. Agora é um dorflex de manhã, um diclofenaco a tarde e um omeprazol á noite. A cerveja faz aniversário na geladeira. Todos com quem converso nasceram na década de 80 (os de 70 já estão morrendo). Simples assim.

55.     A me sentir em meio a uma multidão, mesmo sozinho e a me sentir sozinho, mesmo em meio a uma multidão.

É bom conviver com as pessoas, mesmo sabendo que todos temos problemas, defeitos e virtudes. Não estou nem aí se falam de mim (bem ou mal). Mas as vezes é bom um pouco de paz, sossego (sem precisar estar morto para isso), então, mesmo que a correria do dia a dia não permita, podemos relaxar e esquecer as pessoas e simplesmente imaginar. E, quando estiver sozinho abra aquela cerveja (que tá fazendo aniversário na geladeira) e comemore, afinal não te esqueceram, apenas ninguém se lembrou (ou precisou) de você hoje. Simples assim.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

REFLEXÕES NATALINAS

É difícil escrever, mesmo que seja para eu mesmo. São tantas regras que criamos e "prescrevemos", mas sempre para os outros. Tantas cercas que colocamos sem pensar que estas mesmas cercas são as que vão nos impedir de ir onde queremos. É sempre mais fácil atirar pedras. Nos esquecemos que nossos desejos de hoje não serão os mesmos amanhã. Nossas verdades de hoje poderão ser as mentiras da semana que vem. Hoje você pode preferir chuva e amanhã sol. Então, para que julgar o tempo todo como se fossemos juízes do mundo. Outro dia escrevi sobre o fato de que muitas pessoas que falam sem pensar e sem parar, “desdizem” suas falas amanhã sem o menor remorso. Claro que temos o direito de repensar e mudar de ideia, mas até onde podemos ir somente nossa consciência poderá dizer. O vilão de hoje ser o meu herói amanhã me soa um pouco exagerado. Ou pior, o vilão de ontem vira herói hoje, ou sendo mais claro, aquele que ontem era meu mais feroz inimigo, hoje é um exemplo de pessoa. Ninguém é tão ruim que não tenha virtudes e nem tão bom que não tenha defeitos. Tudo passa e nossa memória não é tão prodigiosa assim. Mas nós também nos aproveitamos disso para “esquecer” nossas verdades anteriores em prol de nossas novas verdades (interesses). Mais um “Natal”, que neste momento não esqueçamos tudo o que falamos durante o ano, não esqueçamos que somos egoístas a ponto de não enxergar um palmo à frente do nariz. Mas também, entre um gole e outro (para quem gosta), entre uma garfada e outra, nos lembremos que como nós, os outros também são humanos.

sábado, 29 de novembro de 2014

10 ÓTIMAS RAZÕES PARA TOMAR UMA CERVEJA GELADA

A cerveja é a bebida insubstituível para se tomar assistindo uma bela partida de futebol ou para acompanhar aquele churrasco entre amigos. É claro que é para ser consumida com moderação, para não se transformar em perigo para a saúde. Mas em pequenas doses, os estudo demonstraram que consumir cerveja, de maneira controlada, teria um impacto positivo para a saúde.
A cerveja é a bebida insubstituível para se tomar assistindo uma bela partida de futebol ou para acompanhar aquele churrasco entre amigos. É claro que é para ser consumida com moderação, para não se transformar em perigo para a saúde. Mas em pequenas doses, os estudo demonstraram que consumir cerveja, de maneira controlada, teria um impacto positivo para a saúde. Vejamos então os 10 benefícios da cerveja:

ELA É UMA ALIADA PARA SEUS RINS

Um estudo finlandês demonstrou que consumir uma latinha de cerveja, cotidianamente, reduz em 40% os riscos de cálculos renais. É mais do que sabido, a cerveja faz fazer pipi !

ELA AJUDA NA DIGESTÃO

Constituída de cevada, portanto fibras, a cerveja ajuda o trânsito intestinal. Você vai poder reduzir ligeiramente, é claro, o consumo de legumes verdes, embora o ideal seja sempre continuar com seu consumo normal de frutas e legumes...

ELA REFORÇA SEUS OSSOS

A cerveja contém um alto teor de silício, que é um mineral que intervém no funcionamento das células dos tecidos ósseos. Um estudo feito em 2009, demonstrou que o consumo moderado da cerveja, reforça a densidade óssea. Mas cuidado, um consumo de mais de dois copos por dia tem um efeito contrário, pois ela aumenta os riscos de fraturas. Portanto, a cerveja é ótima, mas deve ser consumida com moderação.

ELA REDUZ OS RISCOS DE CÂNCER

A preparação de carnes na churrasqueira, principalmente as que utilizam carvão, implica na produção de produtos cancerígenos. Um estudo revelou que se deixarmos a carne marinar antecipadamente na cerveja, antes de assá-la, diminui em 70% estes agentes malígnos.

ELA FACILITA O SONO

O lúpulo contido na cerveja teria propriedades calmantes. Na idade média já se usava o lúpulo para melhorar o humor e era recomendado colocá-lo nas orelhas para um sono tranquilo. Ah ! São as flores desta planta que são utilizadas para dar perfume à cerveja, e na idade média enfeitavam as orelhas...

ELA MELHORA A MEMÓRIA

Segundo estudos científicos, os consumidores de cerveja tem menos riscos de sofrer o Mal de Alzheimer ou demência. É portanto aconselhado tomar um meio copo por dia para manter a memória. Mas cuidado, se você abusar corre o risco de perder a memória... pelo menos por algumas horinhas!!!

ELA NÃO ENGORDA TANTO QUANTO DIZEM

A cerveja é a bebida alcoólica menos calórica: para um meio copo podemos contar 100 kal. Então porque se privar?! Ela também se associa muito bem na preparação de coqueteis, mas cuidado, se ela é uma bebida com menos calorias, em associação com outras bebidas mais alcoólizadas esta qualidade se perde...

ELA DÁ UM ALGO MAIS A SUAS PANQUECAS

Substitua um terço da quantidade de leite por cerveja para dar mais leveza às suas panquecas. Não se preocupe com as crianças, o álcool se evapora com o cozimento.

ELA IMPULSIONA SUA EXPECTATIVA DE VIDA

O consumo moderado de cerveja facilita a digestão, reduz os riscos de câncer, melhora a memória, acalma os nervos, melhora a beleza, é diurética, etc ... Consumindo a cerveja com moderação ( não mais que meio copo por dia ), você deve ficar em boa saúde por muitos e muitos anos... Tchin!Tchin!