domingo, 28 de março de 2021
Grandes desafios para as escolas
quinta-feira, 4 de março de 2021
O ENSINO PÚBLICO E A VOLTA ÁS AULAS
O ensino público, em condições normais, demanda mais do que assegurar que, para cada aula, haja um professor preparado, uma infraestrutura adequada e os materiais necessários. Há a merenda escolar que precisa chegar a cada escola, a limpeza dos ambientes, o atendimento das famílias, o contato com a rede de proteção à infância e a gestão de espaços adicionais, como salas de leitura escolares, quadras para educação física, salas de artes e laboratórios de ciências.
Tudo isso se torna mais sério quando há uma crise. Neste contexto, apelar para usos e costumes, no estilo "sempre fizemos assim", já não é suficiente, e a logística necessária envolve uma organização de processos que não dialoga com o calendário escolar.
Dois exemplos evidenciam a importância de competências logísticas entre gestores educacionais. O primeiro foi a importância de se fazerem pequenas obras nas escolas, aproveitando a ausência das crianças, para torná-las mais seguras para o retorno às aulas presenciais. Era importante tornar as salas mais ventiladas, aumentar o número de pias, rever encanamentos ou a conexão com o sistema de esgoto.
Um segundo é a aprendizagem remota e a alimentação em casa. É necessário enviar cadernos autoinstrucionais às residências, adquirir chips para celulares e providenciar caixas com mantimentos para os mais vulneráveis. Cerca de 83% dos alunos de redes públicas são de famílias que recebem até um salário mínimo per capita.
E agora, com a possível volta às aulas começando a acontecer, o desafio logístico torna-se maior, frente a um calendário de vacinações que não deu prioridade a professores. Nesse sentido, será urgente o exercício de liderança por parte de gestores. Afinal, alguém terá que ser a voz das crianças e jovens menos afluentes e defender que educação é atividade essencial. Sem isso, não haverá futuro para o Brasil!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
O TEMPO
Há um valor que eu chamaria de a suprema commodity: o tempo. Toda mercadoria que eu adquiro custa algum tempo da minha vida. Tive de trabalhar para comprar o celular. Troquei tempo de vida trabalhando por um bem. Gente rica troca minutos ou segundos. Outros precisam de meses, anos até...
Eventualmente, posso gastar para comprar algum tempo. Todos que contratam uma faxineira tentam obter tempo para outras atividades. Eu, se for rico, posso ter centenas de assessores e empregados, para que nada do meu precioso tempo seja desperdiçado ao telefone, limpando ou comprando coisas. Porém, com duzentos contratados ou nenhum, meu tempo se esgota. Essa é a dinâmica cruel da maior commodity, o tempo. Posso torná-lo mais e mais estratégico (mesmo não sendo rico). A pessoa que passa no banco para retirar dinheiro e aproveita para ir ao super na volta e vai respondendo a mensagens enquanto espera na fila do caixa está sendo profundamente estratégica com seu tempo, tanto quanto Bill Gates que possui uma tropa de assessores ao seu dispor. A pessoa comum e Bill Gates têm algo em comum: um tempo infungível, impossível de ser trocado ao final. Quando o tempo acaba, ele, de fato, termina. Parece idiotice repetitiva, porém é a chave da vida. Aproveitando ou não, todos terminam de gastar sua cota de tempo. Posso ampliá-lo, estendê-lo com medidas práticas, economizar e até esbanjar: ele termina. Inexorável.
Isso indica uma pressa e uma tranquilidade. A pressa é para não gastar em vão esta commodity. Evitar perder tempo. Isso não implica trabalhar como um condenado, todavia, trabalhando ou descansando, lendo ou namorando, sempre ter presente: não perder, não desperdiçar, não gastar com atividades inconscientes. A segunda sensação é uma tranquilidade, como eu disse. Seria como uma bola que está caindo: se você gritar, se ajoelhar, se desesperar ou rir, ela continuará sua trajetória rumo ao solo. O tempo é seu e ele está se esgotando. Você pode ganhar e trocar por outras coisas prazerosas, não pode evitar que ele se esgote.
Como aproveitar a matéria-prima de vida? Darei exemplos. Não desperdiçando tempo com gente que não vale a pena. Evitando contatos sociais que nada representam. Não fazendo fofocas. Parando de enviar mensagens sem sentido ou povoando caixas de mensagens alheias com imagens despropositadas. Exercer curadoria afetiva ativa. Selecionar sempre! Investir em menos gente com maior vínculo. Quando descansar, entregar-se ao relaxamento. Quando estiver com sua família, entrar de todo coração e cérebro na conversa. Quando trabalhar, focar em um ponto e produzir muito. Isso seria, para mim, o “aproveitar” o tempo.
Como ficar tranquilo? Pare de correr tanto. Sim, você pode chegar dez minutos mais cedo e, somando meses de pressa, ganhará horas. Só que a vida não tem banco de horas. Você não poderá usar tempo sobressalente ao final. O tempo tem um final, para quem correu muito, pouco ou nem tanto.
Pergunta central para o ano de 2021: se o tempo é o valor mais importante de todos, com o que eu gastarei, trocarei, insistirei ou aproveitarei o meu tempo? Tempo é vida. Com quem e com o que eu gastarei minha vida-tempo? Quais conversas podem valer, de verdade, a pena? Quais festas, almoços jantares, trabalhos, beijos e abraços são tão importantes que eu possa dizer: aqui estou usando meu tempo infungível, porém, é o que faz esta commodity valer a pena? Com o que eu gastarei lembrando-me de que entrego tempo de vida para cada produto que adquiro? É importante? É fundamental? É indispensável? Se eu respondo sim a tais perguntas, é hora de trocar tempo-vida por mercadoria-tempo, aquilo que eu dizia ser a fungibilidade temporal.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Querido 2021, seja bem-vindo!
Querido 2021, seja bem-vindo!
Entre, a casa é sua.
Se não for pedir demais, nos devolva, por favor, todos os abraços que seu prezado antecessor nos roubou. Queremos também as gargalhadas dos parentes e amigos, o livre sorriso dos desconhecidos, a brisa no rosto. Gostaríamos ainda de ter de volta a alegria das viagens; a tumultuosa euforia dos estádios e dos grandes shows; todas as tardes em que não fomos beber cerveja com os amigos no boteco da esquina.
Não se esqueça de nos devolver aqueles jantares intermináveis, em que discutíamos o fim do mundo e como iríamos recomeçá-lo. Hoje, que sabemos muito mais sobre o fim do mundo, essas conversas antigas me parecem todas um tanto ou quanto ingênuas. Contudo, mais do que antes, é importante conversar sobre recomeços. Trocar sonhos. Debater utopias.
Eu, que não sou de futebol nem de carnaval, agora sinto ânsias de me perder entre multidões, gritando, sambando, abraçando, me descobrindo nos outros. Quero dançar sem culpa. Quero poder voltar a abraçar meus velhos pais sem medo de os contaminar.
A maior invenção da Humanidade não foi a roda nem o fogo. Não foi o futebol, a feijoada, o samba, o xadrez, a literatura, sequer a internet. A maior invenção da Humanidade, querido 2021, foi o abraço. Olho para trás e vejo a primeira mãe, acolhendo nos braços o filho pequeno. O nosso pai primordial apertando contra o peito forte (e peludo) a mulher amada; dois amigos se consolando numa armadura de afeto. Depois desses primeiros abraços, alguma coisa mudou para sempre. O mundo continuou perigoso, sim, o mundo será sempre perigoso, mas passamos a ter o conforto de um território inviolável. Foi o abraço que fundou a civilização.
Com elevada estima,
*José Eduardo Agualusa Alves da Cunha (jornalista, escritor e editor)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Em férias no meio da pandemia
Férias estranhas, essas: quase não frequentaram a escola o ano todo e muitos tiveram aulas e estudos dirigidos remotamente, o que foi, vamos reconhecer, um auê, principalmente para as crianças menores. O que era, até então um brinquedo - os aparelhos tecnológicos - passou a ter de ser encarado como instrumento de estudo.
É possível tentar mudar alguma coisa no cotidiano delas? Essa é uma boa pergunta a ser feita pelos pais. Afinal, férias tinham o sabor de mudança de organização dos dias, não é? Então, uma boa pode ser introduzir, a cada dia, uma pequena mudança. Sim, eu sei que os pais estão exaustos e esgotados, mas criança entretida e alegre dá menos trabalho, lembre-se disso.
Outra dica é organizar atividades que eles nunca fizeram antes, ou que fizeram poucas vezes. Criança adora novidade e surpresas. Os pais precisam saber antecipadamente que nem toda surpresa é bem recebida por eles, mas esse fato já é, por si só, uma boa lição para pais e filhos. Para os pais, é uma deixa para que conheçam melhor os filhos. Para estes, que aprendam a se entregar ao que a vida pode oferecer no momento. Uma boa lição para se aprender na infância, já que muitos adultos não conseguem fazer isso.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Atenção: quanto mais nossas crianças e jovens frequentam o mundo virtual, maiores são nossas responsabilidades.
Atenção: quanto mais nossas crianças e jovens frequentam o mundo virtual, maiores são nossas responsabilidades. Por quê? Muitas crianças, a partir de 8 anos, já frequentam algumas redes sociais, e nem sempre com a tutela dos pais. E elas nem poderiam estar lá porque, como sabemos, é a partir dos 13 anos que qualquer rede social aceita a adesão dos internautas. O problema maior é que parte dessas crianças enganou a idade quando da inscrição, com o consentimento dos pais!
Estes, costumam justificar sua atitude dizendo que os filhos nasceram no mundo “50% virtual, 50% real” e que, por isso, eles não conseguem ficar excluídos das redes. E como as crianças sabem muito bem ser insistentes e usar argumentos que seduzem os pais, como por exemplo o conhecido “todos os meus colegas têm página lá”, acabam convencendo-os de que participar de uma rede social é algo tranquilo. Não é.
Vale a pena relembrar alguns aspectos importantes a respeito de crianças e de adolescentes até os 16 anos, mais ou menos. Como seres em formação, eles ainda não têm recursos pessoais desenvolvidos, o que os deixa frágeis e vulneráveis frente às adversidades da vida. É por isso que eles precisam dos adultos: para que cuidem deles porque ainda não sabem se cuidar.
Nessa idade, ainda estão em formação a sua identidade, diversos aspectos da personalidade, o autoconhecimento e o processo da conquista da autonomia, entre outros. Ah! Ainda que tenhamos nos desacostumado com a existência do autocontrole, de tanto testemunharmos adultos descontrolados nos espaços públicos e nos noticiários, as crianças e adolescentes ainda precisam de um tempo para alcançar a maturidade e, consequentemente, o autocontrole. E viver sem isso é prejudicial, pessoal e socialmente.
Considerando isso, vamos pensar nas crianças e adolescentes nas redes. Primeiramente, muitas delas sofrem assédio e nem sabem identificar isso porque não conhecem o fenômeno, não foram orientadas. Elas apenas sofrem com as consequências dessas vivências: a autoimagem fica danificada, emoções fortes como a tristeza, a ansiedade e a angústia, por exemplo, as assaltam, podem desenvolver distúrbios alimentares, do sono, muitas se isolam etc. Em resumo: a saúde dessas crianças e jovens em todos os seus planos – físico, mental e social –, pode ser prejudicada.
É inegável que o uso da internet traz muitos benefícios a eles, mas prejuízos também, justamente pelo fato de ainda não terem desenvolvido os recursos pessoais que possibilitam proteção para se defender de ataques e assédios. Mais uma vez: é por isso que precisam de nós, adultos, tutelando seu acesso à internet. E tutelar é justamente isso: defender e proteger quem está sob sua responsabilidade, certo?
Antes de as escolas fecharem por causa da pandemia, a maioria dos pais se preocupava com o tempo de dedicação dos filhos ao mundo virtual. Nunca existiu nem existirá um tempo cronológico adequado porque as crianças são diferentes, vivem em ritmos diferentes; o importante era não permitir o exagero, ou seja, mais horas no mundo virtual do que em outras atividades.
Mas agora é preciso redobrar a atenção porque não basta limitar o tempo na internet: é preciso cuidar do que eles fazem nas redes. Sua filha ou seu filho sai do local virtual em que estava assim que você se aproxima? Sinal de alerta!
Se não dá para ficar perto deles o tempo todo, lembre-se de que eles podem usar a internet no celular ou tablet com a imagem espelhada no aparelho de televisão. Dessa maneira, você tem mais facilidade para saber o que ele está fazendo, mesmo estando mais distante dele.
Eles precisam saber que você irá tomar os cuidados necessários para protegê-los no uso da internet. Nada de olhar o celular escondido: diga claramente que é sua responsabilidade fazer isso regularmente.
domingo, 4 de outubro de 2020
TODO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO ESCOLAR PRECISA DE PLANEJAMENTO!
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
ESCOLA E PANDEMIA
As crianças perderam a pouca mobilidade que tinham: ir à escola, conviver com as pessoas de lá, ir a parques ou clubes, receber colegas e amigos em casa, frequentar a casa deles, fazer passeios com a família. Tantas restrições trouxeram, para muitas delas, mudanças de comportamento. Era de se esperar, não é verdade?
Mães e pais já perceberam os filhos com dificuldades de se concentrar nas aulas remotas, mais irritados e briguentos, tristes, com problemas para dormir e se alimentar. Todas essas reações merecem atenção, o que tem sido difícil para muitos pais pela própria situação de tensão e estresse em que também vivem. Mas um esforço adicional é necessário, as consequências negativas desse período dos mais novos podem repercutir até em sua vida adulta.
Se os filhos não estão bem, a volta às aulas presenciais no espaço escolar pode não funcionar como uma solução para eles. Conhecer o filho é fundamental nesse momento, portanto. Para algumas crianças fará muito bem, para outras nem tanto, principalmente por um motivo: elas esperam a escola como a conheciam, e encontrarão outra realidade.
Os horários preferidos dos alunos, na escola, são o de entrada, recreio ou saída: é quando encontram os colegas, brincam, se aglomeram. E estará tudo diferente: número de colegas reduzido, horários alternados, muita tutela adulta. Frustradas, algumas podem reagir mal. E, além da compreensão e acolhimento dos pais quanto ao seu sofrimento psíquico, as crianças e os adolescentes podem precisar de atendimento especializado. No caso, uma busca simples na internet lhe trará muitas indicações, inclusive gratuitas.
Na hora de se tomar a decisão - retornar ou não à escola -, uma conversa em família pode ser de grande valia para ouvir e comentar as expectativas e os receios.
Mas é bom lembrar: ouvir os filhos é fundamental, mas a decisão é dos adultos responsáveis. Não podemos deixar o peso de uma decisão tão complexa sobre os mais novos. Se a decisão for pelo retorno, cabe então uma visita à escola, se possível, para verificar as instalações, e um “intensivão” sobre as atitudes que os alunos terão de ter na escola. Não, não será fácil nem tranquilo para todos nós, mas é uma decisão que precisará ser tomada pela família, pela escola e pelos governos.
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
PRECISAMOS ESTAR ATENTOS À SAÚDE MENTAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES AGORA.
Você já deve ter reparado que, ao viver situação de tensão emocional, diversos músculos de seu corpo se tensionam. Aí, chegam as dores e seu corpo sofre de um mal-estar cujas origens não residem nele, não é verdade? Quando você está desanimado, como muita gente está agora, a postura corporal muda, comunicando, sem palavras, seu estado de ânimo. Pois bem: o mesmo ocorre com crianças e adolescentes, que têm na linguagem corporal um importante meio de comunicação, tanto como receptores quanto como emissores.
Uma jovem mãe, que está em casa com os três filhos pequenos, contou que, logo pela manhã, o filho de 5 anos lhe perguntou se ela estava triste. Ela se surpreendeu porque, de fato, estava: passara a noite quase em claro, perturbada com a notícia de que uma amiga estava no hospital com o filho pequeno com sintomas de covid-19. E o seu filho fez a leitura desse sentimento da mãe, provavelmente observando sua expressão facial, a postura de seu corpo, seu olhar e a cadência de sua fala; ele leu a linguagem corporal da mãe. Se ela tivesse negado ao filho a tristeza que sentia naquela manhã – o que não fez –, ele ficaria na incômoda situação de perder um pouco a confiança nela pela contradição percebida.
Nesta época em que os pais estão muito atentos às manifestações do corpo de seus filhos – “será que está febril?”, “apresenta tosse?”, “reclama de dor de cabeça e/ou de cansaço?”, sintomas comuns da covid-19, é importante também procurar fazer a leitura das emoções e sentimentos que o corpo pode expressar. Não é apenas com a saúde física das crianças e dos adolescentes que devemos nos ocupar neste tempo tão estranho para todos nós. A saúde mental deles também está em risco, tanto pela falta de contato com outros adultos e com outras crianças quanto pela percepção que eles têm de que as coisas não estão indo muito bem: há sinais de riscos no ar, que eles captam muito bem nos pais.
Mudanças na linguagem corporal são sinais que podemos observar de que a saúde mental está afetada por ansiedade, tristeza, insegurança, por exemplo. Dou alguns exemplos: agitação motora, corpo com postura abandonada, comportamentos corporais mais agressivos, falta de apetite, perturbações do sono etc. Esses sinais, entretanto, nem sempre exigem abordagem profissional: os pais também podem ajudar. Vamos lembrar que o primeiro contato do bebê com a mãe e o pai é o de pele com pele: é a partir desse contato que se inicia o vínculo entre eles. Dessa forma, massagens suaves e relaxantes, utilizando algum objeto – como bola de tênis, por exemplo, ou um creme neutro -, acompanhadas de palavras igualmente suaves, colaboram bastante para que a ansiedade da criança diminua.
No filme Tully, a personagem tem três filhos, e o do meio não suporta mudanças de rotina e apresenta outros medos que funcionam como gatilhos para as crises que apresenta. A mãe foi orientada a passar no corpo do filho um pincel macio, com o intuito de acalmá-lo, e faz isso sempre que acha que o filho precisa. Em dado momento, o garoto diz à ela que não precisa mais disso porque, mais importante que o pincel, é ela fazer isso com ele. Percebe que a massagem na criança é um mediador da manutenção do vínculo amoroso entre eles?
Em casa, as crianças e os jovens estão bem à vontade, o que nem sempre pode ser bom. Longe do olhar do outro – que não a família –, ele deixa o corpo de qualquer jeito e isso pode prejudicar seu aprendizado, por exemplo, quando tem de estudar ou assiste a aulas remotas. Cuide da postura do corpo de seu filho porque isso influencia seu aproveitamento, sua atenção, sua organização, tanto para realizar atividades quanto a organização interna que demonstra, ou não, equilíbrio. Observe e corrija, se necessário, a maneira de ele se sentar, veja se as costas estão mais para eretas do que curvadas, e, quando ele usar computador, veja se o olhar dele está voltado para o centro da tela, a fim de evitar desarranjos corporais.
segunda-feira, 27 de julho de 2020
VOLTA AS AULAS?
quinta-feira, 9 de julho de 2020
AULAS: quais os critérios?
sexta-feira, 26 de junho de 2020
REPROVAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA
sábado, 20 de junho de 2020
QUANDO A EPIDEMIA PASSAR, O BRASIL ESTARÁ MAIS TRISTE, MAIS POBRE E CERTAMENTE MAIS DESIGUAL.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
VIDA ESCOLAR REMOTA
quarta-feira, 27 de maio de 2020
ESTRESSE E CUIDADO NA PANDEMIA
sábado, 9 de maio de 2020
CONTAR E RECONTAR HISTÓRIAS
Recontar histórias auxilia a desenvolver a fala e a escuta, exercita a imaginação, a concentração e a memória, e ainda contribui para a interação entre as crianças. Exige, também, atenção com a sequência dos fatos e com o espaço onde as ações se desenrolam.
Devido à multiplicidade de competências que exercita, a prática pode ser trabalhada com diferentes idades, por meio da audição ou da leitura de textos. Para o primeiro caso, é preciso apenas que a criança saiba falar e tenha algum vocabulário.
A recontagem de histórias é uma ferramenta importante para o professor verificar, de forma muito simples e direta, a compreensão de seus alunos. A depender da profundidade e fidedignidade do reconto, tem-se uma ótima avaliação do nível de compreensão.
Além disso, o exercício fornece aos alunos ferramentas de estudo. Eles se tornarão capazes, por exemplo, de resumir e de extrair detalhes de um texto. Você pode sempre estimular os estudantes, lembrando-os de informações adicionais, caso eles se esqueçam. Faça perguntas objetivas que os auxiliem a recordar as partes importantes. Ao mesmo tempo, dê-lhes liberdade para recontar.
Escolha histórias que despertem o interesse e a curiosidade das crianças. Utilize, também, livros com imagens, as quais poderão ativar a memória visual. Em geral, a atividade é prazerosa para os estudantes, que costumam estar ávidos para compartilhar com o restante da turma o que entenderam.
Esta estratégia pode ser utilizada para verificar, além da compreensão, outra competência importante: o vocabulário. O aluno não dirá necessariamente as mesmas palavras do texto e, assim, demonstrará seu repertório de fala. Por outro lado, repetir os mesmos termos evidenciará assimilação, memória e precisão. Dessa forma, treina-se também a expressão oral adequada, que pode ser avaliada.
Percebe-se, mais uma vez, como os componentes essenciais para a alfabetização estão interligados. As estratégias que os trabalham simultaneamente são muito importantes para uma aprendizagem coerente e efetiva.
AVAMEC
quarta-feira, 22 de abril de 2020
Talvez tenha chegado a hora de ensinar os processos que envolvem tarefas
sábado, 11 de abril de 2020
Compaixão e sensibilidade para se colocar no lugar do outro são fundamentais
terça-feira, 24 de março de 2020
Como o coronavírus se compara com a gripe? Os números dizem que ele é pior



FONTE: https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-03-03/como-o-coronavirus-se-compara-com-a-gripe-os-numeros-dizem-que-ele-e-pior.html
domingo, 22 de março de 2020
Escolhas bem informadas
domingo, 9 de fevereiro de 2020
São as histórias que nos ajudam a olhar o mundo, a ver e entender melhor a vida como ela é
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
Pais, façam o favor de serem chatos

