quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Uma crítica fundamental aos governos de direita

Os governos de direita frequentemente são elogiados por sua ênfase na liberdade econômica e no fortalecimento do setor privado. No entanto, essa abordagem, muitas vezes, ignora ou minimiza questões cruciais como desigualdade social, direitos dos trabalhadores e proteção ambiental.

Uma crítica fundamental aos governos de direita é a sua tendência a priorizar políticas que favorecem os mais ricos e grandes corporações, enquanto negligenciam as necessidades da população mais vulnerável. A desregulamentação dos mercados e a redução de impostos para os mais abastados frequentemente resultam em uma concentração de riqueza ainda maior e em um enfraquecimento dos serviços públicos essenciais, como saúde e educação. Essas políticas, na prática, aprofundam as desigualdades sociais e econômicas, em vez de promover uma maior equidade.

Além disso, a postura dos governos de direita em relação aos direitos dos trabalhadores também merece uma crítica contundente. A flexibilização das leis trabalhistas e a diminuição das proteções sociais podem levar a um aumento na precarização do trabalho, tornando os empregos menos estáveis e os direitos dos trabalhadores mais vulneráveis. Em muitos casos, isso resulta em uma piora nas condições de trabalho e em uma redução na qualidade de vida dos trabalhadores.

Em relação ao meio ambiente, as políticas de direita muitas vezes são voltadas para a promoção de atividades econômicas que geram lucros rápidos, sem considerar os impactos a longo prazo no planeta. A diminuição dos investimentos em energias renováveis e o enfraquecimento das regulamentações ambientais podem levar a danos irreversíveis à natureza e agravar a crise climática, colocando em risco a sustentabilidade do futuro.

Portanto, é crucial reconhecer que, embora os governos de direita possam ter a intenção de estimular o crescimento econômico e promover a liberdade de mercado, suas políticas frequentemente perpetuam desigualdades e criam problemas sociais e ambientais significativos. A análise crítica dessas abordagens é essencial para buscar soluções mais equilibradas e inclusivas que promovam o bem-estar de toda a sociedade.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

A PERSONALIZAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA ESCOLA

A personalização da aprendizagem na escola é um conceito educacional que busca adaptar o ensino às necessidades individuais de cada aluno, reconhecendo que cada estudante tem estilos de aprendizagem diferentes, ritmos próprios de absorção de conteúdo e interesses variados. Esse enfoque transformador não apenas reconhece a diversidade de habilidades e aptidões dos alunos, mas também visa maximizar o potencial de aprendizado de cada um, proporcionando uma experiência educacional mais significativa e eficaz.

Um dos principais pilares da personalização da aprendizagem é o uso de tecnologias educacionais avançadas, como plataformas digitais adaptativas e ferramentas de IA (Inteligência Artificial). Essas tecnologias permitem coletar dados precisos sobre o desempenho e progresso de cada aluno em tempo real, identificando áreas de dificuldade e sugerindo atividades educativas personalizadas. Isso não só ajuda os educadores a planejar intervenções direcionadas, mas também capacita os alunos a avançarem no seu próprio ritmo, preenchendo lacunas de aprendizagem de forma individualizada.

Além disso, a personalização da aprendizagem promove um ambiente de aprendizagem mais engajador e motivador. Quando os alunos têm a oportunidade de explorar temas que lhes interessam e que são relevantes para suas vidas, eles tendem a se sentir mais conectados com o conteúdo e mais motivados para aprender. Isso não apenas melhora o seu desempenho acadêmico, mas também fortalece sua autoestima e confiança como aprendizes.

Outro aspecto importante da personalização da aprendizagem é a promoção da autonomia e responsabilidade dos alunos pelo seu próprio processo de aprendizagem. Ao terem escolhas e serem incentivados a definir metas pessoais, os estudantes desenvolvem habilidades de autodireção e autorregulação, que são essenciais para o sucesso acadêmico e profissional a longo prazo.

Além dos benefícios individuais para os alunos, a personalização da aprendizagem também contribui para um ambiente escolar mais inclusivo e diversificado. Reconhecendo e valorizando as diferenças individuais, os educadores podem criar estratégias pedagógicas que atendam às necessidades específicas de todos os alunos, independentemente de suas habilidades, interesses ou origens culturais.

Em síntese, a personalização da aprendizagem na escola representa uma abordagem inovadora e necessária para enfrentar os desafios educacionais contemporâneos. Ao adaptar o ensino às necessidades únicas de cada aluno, essa abordagem não apenas melhora o desempenho acadêmico, mas também prepara os estudantes para um mundo diversificado e em constante mudança, capacitando-os a alcançarem seu pleno potencial como aprendizes e como indivíduos.

A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL DAS CRIANÇAS

O desenvolvimento socioemocional das crianças desempenha um papel crucial na formação de indivíduos saudáveis, equilibrados e capazes de enfrentar os desafios da vida de maneira positiva. Este aspecto do crescimento infantil não se limita apenas à interação social ou ao manejo de emoções; ele abrange habilidades essenciais que moldam o comportamento, o bem-estar emocional e a capacidade de estabelecer relacionamentos significativos ao longo da vida.

Primeiramente, investir no desenvolvimento socioemocional desde a infância promove a construção de uma base sólida para o sucesso acadêmico. Crianças que desenvolvem habilidades como autocontrole, empatia, resolução de problemas e comunicação eficaz estão mais preparadas para se concentrarem nas atividades escolares, lidarem com desafios acadêmicos e colaborarem produtivamente com os colegas e professores. Essas habilidades não apenas melhoram o desempenho acadêmico, mas também criam um ambiente escolar mais positivo e inclusivo.

Além disso, o desenvolvimento socioemocional é fundamental para o crescimento pessoal e para a construção de uma identidade saudável. À medida que as crianças aprendem a identificar e expressar suas próprias emoções de maneira adequada, desenvolvem uma maior autoconsciência e autoestima. Isso as capacita a enfrentar desafios emocionais e a lidar com o estresse de maneira construtiva, promovendo uma maior resiliência diante das adversidades da vida.

Outro ponto relevante é o impacto positivo que o desenvolvimento socioemocional tem na formação de relacionamentos interpessoais saudáveis. Crianças que são ensinadas a entender as emoções dos outros e a respeitar as diferenças são mais propensas a cultivar amizades duradouras, a resolver conflitos de maneira pacífica e a colaborar efetivamente em grupo. Essas habilidades são essenciais não apenas para o sucesso social na infância, mas também para a integração positiva na sociedade adulta.

Por fim, é importante destacar que o desenvolvimento socioemocional não é apenas um aspecto complementar da educação, mas uma parte fundamental do desenvolvimento humano integral. Educar crianças que sejam emocionalmente inteligentes e socialmente competentes não só contribui para sua felicidade e bem-estar pessoal, mas também para a construção de comunidades mais coesas e inclusivas.

Em resumo, investir no desenvolvimento socioemocional das crianças desde cedo é investir em seu futuro. Essas habilidades não apenas fortalecem sua capacidade de aprendizado e adaptação, mas também as equipam com as ferramentas necessárias para se tornarem adultos responsáveis, empáticos e resilientes em um mundo em constante mudança.

COMO UTILIZAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ESCOLA

A utilização da Inteligência Artificial (IA) nas escolas representa um avanço significativo no campo da educação, promovendo inovação, personalização do ensino e preparação dos alunos para um mundo cada vez mais digital e tecnológico. Implementar IA de maneira eficaz requer uma abordagem cuidadosa e estratégica para maximizar seus benefícios educacionais.

Primeiramente, é crucial compreender que a IA pode ser integrada em várias áreas da educação. Uma aplicação fundamental é a adaptação do currículo conforme as necessidades individuais dos alunos. Sistemas de IA podem analisar dados sobre o desempenho de cada estudante, identificando suas áreas de dificuldade e sugerindo atividades e recursos educacionais personalizados. Isso não apenas melhora o aprendizado individual, mas também permite que os professores dediquem mais tempo a atividades interativas e de apoio.

Além disso, a IA pode revolucionar a avaliação educacional. Com algoritmos avançados, é possível realizar avaliações formativas em tempo real, monitorando o progresso dos alunos de maneira contínua e identificando padrões de aprendizado que podem não ser perceptíveis de outra forma. Isso não apenas fornece feedback imediato aos alunos, mas também ajuda os educadores a ajustar suas estratégias de ensino de acordo com as necessidades emergentes.

Outro aspecto importante é o uso de assistentes virtuais baseados em IA para responder a dúvidas dos alunos, tanto dentro quanto fora da sala de aula. Esses assistentes podem estar disponíveis 24 horas por dia, oferecendo suporte instantâneo em uma variedade de assuntos e contribuindo para a autonomia e autodireção dos estudantes em seu processo de aprendizagem.

No entanto, é crucial abordar questões éticas e de privacidade ao implementar IA nas escolas. Proteger os dados dos alunos e garantir a transparência nos algoritmos utilizados são fundamentais para construir uma base sólida de confiança e aceitação da tecnologia educacional.

Em resumo, a utilização da Inteligência Artificial na escola pode transformar a educação, proporcionando um aprendizado mais personalizado, eficiente e acessível. Ao integrar de maneira responsável e estratégica essas tecnologias inovadoras, as escolas podem preparar melhor os alunos para os desafios do futuro, equipando-os com as habilidades necessárias para prosperar em uma sociedade cada vez mais digitalizada e globalizada.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

COMENTÁRIOS SOBRE O SALMO 23

 

O Salmo 23 é um dos salmos mais conhecidos e amados da Bíblia, oferecendo consolo e esperança através de sua descrição poética da relação entre Deus e seu povo. Vamos explorar alguns pontos-chave deste salmo:

1. O Senhor é o Pastor: O salmo começa com uma afirmação poderosa: "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" (versículo 1). Esta imagem de Deus como pastor e nós como suas ovelhas transmite a ideia de cuidado, provisão e orientação divina.

2. Provisão e Descanso: O Salmo 23 descreve Deus guiando e providenciando para seu povo. Ele nos conduz a pastos verdejantes e águas tranquilas (versículos 2-3), simbolizando a provisão material e espiritual de que precisamos.

3. Restauração da Alma: O Salmo fala sobre Deus restaurando nossa alma e guiando-nos pelos caminhos da justiça por amor do seu nome (versículo 3). Isso destaca o cuidado de Deus em restaurar e renovar nossas forças espirituais.

4. Presença em Tempos Difíceis: O salmo reconhece que mesmo em meio ao vale da sombra da morte, não precisamos temer mal algum, porque Deus está conosco, nos confortando e nos protegendo (versículo 4).

5. Bênçãos e Bondade: O Salmo conclui com uma expressão de confiança na bondade e na misericórdia de Deus, declarando que sua bondade e amor seguirão o salmista todos os dias de sua vida, e ele habitará na casa do Senhor para sempre (versículos 5-6).

Em suma, o Salmo 23 é uma bela declaração de confiança em Deus como nosso guia, provedor e protetor. Ele oferece conforto e esperança, lembrando-nos da presença constante de Deus em nossa vida, independentemente das circunstâncias. Este salmo tem sido uma fonte de força espiritual para inúmeras pessoas ao longo dos séculos, transmitindo a promessa de que Deus está conosco em cada passo do caminho.

COMENTÁRIOS SOBRE O SALMO 91

 

O Salmo 91 é um dos salmos mais amados e recitados na Bíblia, conhecido por seu poderoso tema de proteção divina e segurança para aqueles que confiam em Deus. Vamos explorar alguns pontos-chave deste salmo:

1. Refúgio e Proteção Divina: O Salmo começa declarando que aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso está seguro (versículos 1-2). Isso simboliza a proteção íntima e contínua de Deus sobre os que confiam Nele.

2. Promessas de Segurança: O Salmo descreve diversas maneiras pelas quais Deus promete proteger seu povo: de armadilhas, pragas, perigos noturnos, setas que voam de dia, pestilência e destruição (versículos 3-6). Essas imagens poéticas representam os perigos físicos e espirituais que os crentes enfrentam, dos quais Deus os guardará.

3. Confiança em Deus: O Salmo enfatiza a importância de confiar completamente em Deus. Em resposta à confiança do salmista, Deus promete livramento e salvação (versículos 14-16). Aqueles que amam a Deus e conhecem seu nome receberão sua proteção e presença constante.

4. Mensagens de Encorajamento: O Salmo 91 é frequentemente recitado como uma fonte de encorajamento e conforto em tempos de dificuldades e perigos. Ele lembra aos leitores que, mesmo em meio a circunstâncias adversas, Deus é o nosso refúgio e fortaleza.

5. Uma Promessa Universal: Embora algumas passagens possam sugerir uma promessa de proteção física imediata, é importante entender que o Salmo também se refere à proteção espiritual e à segurança eterna que Deus oferece aos seus filhos. Ele não promete uma vida livre de problemas, mas assegura que Deus está conosco em todas as circunstâncias.

Em resumo, o Salmo 91 é um testemunho poderoso da fidelidade e do cuidado de Deus por seu povo, convidando-nos a confiar Nele plenamente e encontrar segurança e paz sob a Sua proteção.

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O PERDÃO

 

A Bíblia aborda o tema do perdão em várias passagens, enfatizando a importância de perdoar assim como somos perdoados por Deus. Aqui estão alguns ensinamentos principais sobre o perdão na Bíblia:

1. Perdão de Deus: A Bíblia ensina que Deus é misericordioso e perdoador. Ele perdoa aqueles que se arrependem genuinamente dos seus pecados. Um exemplo é encontrado em Isaías 55:7: "Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois Ele perdoará de bom grado."

2. Perdão entre as pessoas: Jesus ensinou claramente sobre o perdão entre as pessoas. Em Mateus 6:14-15, Ele diz: "Porque, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também os perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não os perdoará."

3. Perdão constante: A Bíblia também instrui os cristãos a perdoarem repetidamente, como em Lucas 17:3-4: "Se o teu irmão pecar, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. Mesmo que peque contra ti sete vezes no dia, e sete vezes volte para ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu o perdoarás."

4. Modelo de Jesus: Jesus é o modelo máximo de perdão, demonstrado na cruz quando Ele pediu ao Pai para perdoar aqueles que o crucificaram (Lucas 23:34).

5. Condição para o perdão divino: O perdão de Deus está ligado à nossa disposição de perdoar os outros. Em Marcos 11:25, Jesus diz: "E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial perdoe os seus pecados."

Esses são apenas alguns exemplos das muitas passagens sobre o perdão na Bíblia. Elas ensinam não apenas sobre o perdão recebido de Deus, mas também sobre a importância do perdão mútuo entre as pessoas como um reflexo do perdão divino que recebemos.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

POR QUE SER PROFESSOR NOS DIAS DE HOJE?

 Ser professor nos dias de hoje é um chamado que exige coragem, dedicação e uma profunda paixão pelo ensino e pelo desenvolvimento humano. Em um mundo em constante mudança e desafios crescentes, o papel do professor se destaca como fundamental para o presente e o futuro da sociedade.

Primeiramente, ser professor significa moldar mentes jovens e influenciar vidas de maneiras profundas e significativas. É a oportunidade de inspirar o amor pelo aprendizado, ajudar os alunos a descobrir seus talentos e potenciais únicos, e prepará-los para os desafios e oportunidades que enfrentarão ao longo da vida.

Além disso, ser professor nos dias de hoje envolve muito mais do que apenas transmitir conhecimento acadêmico. É também ser um mentor, um guia emocional e um exemplo de ética e responsabilidade. Professores são modelos de resiliência, empatia e capacidade de adaptação, mostrando aos alunos como enfrentar as dificuldades com determinação e coragem.

Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, os professores desempenham um papel crucial na promoção da alfabetização digital e no desenvolvimento de habilidades essenciais para o século XXI, como pensamento crítico, colaboração e criatividade. Eles ajudam os alunos a navegar pelo vasto mar de informações disponíveis, discernindo o que é relevante, confiável e valioso.

Ser professor também implica enfrentar desafios significativos, como a diversidade crescente na sala de aula, a inclusão de alunos com necessidades especiais, e a adaptação a novas tecnologias e metodologias educacionais. Isso requer flexibilidade, inovação e um compromisso contínuo com o aprendizado e o aprimoramento profissional.

Apesar dos desafios, ser professor é uma profissão gratificante e transformadora. Ver o brilho nos olhos dos alunos quando eles finalmente entendem um conceito difícil, ou quando superam obstáculos para alcançar seus objetivos, é uma recompensa inigualável que faz todo o esforço valer a pena.

Em resumo, ser professor nos dias de hoje é ser um agente de mudança e esperança, capacitando gerações futuras a enfrentar os desafios do mundo com sabedoria, compaixão e determinação. É um privilégio e uma responsabilidade que molda não apenas o presente, mas também o futuro da sociedade como um todo.

A ALFABETIZAÇÃO COM ALUNOS DO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

 Trabalhar com alunos não alfabetizados no 4º ano do ensino fundamental requer estratégias adaptadas para atender às necessidades específicas de aprendizagem desses alunos. Aqui estão algumas diretrizes e sugestões para ajudar a criar um ambiente educacional eficaz:

1. Avaliação inicial:

   - Antes de tudo, é crucial realizar uma avaliação individualizada para entender o nível de habilidades e conhecimentos prévios de cada aluno não alfabetizado. Isso pode incluir avaliações diagnósticas de leitura, escrita e compreensão oral.

2. Ensino personalizado:

   - Desenvolva um plano educacional individualizado (PEI) para cada aluno, adaptado às suas necessidades específicas. Isso pode envolver a definição de metas claras e alcançáveis ​​para o desenvolvimento da alfabetização.

3. Foco em habilidades pré-alfabéticas:

   - Muitos alunos não alfabetizados no 4º ano podem beneficiar-se do desenvolvimento de habilidades pré-alfabéticas, como reconhecimento de letras e sons, consciência fonológica e compreensão básica de conceitos de leitura e escrita.

4. Utilização de recursos visuais e manipulativos:

   - Recursos visuais, como cartazes, imagens e materiais gráficos, podem ajudar a reforçar conceitos e tornar o aprendizado mais concreto e acessível. Manipulativos, como letras magnéticas, jogos de palavras e quebra-cabeças, também podem ser eficazes para ensinar habilidades básicas de alfabetização.

5. Aprendizagem multisensorial:

   - Integre diferentes modalidades sensoriais no ensino, como atividades práticas, jogos interativos, histórias contadas e músicas. Isso ajuda a envolver os alunos de maneira mais holística e a reforçar a aprendizagem por meio de múltiplos canais.

6. Ensino diferenciado:

   - Adapte as atividades e materiais de acordo com os estilos de aprendizagem dos alunos. Alguns alunos podem se beneficiar mais de aprendizagem auditiva, enquanto outros podem preferir aprendizagem visual ou tátil.

7. Apoio individualizado:

   - Ofereça suporte individualizado durante as atividades e avaliações. Isso pode incluir orientação adicional, feedback personalizado e tempo extra conforme necessário para completar tarefas.

8. Integração de tecnologia educacional:

   - Use recursos digitais, como aplicativos educacionais, programas de leitura assistida e jogos interativos, para complementar o ensino presencial e fornecer prática adicional de habilidades de alfabetização.

9. Colaboração com colegas e pais:

   - Trabalhe em estreita colaboração com outros professores e profissionais da escola para desenvolver estratégias eficazes. Além disso, envolva os pais ou responsáveis ​​no processo educacional, fornecendo informações sobre o progresso do aluno e estratégias para apoiar o aprendizado em casa.

10. Avaliação contínua e ajustes: 

    - Realize avaliações regulares para monitorar o progresso dos alunos e ajustar as estratégias de ensino conforme necessário. Celebrar pequenas conquistas e fornecer feedback construtivo são fundamentais para manter a motivação e o engajamento dos alunos.

Trabalhar com alunos não alfabetizados no 4º ano do ensino fundamental requer paciência, criatividade e um compromisso com a adaptação contínua das práticas educacionais para atender às necessidades individuais de cada aluno.

COMO TRABALHAR COM ALUNO AUTISTA NO ENSINO FUNDAMENTAL

 Trabalhar com alunos autistas no ensino fundamental, especialmente na primeira fase, requer uma abordagem sensível e adaptativa, focada em entender as necessidades individuais de cada aluno. Autismo é um transtorno do desenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e comportamento, variando de leve a severo. Aqui estão algumas diretrizes importantes para trabalhar com esses alunos:

1. Conheça o aluno: Cada aluno autista é único, com diferentes habilidades, interesses e desafios. Investigue suas preferências, sensibilidades sensoriais, métodos de comunicação preferidos e quais estratégias educacionais funcionam melhor para eles. Converse com seus pais ou responsáveis para obter informações adicionais.

2. Crie um ambiente estruturado: Estabeleça rotinas claras e previsíveis. Use agendas visuais, calendários e listas de tarefas para ajudar os alunos a entender o que esperar durante o dia escolar. Isso pode reduzir a ansiedade e melhorar o foco.

3. Comunique-se de forma clara e simples: Use linguagem direta e concisa ao dar instruções ou explicar conceitos. Evite metáforas ou expressões idiomáticas que possam ser confusas para o aluno autista.

4. Fomente a comunicação: Utilize formas de comunicação alternativas, se necessário, como comunicação visual, gestual ou assistiva. Esteja aberto para aprender e usar sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) que possam apoiar a expressão e compreensão do aluno.

5. Promova interações sociais positivas: Crie oportunidades estruturadas para interações sociais, como jogos cooperativos, atividades em grupos pequenos e projetos colaborativos. Ensine habilidades sociais explícitas, como turn-taking (esperar a vez), fazer perguntas e compartilhar.

6. Respeite as sensibilidades sensoriais: Alunos autistas podem ter sensibilidades sensoriais aumentadas ou diminuídas. Esteja atento a isso e adapte o ambiente conforme necessário. Por exemplo, permita que o aluno use fones de ouvido para reduzir ruídos altos ou ofereça um espaço tranquilo para momentos de pausa.

7. Ensine habilidades de autorregulação: Ajude os alunos a identificar emoções e a desenvolver estratégias para lidar com frustrações e desafios. Isso pode incluir técnicas de respiração, pausas regulares ou atividades de relaxamento.

8. Colabore com a equipe de apoio: Trabalhe em estreita colaboração com outros profissionais da escola, como psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, para desenvolver planos educacionais individualizados (PEIs) eficazes e estratégias de apoio consistentes.

9. Promova a aceitação e a inclusão: Eduque os outros alunos sobre o autismo e encoraje uma cultura escolar inclusiva, onde a diversidade é valorizada e respeitada. Incentive a empatia e o apoio entre os colegas.

10. Esteja aberto ao aprendizado contínuo: O autismo é um espectro e cada aluno pode apresentar diferentes necessidades ao longo do tempo. Esteja disposto a ajustar suas abordagens e aprender com as experiências para apoiar melhor cada aluno autista em sua jornada educacional.

Trabalhar com alunos autistas no ensino fundamental requer paciência, flexibilidade e um compromisso com a adaptação constante para garantir que cada aluno tenha as melhores oportunidades de aprendizado e desenvolvimento dentro do ambiente escolar.

O ALUNO COM TDAH NO ENSINO FUNDAMENTAL

 Lidar com alunos que têm Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) no ensino fundamental requer uma abordagem cuidadosa e adaptativa, que leve em consideração as necessidades individuais desses estudantes. O TDAH é caracterizado por dificuldades de concentração, impulsividade e, em alguns casos, hiperatividade, o que pode impactar significativamente o desempenho acadêmico e o comportamento dentro da sala de aula.

Primeiramente, é essencial estabelecer um ambiente de aprendizado que seja estruturado e previsível. Rotinas claras e consistentes ajudam os alunos com TDAH a se sentirem mais seguros e organizados. Utilizar calendários, listas de tarefas e cronogramas visuais pode auxiliar na organização do tempo e das atividades, facilitando a compreensão do que é esperado deles.

Adaptações no estilo de ensino também são fundamentais. Técnicas que envolvam a participação ativa dos alunos, como aprendizagem hands-on (prática), atividades interativas e uso de multimídia, podem aumentar o engajamento e a concentração. Incentivar pausas regulares e permitir que os alunos movimentem-se durante as aulas também pode ajudar a liberar energia e melhorar o foco.

É importante oferecer suporte individualizado, tanto acadêmico quanto emocional. Isso pode incluir tempo extra para completar tarefas, instruções claras e simples, feedback frequente e positivo, além de estratégias específicas para ajudar na autorregulação emocional. Estabelecer metas alcançáveis e comemorar pequenas conquistas pode motivar os alunos com TDAH a persistirem em suas atividades escolares.

Além disso, a colaboração entre professores, pais e profissionais da saúde é crucial. Comunicar-se regularmente com os pais para compartilhar progressos, desafios e estratégias eficazes pode criar um sistema de apoio consistente tanto na escola quanto em casa. Profissionais da saúde, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, podem oferecer orientações adicionais e estratégias personalizadas para apoiar o aluno dentro e fora da sala de aula.

Por fim, é fundamental cultivar um ambiente inclusivo e empático na sala de aula, onde todos os alunos se sintam valorizados e respeitados. Promover a compreensão e a aceitação das diferenças individuais entre os alunos pode criar um ambiente de apoio mútuo, onde a diversidade é vista como uma oportunidade de aprendizado e crescimento para todos.

Lidar com alunos com TDAH no ensino fundamental requer paciência, flexibilidade e uma abordagem centrada no aluno. Ao adotar estratégias adaptativas e oferecer suporte personalizado, podemos ajudar esses alunos a desenvolverem todo o seu potencial acadêmico e pessoal, contribuindo para um ambiente escolar mais inclusivo e acolhedor para todos.

IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA SALA DE AULA

 A leitura desempenha um papel fundamental no ambiente da sala de aula, transcendendo as páginas dos livros para enriquecer o aprendizado de diversas maneiras. Primeiramente, ela serve como uma porta de entrada para o conhecimento, oferecendo aos alunos acesso a diferentes culturas, ideias e perspectivas que ampliam seus horizontes além das experiências pessoais.

Além disso, a leitura na sala de aula é essencial para o desenvolvimento da linguagem e da compreensão. Ao se depararem com textos variados, os alunos aprimoram suas habilidades de leitura, interpretação e análise crítica. Isso não apenas fortalece sua capacidade de compreender informações complexas, mas também os prepara para expressar suas próprias ideias de forma clara e articulada.

A leitura também fomenta a criatividade e a imaginação. Ao mergulharem em histórias, contos, poesias e ensaios, os alunos são transportados para novos mundos e desafios mentais que estimulam a criatividade e expandem sua visão de mundo. Essa capacidade de imaginar e criar é crucial não apenas para o desenvolvimento pessoal, mas também para a inovação e resolução de problemas futuros.

Além disso, a leitura na sala de aula promove o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais. Ao explorarem personagens diversos e suas jornadas, os alunos são incentivados a desenvolver empatia e compreensão para com os outros. Isso fortalece seu senso de identidade e valores éticos, preparando-os para interações mais ricas e significativas dentro e fora do ambiente escolar.

Por fim, a leitura é um meio poderoso de autonomia e aprendizado contínuo ao longo da vida. Ao cultivarem o hábito de leitura desde cedo, os alunos desenvolvem uma ferramenta valiosa para explorar seus interesses pessoais e adquirir conhecimentos de forma independente. Isso não só os capacita a enfrentar desafios acadêmicos, mas também a se tornarem cidadãos críticos e informados em uma sociedade cada vez mais complexa e interconectada.

Assim, a importância da leitura na sala de aula vai além das palavras impressas nas páginas dos livros; ela é um catalisador poderoso para o crescimento intelectual, emocional e social dos alunos, preparando-os não apenas para o presente, mas também para um futuro repleto de possibilidades.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Recai sobre o a escola, família e ao professor a divina arte de encaminhar os rumos da educação

 A educação é o alicerce para o estabelecimento do princípio da unidade da humanidade, apontado por Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’í (religião estabelecida em 236 países e territórios do mundo) quando faz referência ao papel da educação: “Considerai o homem como uma mina rica em joias de inestimável valor. A educação, tão somente pode fazê-la revelar seus tesouros e habilitar a humanidade a tirar dela algum benefício”.

O ser humano tem ao seu dispor potencialidades que se encontram latentes, são "minas ricas em joias" que devem ser levadas a refletir sua beleza e opulência através de um método dinâmico de aprendizagem, pois pensar em educação em seu sentido mais amplo refere-se a extrair ou desenvolver o potencial humano a patamares mais elevados do conhecimento e da ação. Um processo que recai sobre os ombros da família, das comunidades, das escolas e dos professores, e que deve ser entendido não com ênfase exacerbada na assimilação e difusão da informação e do conhecimento, mas como um instrumento de construção de capacidade para o desenvolvimento pleno das habilidades acadêmicas e morais que levarão o indivíduo a aplicar seu conhecimento em prol de si e da humanidade.

O reconhecimento sobre uma concepção integral quando Victor Frankl salienta o fato de o ser humano ser constituído por três elementos fundamentais, preconiza refletir sobre o papel do professor, o exercício do magistério e sobre a educação, portanto, como o fio condutor para o desenvolvimento do corpo, da psiquê e do espírito, de modo que as três vertentes do processo tornam-se absolutamente necessárias para a plena realização do homem e consequentemente fundamentando o avanço da civilização.

Enquanto testemunhamos o desequilíbrio da atual estrutura geopolítica, decadência moral, falência das instituições seculares e sucessivas crises em todas as esferas de atuação humana, o exercício do magistério deve ser revestido por um valor e poder especial diante da veemente contribuição dos professores para a prosperidade da humanidade. Conceber a educação como o vetor de construção e avanço de uma civilização leva-nos a atribuir novo significado à posição que o professor tem representado na sociedade: a responsabilidade de fomentar a construção de capacidades em seus estudantes e a importância sem precedentes do amor ao ato de educar. O amor que é a chave mestra deste imensurável desafio.

Recai sobre o a escola, família e ao professor a divina arte de encaminhar os rumos da educação. Por conseguinte as crianças e os jovens da geração atual serão, indubitavelmente, os governantes do futuro, pois são eles as molas propulsoras para uma civilização em constante progresso.

Ao professor cabe carregar em seu mais íntimo ser o seu ideário, a sua missão: passar ao largo os interesses de ordem material, tendo a firme convicção de que seus talentos e habilidades são fatores indispensáveis na tarefa da educação dos povos.

Uma aprendizagem só pode ser considerada de fato efetiva, quando ela ganha sentido para o aprendiz

 A ansiedade, bem como a angústia, impede a aprendizagem. Isso porque uma região do cérebro, responsável pelo processamento das emoções, denominada amígdala, responde às ameaças percebidas, bloqueando o fluxo de informações para os centros de aprendizagem do cérebro, embaralhando os circuitos neurais, impedindo assim a concentração.

O educador, como bom observador das características individuais de seus alunos, pode propiciar uma aprendizagem mais dinâmica e motivadora para a sua turma, através da criação de ambientes favoráveis de aprendizagem.  Atividades de liderança e engajamento comunitário, podem ser eficazes no controle das ansiedades, visto que estimula a concentração na tomada de decisões, o trabalho em equipe mediante ações conjuntas, e a comunicação através do contato com outras pessoas.

A inteligência se desenvolve á partir do momento que nós á estimulamos, que criamos condições para que nossos conhecimentos e habilidades possam ser aprimorados. Para isso, é papel do professor promover atividades desafiadoras, que estimule o aluno á enfrentar seus obstáculos, aprender com os erros e encarar um feedback como uma atitude construtiva e não derrotista ou pessoal.

Vale ressaltar que assim como as pessoas não são iguais, a forma que cada uma delas capta a informação e aprende também não é. Uma aprendizagem só pode ser considerada de fato efetiva, quando ela ganha sentido para o aprendiz, visto que todo o conhecimento passa por uma experiência ao longo da vida. Experiência esta que se modifica a cada nova aprendizagem.

Na sala de aula, o docente ao passar uma atividade que impulsione o aluno a aplicar o seu conhecimento, este sai do conceito da memória e ganha vida, passando a fazer parte da vivência (ou da experiência) deste aluno. É neste processo que se consolidam as aprendizagens. 

Para verificar o grau de  aprendizagem dos alunos, a avaliação é uma importante ferramenta para se obter um feedback. Entretanto, o primordial em um teste ou em uma prova, não está no número de erros e acertos deste aluno, mas na compreensão de onde e de como chegou a determinado resultado, isto o ajudará a ajustar o seu pensamento para que ele possa melhorar (isso significa que o aluno precisa saber mais do que se suas respostas estavam certas ou erradas).

A prática de exercícios físicos auxilia na capacidade de concentração, além de fortalecer a memória, visto que, o exercício aumenta o fluxo de sangue, rico em oxigênio para o cérebro, melhorando assim a capacidade dos alunos de se concentrar.

Uma criança, necessariamente não inicia seu processo de aprendizagens somente quando entra para o jardim de infância. É possível estimulá-la, logo nos primeiros meses de vida, com estímulos, cores, sensações e muito afeto.

Quando somos deparados com novos conhecimentos, o cérebro imediatamente detecta esta informação, verificando em nossa memória se a informação é nova ou se já faz parte do nosso repertório de aprendizagens. Caso seja nova, o cérebro irá desenvolvê-la mediante o fluxo de conexões que possuímos na área cerebral, contextualizando-as á nossas emoções, experiências e pensamentos. Na sala de aula, isso significa que a mudança de rotinas, pedindo aos alunos para considerar  semelhanças e diferenças, levando a turma á passeios, apresentando ao grupo novas brincadeiras e atividades, são exemplos de ações e estímulos para continuar aprendendo.

É importante salientar que todo momento é momento de aprender, e que o que fará de fato a diferença em uma aprendizagem, será a qualidade de situações ou tarefas apresentadas ao aluno, que devem ser desafiadoras e inovadoras, ao ponto de estimular na criança a curiosidade e a motivação para continuar aprendendo, sempre.

As tics aliadas ás boas práticas pedagógicas podem contribuir efetivamente no processo de alfabetização

 A comunicação e a interação são processos pertinentes ao homem, que desde os tempos primórdios dialogavam sobre suas caças e aventuras, através das figuras rupestres. Muitos anos se passaram e com a evolução das tecnologias da informação e comunicação as Tics, as distâncias e as dificuldades de comunicabilidade foram reduzindo assim como, os métodos de aquisição da leitura e escrita. Se antes fazíamos pesquisas nas bibliotecas e aprendíamos a ler o bê a bá nas cartilhas, atualmente a geração dos chamados nativos digitais crescem mexendo em celulares e internet, ou seja, essas ferramentas são de suma importância tanto para o ensino, quanto para a aprendizagem. 

Na sociologia interação social é um conceito que determina as relações sociais desenvolvidas pelos indivíduos e grupos sociais. É a partir desta interação que o homem desenvolve a comunicação e estabelece a criação de redes de relações. No campo da educação diversos autores discorrem sobre a importância das interações sociais para o desenvolvimento e aprendizagem. Embora não tenha se fixado nos aspectos sociais e sim nos fatores biológicos em relação aos estágios do desenvolvimento Piaget (1987) afirma que: “O homem é um ser essencialmente social, impossível, portanto, de ser pensado fora do contexto da sociedade em que nasce e vive”.

Vygotsky (1993) foi um dos maiores representantes da Teoria Sócio-interacionista, nos seus estudos aponta o homem como sujeito social e em constante interação com o meio. Para este autor o desenvolvimento intelectual ocorre a partir de um intenso processo de interação social, ou seja, quando a criança brinca em seu ambiente, ela internaliza instrumentos culturais construindo o seu próprio conhecimento.

As novas tecnologias transformaram as trocas de informações e possibilitaram a interação social de “um para todos" para "todos a todos" aproximando os indivíduos de maneira atemporal. Nas salas de aula a interatividade digital já faz parte do cotidiano de um número pequeno no Brasil. Embora o acesso a tablets, computadores, leitores digitais e celulares ainda seja restrito a poucos, muitos professores já perceberam a importância que as TiCs tem no processo de aprendizagem. Para Kenski (2012) a introdução das novas tecnologias como instrumento para aprendizagem modificam comportamentos e o saber de maneira muito rápida.

Um saber ampliado e mutante caracteriza o estágio do conhecimento na atualidade. Essas alterações refletem-se sobre as tradicionais formas de pensar e fazer educação. Abrir-se para as novas educações, resultantes de mudanças estruturais nas formas de ensinar e aprender possibilitadas pela atualidade tecnológica, é o desafio a ser assumido por toda a sociedade. (KENSKI, 2012, p. 41).

As tics aliadas ás boas práticas pedagógicas podem contribuir efetivamente no processo de alfabetização. De acordo com a educadora e presidente do Sindicato das Escolas Privadas do Amazonas (Sinepe/Am), Elaine Saldanha, (2017) “Enquanto estão mexendo em um computador ou tablet, as crianças desenvolvem a concentração e o raciocínio lógico". Nessa fase é preciso que o professor estimule os alunos a conhecer o alfabeto de maneira lúdica e criativa, por isso deve implementar nas aulas, sites e aplicativos voltados para leitura e escrita. Antes de tudo, é preciso identificar em qual hipótese silábica o aluno se encontra para que sejam divididos em grupos.  Na sala de informática estimular o acesso a plataformas como: O pé de vento, site com jogos, músicas, contação de histórias e conteúdos, nele o jovem aprende com aventuras de todos os tipos. Voltada para alunos do primeiro ano, a ferramenta reúne diferentes atividades. O HagáQuê desenvolvido pelo Instituto de Computação da Unicamp, é um software educativo de apoio a alfabetização e ao domínio da linguagem escrita, que auxilia as crianças a criarem histórias em quadrinhos.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

A necessidade de uma reformulação pedagógica

 O processo educacional sempre foi alvo de constantes discussões e apontamentos que motivaram sua evolução em vários aspectos, principalmente no que tange a condução de metodologias de ensino por nossos educadores e a valorização do contexto escolar formador para nossos alunos. Nesse aspecto GADOTTI (2000:4), pesquisador desse processo afirma que,

Enraizada na sociedade de classes escravista da Idade Antiga, destinada a uma pequena minoria, a educação tradicional iniciou seu declínio já no movimento renascentista, mas ela sobrevive até hoje, apesar da extensão média da escolaridade trazida pela educação burguesa. A educação nova, que surge de forma mais clara a partir da obra de Rousseau, desenvolveu-se nesses últimos dois séculos e trouxe consigo numerosas conquistas, sobretudo no campo das ciências da educação e das metodologias de ensino. O conceito de “aprender fazendo” de John Dewey e as técnicas Freinet, por exemplo, são aquisições definitivas na história da pedagogia. Tanto a concepção tradicional de educação quanto a nova, amplamente consolidadas, terão um lugar garantido na educação do futuro. (GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)

Diante de enumeras transformações sociais, onde informações e descobertas acontecem em frações de segundo, o processo de desenvolvimento da escola entra na pauta como um dos mais importantes aspectos a serem discutidos neste processo, pois é nela que são promovidas as mais importantes formulações teóricas sobre o desenvolvimento cultural e social de todas as nações, dessa forma, a pesquisa educacional acaba tomando um lugar central na busca de perspectivas que possibilitem uma nova prática educacional, envolvendo principalmente os agentes que conduzem o ambiente escolar, transformando o ensino em parte integrante ou principal na motivação dessas transformações.
Com as constantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre elas o desenvolvimento de tecnologias e o aprimoramento de um modo de pensar menos autoritário e menos regrado, os agentes educacionais e a escola de uma maneira geral, vêm vivenciando um processo de mudança que tem refletido principalmente nas ações de seus alunos e na materialização destas no contexto escolar, fato que tem se tornado ponto de dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares de forma geral, configurando em forma de comprometimento do processo ensino-aprendizagem, sobre isso, GADOTTI (2000:6) afirma que,

Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta- se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)

A escola contemporânea sofre com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta, onde as informações são atualizadas em frações de segundos, ocasionando de certa forma, o desgaste e o comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino, fazendo com que a sala de aula se torne um ambiente de pouca relevância para a consolidação do conhecimento, tornando a vivência social o requisito primordial para a busca de aprendizado, sobre essa escola, AMÉLIA HAMZE (2004:1) afirma em seu artigo “O Professor e o Mundo Contemporâneo”, que

Como educadores não devemos identificar o termo informação como conhecimento, pois, embora andem juntos, não são palavras sinônimas. Informações são fatos, expressão, opinião, que chegam as pessoas por ilimitados meios sem que se saiba os efeitos que acarretam. Conhecimento é a compreensão da procedência da informação, da sua dinâmica própria, e das consequências que dela advém, exigindo para isso um certo grau de racionalidade. A apropriação do conhecimento, é feita através da construção de conceitos, que possibilitam a leitura critica da informação, processo necessário para absorção da liberdade e autonomia mental.(HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)

É perceptível que o saber cientifico e a busca pelo conhecimento, tem fugido do interesse da sociedade em geral, pois a atualização das informações tem ocorrido de forma acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses daqueles que as buscam. A escola nesse contexto tem por opção repensar suas ações e o seu papel no aprimoramento do saber, e para isso, uma reflexão sobre seus conceitos didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar-se ao momento atual e principalmente colocar-se na postura de organização principal e mais importante na evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, DOWBOR (1998:259), sobre essa temática diz que,

...será preciso trabalhar em dois tempos: o tempo do passado e o tempo do futuro. Fazer tudo hoje para superar as condições do atraso e, ao mesmo tempo, criar as condições para aproveitar amanhã as possibilidades das novas tecnologias.(DOWBOR, L. A Reprodução Social, 1998)

GADOTTI (2000:8), sobre o assunto afirma que seja qual for à perspectiva que a educação contemporânea tomar, uma educação voltada para o futuro será sempre uma educação contestadora, superadora dos limites impostos pelo Estado e pelo mercado, portanto, uma educação muito mais voltada para a transformação social do que para a transmissão cultural.

Dessa Forma, a prática pedagógica dos agentes educacionais no momento atual, bem como a condução do processo ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea, precisa ter como primícia a necessidade de uma reformulação pedagógica que priorize uma prática formadora para o desenvolvimento, onde a escola deixe de ser vista como uma obrigação a ser cumprida pelo aluno, e se torne uma fonte de efetivação de seu conhecimento intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento social, não como mero receptor de informações, mas como idealizador de práticas que favoreçam esse processo,

Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações “úteis” para a competitividade, para obter resultados. Deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação integral. O que significa servir de bússola? Significa orientar criticamente, sobretudo as crianças e jovens, na busca de uma informação que os faça crescer e não embrutecer.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)

Segundo Ladislau Dowbor (1998:259), a escola deixará de ser “lecionadora” para ser “gestora do conhecimento”. Prossegue dizendo que pela primeira vez a educação tem a possibilidade de ser determinante sobre o desenvolvimento. A educação tornou-se estratégica para o desenvolvimento, mas, para isso, não basta “modernizá-la”, como querem alguns. Será preciso transformá-la profundamente.

O professor nesse contexto deve ter em mente a necessidade de se colocar em uma postura norteadora do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração que sua prática pedagógica em sala de aula tem papel fundamental no desenvolvimento intelectual de seu aluno, podendo ele ser o foco de crescimento ou de introspecção do mesmo quando da sua aplicação metodológica na condução da aprendizagem. Sobre essa prática, GADOTTI (2000:9) afirma que “nesse contexto, o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos”.
Ele afirma ainda que,

Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marketeiros, eles são os verdadeiros “amantes da sabedoria”, os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mas produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)

HAMZE (2004:1) em seu artigo “O Professor e o Mundo Contemporâneo” considera que
Os novos tempos exigem um padrão educacional que esteja voltado para o desenvolvimento de um conjunto de competências e de habilidades essenciais, a fim de que os alunos possam fundamentalmente compreender e refletir sobre a realidade, participando e agindo no contexto de uma sociedade comprometida com o futuro. (HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)

Assim, faz-se necessário à busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino-aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo.

ATITUDE DE QUERER APRENDER

 “Eu quero aprender”, quantos entram em uma instituição de ensino, desejando realmente Isto? Criou-se uma atmosfera de obrigatoriedade em relação à Escola, justificativas como ; porque todos vão, você tem que ir , tem que saber disto , daquilo , se não estudar não vai ter um bom emprego, não vai ser ninguém na vida ,etc.

Acreditamos que aqueles que ignoram tais ameaças , vislumbram a verdadeira essência da educação ,descobrem que podem e decidem fazer a diferença no meio em que vive , e através disto constroem um olhar crítico e tornam-se grandes questionadores e criadores das marchas.

Questionam o sistema ,o governo, a sociedade, as estruturas, a educação, a saúde, a segurança, etc. Estes são os transformadores conceituais de seu tempo, e tudo porque decidiram aprender a aprender, não que a verdadeira aprendizagem nos transforme em rebeldes sem causa, pois que causa foge aos olhares críticos de quem verdadeiramente aprende.

Temos a tendência de nos cobrar demasiadamente, a ponto de achar que ao sairmos das estruturas educacionais, temos a obrigação de saber tudo .

Se este for o nosso pensamento, infelizmente teremos que recomeçar a nossa caminha escolar, pois não conseguimos perceber a essência da educação, e consequentemente nunca seremos um diferencial em nosso meio, um questionador transformador.

Na educação não obtemos a espada , mas sim o segredo do fogo para forja-la, não desviamos ou anulamos correntes d’agua, mas a transformamos em energia, é na Escola que adquirimos a “Lupa” que nos ajudará a fazer a famosa leitura do mundo , tão defendida e incentivada pelo saudoso educador Paulo Freire.

Para entendermos a verdadeira aprendizagem, teremos que tomar a atitude, de querer aprender a aprender , não por imposição ou obrigação social, mas sim, “porque eu quero”!

Como já dissemos anteriormente , quando decidimos aprender a aprender, entendemos que a importância não está somente nos peixes, mas também na forma de pescá-los. Qual a melhor vara, a isca certa, que lua é a mais indicada, qual o clima mais propício, em que condição a pescaria terá mais êxito, barco ou margem, enfim, são informações que contribuem para uma pescaria prazerosa, segura e produtiva.

Talvez possamos nos perguntar, tudo isto é necessário? Pode até não ser , mas esta é a visão de quem aprende a aprender e desenvolve a aprendizagem, não que se esforcem para isto , pois é com naturalidade que necessitam e procuram tais informações.

O diferencial não está no modo de como veem , mas sim na forma, pois quem desenvolve a aprendizagem através do querer aprender a aprender, busca mais profundidade e com isto adquiri uma forma diferenciada e tridimensional de ver o mundo, ou seja, observam além do plano ,intrigados com o que tem por trás do que se vê.

Entendemos que aprender não é um evento, mas sim um processo, um processo infinito e progressivo , pois quanto mais aprendemos , mais sentimos a necessidade de aprender , pois através da aprendizagem adquirida ,descobrimos que ainda há muito mais à aprender .

O Desenvolvimento da aprendizagem nos impulsiona ao seguinte degrau, pois de que adianta sabermos qual a vara, a isca, a lua, o clima, o barco, enfim várias informações e não discernir suas conexões e finalidades, sem a compreensão deste desenvolvimento, jamais teremos uma pescaria prazerosa, segura e produtiva.

A compreensão das informações e conteúdos agregados durante nossa caminhada escolar é que irão direcionar a nossa “Lupa” para a leitura do mundo.

Certa vez , assistindo a um dos primeiros episódios de “Lost”, um dos sobreviventes estava tranquilíssimo e após o acidente disse aos outros que logo viria o resgate , pois eles (o Governo), localizavam a placa de um carro via satélite, quanto mais um avião. Um outro sobrevivente esclareceu, que somente localizavam o veículo através do satélite , porque sabiam em que área procurar, diferentemente do avião, que estava totalmente fora da rota!

Gostaríamos de usar este exemplo e fazer uma analogia com o nosso assunto, se não compreendemos o que aprendemos, estaremos tão sem ação quanto a equipe de resgate , pois temos o satélite, a tecnologia e os técnicos, porém faltam dados importantes que nos impedem de progredir, de ir além.

Como docentes temos o dever de disponibilizar dispositivos e ferramentas que auxiliem aos discentes progredirem na compreensão de sua aprendizagem, este é o desafio de quem almeja e atreve-se a ser um educador. No art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: [...] III - zelar pela aprendizagem dos alunos; (Inciso III art. 13, LDB). Primar pela aprendizagem do ensino é, antes de tudo, um compromisso profissional e papel social do educador.

Revendo os nossos conceitos subjetivamente construídos em nossa discência, temos a oportunidade de reconstruir o saber, não por orgulho, pois o orgulho não constrói, mas sim pelo desejo de colocar nas mãos de cada discente uma “Lupa”, que ampliará sua visão, porém com a “Lupa”, verão que a atual docência, necessita de uma reforma pedagógica, mas não é este o objetivo da Pedagogia do aprender a aprender, produzir reformadores?

Nenhum docente responsável repreenderá quem deseja aprender a aprender, pois o verdadeiro papel do Educador é intermediar a relação da potencialidade cognitiva do educando com o mundo de possibilidades a sua volta, através da Tríade do Aprender.

A quem cabe a tarefa de educar os filhos nos dias de hoje?

 Nessa nova sociedade, midiática e cheia de atrativos, é muito fácil desviar a atenção dos valores adquiridos para os novos que adentram os lares pelos computadores, televisão, entre outros.

Vem sempre à mente uma questão: A quem cabe a tarefa de educar os filhos nos dias de hoje? A resposta pode ter vindo à cabeça imediatamente e estaria correta. Mas porquê tenho a sensação de que algo está indo pela contramão?

Os filhos estão cada vez mais distantes da convivência familiar (familiar aqui não no sentido da tríade, pai, mãe e filhos, hoje sabemos que o contexto “família” já mudou). Ou estão com seus pares nos shoppings, nos lugares de lazer, ou assistindo TV, na internet, no vídeo game ou cumprindo uma extensa agenda (esportes, música, inglês...). E os pais, por conta dessa nova sociedade, cada vez mais fora de casa também, lutando pela sobrevivência, preocupados em não perder tempo, trabalhando, estudando, lutando mesmo, para que a família tenha melhores condições de vida.

Nessa busca perdem-se pelo caminho alguns valores e o convívio familiar vai ficando cada vez mais escasso.

Educar filhos não é uma tarefa que se aprende com a experiência simples de ter filhos, embora pareça que essa seja a única maneira de aprender. Muito menos a busca por “entendidos”, pois cada qual com sua contribuição formarão uma corrente com elos diferentes.

Educar filhos é mais que ensinar o certo e o errado, é mesmo trabalhar um projeto de vida, em que nele se definem objetivos e metas mesmo, sem querer aqui mecanizar essa tarefa, mas é assim se desejamos bons resultados.

Essa tarefa não se aprende com receitas e nem num passe de mágica, há um longo caminho a ser trilhado. Exige daqueles que dela participam, um esforço concentrado na melhoria das relações familiares e do convívio social.

Deixar de dialogar com os filhos, não ter tempo, além de que suas respostas desconcertantes não nos permitem atuar dentro do papel de "adulto" que aprendemos com nossos pais, parece que o que aprendemos com nossos pais não funcionam, paramos perplexos, e estamos deixando que cresçam sozinhos, perdidos em seus mundos, muitas vezes exercendo uma crueldade ímpar, porque as crianças são naturalmente capazes de crueldades impensáveis e, diferente de nós, elas têm a exata noção do prazer que isto lhes causa. Claro que tudo isso observando-se dentro de um contexto sócio histórico, com efeitos diferentes nas diferentes classes sociais, há que se pensar nessas gerações que hoje são nossas crianças e adolescentes.

O desafio é lutar pela melhor educação dos filhos numa sociedade que se transforma e faz cair por terra tudo o que tecemos durante a vida e aprendemos como certo e arraigado.

Entendo então, que a educação dos filhos ainda cabe em primeiro lugar para a família, ninguém a pode substituir.

domingo, 30 de julho de 2023

A leitura é um patrimônio cultural

 "Os currículos das escolas brasileiras trazem alguns livros da literatura brasileira como obrigatórios para os estudantes do ensino fundamental e ensino médio.

Isso não deveria acontecer, pois a leitura obrigatória pode deixar o leitor sem estímulos, perdendo a mesma o seu valor.

Que graça tem ler um livro que não esteja gostando ou não entendendo?

Nessa condição, muitos jovens criam aversão à leitura e perdem total interesse pelas mesmas.

Melhor seria se as escolas ensinassem os alunos a manterem atitudes de gosto diante do ato de ler.

Procurar livros que apresentam temas interessantes é uma boa forma de mudar essa visão.

Visitar bibliotecas públicas também pode despertar o interesse pela leitura. Pelo menos uma vez por semana tire uma hora para frequentar um local que tenha grande diversidade de livros. Aos poucos desenvolverá o hábito da leitura.

Compartilhar a leitura com algum colega também é uma forma interessante de praticar. Cada um fica responsável por uma página ou capítulo, dependendo do combinado.

Participar de círculos de livro, onde as trocas são promovidas ou mesmo a aquisição de livros novos. E empreste seus exemplares para que seus amigos aprendam a emprestar os deles também, gerando uma troca de conhecimentos.

A leitura é um patrimônio cultural, que traz novas aprendizagens, desenvolve a escrita e o vocabulário do leitor, deixando-o mais crítico diante da própria vida."



De que é preciso para aprender?

Algumas dicas gerais sobre como o estudante deve se conduzir na vida estudantil, tendo por fundamento uma atitude de liberdade, mas compromissada, frente ao fascinante processo de desenvolvimento pessoal.

1 - Abastecer a estante

É preciso reunir todo o material. Embora isso seja consenso, o que mais existe é estudante “de mãos abanando” nas instituições de ensino, às vezes entre quem, mesmo tendo condições, resiste a adquirir o material didático em nome de “outros” conteúdos não recomendados. Sem falar naqueles que pensam que “basta assistir à aula”.

Negativo! O material adotado integra o plano de trabalho do professor e como tal deve ser encarado. Desconsiderar isso não é um bom começo.

2 - Cuidar da ordem

É bom dividir as matérias do curso pela cronologia das aulas, pela temática ou grau de dificuldade que apresentam. Uma estudante que frequentou meus cursos tinha três espaços distintos em sua estante, a saber: o das matérias fáceis, o das medianamente difíceis e o das severamente complexas.

Como haveria de se esforçar na ordem inversa à que dispôs seus livros, mantinha ao alcance das mãos os conteúdos considerados complexos, aos quais dava redobrada atenção.

Segundo ela, “estudava-os até nos momentos de bobeira”, aproveitando o subproduto do seu tempo diário para “melhor conhecer o inimigo e vencê-lo na batalha das avaliações” a que se submetia.

Uma organização caprichada é “uma mão na roda”.

3 - Estudar tudo

Fazer o cronograma semanal dos conteúdos que estudará dia após dia dá racionalidade aos trabalhos escolares e acadêmicos. Se em um dia o estudante preferir quebrar a ordem, tudo bem. O que não vale é se “apaixonar” por alguns conteúdos e se esquecer dos demais. De que adianta se especializar na matéria “A”, mas não dominar satisfatoriamente a disciplina “B”?

Então é preciso conduzir os estudos de modo a fazer frente às exigências de todos os conhecimentos do curso. Se for o caso de deixar de estudar alguma matéria, não hesitar em pôr de lado a que tem peso menor em vista das exigências institucionais, mas sem abrir mão de dar conta dos saberes cobrados nas várias avaliações do percurso estudantil.

4 - Fazer revisões

Estudar o conteúdo uma única vez não é o bastante quando o desafio é o de dominá-lo por completo e profundamente. Para tanto, é importante revê-lo tantas vezes quantas forem necessárias, sem esmorecer. A revisão possibilita a assimilação ativa e facilita a aplicação.

Essa prática evita preocupações desnecessárias e dá embasamento à capacidade de mobilizar conceitos e melhor qualifica o aprendizado. Só a revisão consolida a estruturação de dados e informações que representem conhecimentos e saberes imprescindíveis a qualquer empreendimento na ordem do “saber”, “saber fazer” e “saber ser”.

Revisar é consolidar.

5 - Funcionar equilibradamente

Sinal de bom senso é encarar o dia-a-dia de estudos feito um trabalhador cuja produção tem que acontecer, ter qualidade e aparecer. Mas é bom cuidar do ambiente de estudos, de preferência iluminado pela luz natural, organizado com sobriedade, simplicidade, bom gosto e, se possível, equipado adequadamente.

Além disso, prever dez minutos de intervalo a cada cinqüenta ininterruptos de estudos. O intervalo serve para o estudante se movimentar, relaxar e readquirir novo pique no expediente. Nesses dez minutos, o cérebro processa tudo aquilo que foi estudado para que o aprender renda, e com maior qualidade, sem provocar cansaço.

6 - Gerar sínteses

Investir na capacidade de produzir sínteses bem-feitas dos conteúdos estudados é um ótimo lembrete. Porém, sintetizar não é apenas fazer a listagem de tópicos do conteúdo, mas elaborar no papel o esquema conceitual parecido com o mapa mental da matéria explorada.

Uma vez esquematizado, o conhecimento se torna um estímulo vivo para que o cérebro seja “conectado” aos conceitos, teorias ou sistemas explicativos em fase de assimilação cognitiva.

Para isso o estudante pode empregar nas sínteses que fizer tudo o que facilitar a compreensão: cores, palavras, formas geométricas, dentre outros recursos, que contribuam para fazer vir à memória os conteúdos investigados. Sintetizar é dominar.

7 - Lembrar-se da saúde

Não cometer exageros. Alimentar-se de modo adequando e dormir o necessário para repor as forças despendidas. Oito horas de sono por noite é o que recomenda o pessoal da medicina.

Além de comer e dormir, procurar, ainda, dar-se à diversão, à descontração. O lazer bem aproveitado é outra fonte de energia, pois revigora o organismo, dá leveza à cabeça e areja o espírito.

O objetivo aqui é evitar a fadiga por meio de caminhadas, ginástica e outras atividades que façam a energia corporal fluir naturalmente. Então, o bom é comer, dormir e “mexer o esqueleto”, prosseguindo divertidamente, com o “organismo azeitado”, em forma.

8 - Automotivar-se

É essencial ter motivos para estudar. Eles dão margem à harmonização dos atos de explorar conteúdos e as providências para manter as forças pessoais. Um caminho para “dar de cara” com os motivos pessoais é responder às seguintes perguntas: “Por que preciso estudar?” “Para quê aprender isso, e não outra coisa?” “Quero estudar para...?”

Ao pensar nessas questões, o estudante tira de seu campo de visão a “forçassão de barra” de terceiros para estabelecer de modo consciente o que ele próprio tem a ver com os estudos e onde se reconhece nas escolhas que faz nesse contexto.

Isso é importante porque motivação não vem de fora. O que existe é automotivação, algo pessoal e intransferível.

9 - Resolver problemas

Inúmeros são os problemas que podem atazanar o estudante no percurso estudantil, concorrendo para que ele atraia o desânimo. Nessa hora, é bom ter um método para lidar com eles. Eu proponho o Sistema PADA: Problema-Análise-Decisão-Ação, cujos passos são os que seguem.

Primeiro: identificar e descrever o problema, suas causas e consequências.

Segundo: analisá-lo à luz da lógica e dos sentimentos que provoca, caracterizando os fatores nele implicados.

Terceiro: dominando as causas, consequências e a natureza do problema, decidir pela solução mais indicada à resolução do mesmo.

Quarto: agir para executar a decisão tomada e avaliar as ações concretizadas em vista dos objetivos pessoais.

A mania de protelar, de “deixar para depois” acaba se tornando um problema porque implica o círculo vicioso “não faço na hora certa => não estou em dia => sinto-me culpado”. O sistema PADA faz você se superar esse tipo de problema e tantos outros que podem nascer ao longo da vida estudantil.

10 - Traçar estratégias e táticas

Se a estratégia se relaciona ao plano global de ação, por prever grandes operações de estudo, a tática refere-se aos atos intermediários. Exemplo de estratégia: dominar conteúdos do saber filosófico.

Exemplo de táticas: “estudar” história da filosofia, “aprofundar” em uma corrente do pensamento filosófico e alcançar a “especialização” em um filósofo particular dentro dela.

Contudo, se o aprendiz considerar que não foi bem em um desses momentos, a indicação é relevar-se, calma e serenamente, pois “perder uma batalha não significa perder a guerra”. O importante é o robusto “quero aprender!”, a decisão resoluta capital.

Conclusão

Esses lembretes servem à visão geral sobre o que se quer aprender (curso), vendo também as partes (disciplina, conteúdo), sem extremismos para um lado ou para o outro.

Pergunta: conseguimos mesmo ver toda a sala quando encostamos o nariz na parede? E, do alto da montanha, vemos o pardal que pousa no galho lá na encosta?

Pois bem! Faça tudo isso de modo planejado porque o planejamento concilia o “todo” e a “parte” em um programa de estudos. Mas, atenção: programa é mapa, não é território. Ele apenas orienta a exploração das terras que representa.


terça-feira, 27 de junho de 2023

Pouco foi feito, quando se trata de educação de jovens e adultos.

 INTRODUÇÃO

O presente estudo leva em consideração, a questão das desigualdades existentes, entre a EJA e os demais seguimentos educacionais, com relação às oportunidades existentes na Sociedade. É importante a abordagem desse assunto, levando em consideração o aspecto histórico, para que se possa ter uma visão analítica da educação precária de hoje. Os jovens e adultos optam pela EJA, com a ilusão de terminarem seus estudos mais rápidos e com a intenção de arrumar um emprego melhor. Porém a realidade é cruel, quando a pessoa oriunda da EJA, procura um emprego, ocorre que as limitadas vagas existentes, exige mão de obra especializada, o que sentencia esse jovem ou adulto ao fracasso educacional e profissional.

Ainda cabe o que disse Foucault. Semelhante a situação do Brasil no período de 1910 a 1920:

“A historicidade que nos domina e nos determina é belicosa não lingüística.Relação de poder, não relação de sentido.” (FOUCAULT, 1977, p.6)

Com o crescimento econômico gerado a partir do final da Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, contribuiu para o surgimento de inúmeras mobilizações, culturais, político e sociais que irão marcar a Sociedade brasileira. Esses movimentos influenciaram de igual modo à educação, que era até aquele momento precário, devido ao grande número de analfabetos e a falta de mão de obra especializada.

Um desses movimentos foi a Semana de Arte Moderna de 1922, que mobilizou a classe artística para os problemas relacionados à nação e em busca de sua identidade nacional. Com as influências Européias do pós-guerra e com as idéias que pregavam inovação nos métodos educacionais, surgiu o movimento conhecido como: Escola Nova, baseado nos progressos e nos estudos da psicologia infantil. O que não foi suficiente.

“Descobrem que como homens, já não podem continuar sendo quase-coisas possuídas e da consciência de si como homens oprimidos, vão a consciência de classe oprimida”.   (FREIRE, 2005, p.201).

Permanecia tensa a situação no país, até que culminou na Revolução de 30, movimento que marca a transição da Republica Velha pela Republica Nova. Com isso ocorre também mudanças no sistema educacional, com o decreto: 19.402 de 14 de Novembro de 1930, que criara o Ministério da Educação e saúde, essa uma antiga reivindicação dos educadores brasileiros.

Em 11 de Abril de 1931, foi sancionado o decreto: 19.850, que aprovava o Conselho Nacional de Educação, mesmo com os decretos, muito precisava ser feito pelo ensino popular de 1º e 2º grau. Os educadores resolveram se reunir em Dezembro de 1931 em Conferência Nacional, convocada pela Associação Brasileira de Educação, com a finalidade de discutir as diretrizes da educação popular.

Nessa Conferência foi assinado um convênio estatístico entre Governo e o Estado, para que fosse feita a padronização das normas de ensino.

Outra iniciativa da Conferência, foi à elaboração de um documento assinado pelos mais representativos educadores brasileiros, no documento procuravam traçar diretrizes para uma efetiva política nacional de educação. O documento foi aprovado diante de muitas divergências de opiniões em Março de 1932, o documento ficou conhecido como: O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Um item no documento merece análise: “A educação deve ser um direito de todos, de acordo com suas necessidades, aptidões e aspirações, dentro do principio democrático da igualdade de oportunidades para todos”.

SERÁ QUE ESSE MANIFESTO GEROU IMPACTO IMEDIATO NO PAÍS?

Mesmo com tantas iniciativas, grande parte da nação continuava no analfabetismo. Gadotti tem uma explicação para essa problemática:

“No sistema capitalista a única filosofia tolerada é a filosofia da alienação.O Capital precisa cada vês mais de homens alienados”. (GADOTTI, 2003, p.25).

Somente em 1940, ocorreu à ampliação da educação elementar, o que trouxe avanços importantes no ensino de adultos. Com o término da Segunda Guerra Mundial e o fim da Ditadura Vargas em 1945, ocorreu grande efervescência política, era preciso redemocratizar o país. Era urgente a necessidade de aumentar as bases eleitorais, por isso à educação de adultos, virou prioridade governamental.

Em 1947, aconteceu à primeira “Campanha de educação de adultos”, tal ação previa alfabetização em até três meses. Seguiria a “ação em profundidade”, voltada para a capacitação profissional e desenvolvimento comunitário. Nesse período surgiram inúmeras escolas supletivas, para a população mais carente.

Em 1950, ocorreram inúmeras críticas às propostas de educação de adultos, devido suas deficiências administrativas. Essas críticas convergiram para uma nova visão sobre o analfabetismo do país.

Surge Paulo Freire, educador pernambucano com novas idéias e propostas de alfabetização de adultos, essas propostas visavam à adequação de métodos que respeitasse a diversidade de regiões e pessoas do país.

As propostas de Freire inspiraram os principais programas do governo, no que diz respeito à alfabetização e educação popular de adultos até década de 60.

A Igreja Católica foi de fundamental importância na educação neste período era a principal matriz da educação popular e estava à frente do Movimento de educação de base (MEB), que atuava através de escolas radiofônicas, principalmente no interior do país.

Em 1964, começa o regime militar, com isso foram suspensos grande parte dos projetos educacionais voltados para os adultos. Somente em 15 de Dezembro de 1967, foi criado o Movimento brasileiro de alfabetização, Fundação Mobral, nos termos da lei: 5.379 e acabou extinto pelo decreto: 91.980 de 25 de Novembro de 1985, durou dezoito anos sem alcançar a erradicação do Analfabetismo. Em 1985 foi Instituído a fundação EDUCAR, em substituição ao Mobral.

Durante o tempo de repressão, foi tamanha a falta de liberdade, para isso cabe refletir á analise de Gadotti:

“Isso tudo é um pouco da falência do nosso sistema de ensino voltado para discriminação, incapaz de desenvolver em todos à capacidade de pensar”. (GADOTTI, 2003, p.26)

Passado o período militar ocorreu forte investimento no ensino profissionalizante.

O acesso a Universidade era para poucos e sobrava para a maior parte da nação o ensino técnico profissionalizante e o supletivo. Continuavam mascaradas as relações desiguais de poder manipulando muitos inocentes, Gadotti é otimista quando diz:

“Nossa tarefa, nossa dignidade, nossa liberdade surgem quando, rompendo com o papel de espectador submisso, resignado, quando abandonando o estatuto de objeto modelado pelos conformismos do momento, tomamos a decisão sempre inconfortável de dizer face e de nos situar, interrogar, determinar com exatidão, ir ver, situar-se, todos esses atos de liberdade”. (GADOTTI, 2003, p. 17).

Atendendo ao que determinava a Constituição Federal de 1988, no artigo: 22, inciso: XXIV, em 1996 foi promulgada a Lei de Diretrizes e bases.

Segue a legislação 9.9394 de 1996 e sua bondosa, porém utópica proposta:

Seção:V

Educação de Jovens e adultos

Art. 37 A educação de jovens e adultos será destinada aqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.

§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e adultos que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas consideradas as características do alunado, seus interesses condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.

§ 2º O poder público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola mediante ações integradas e complementares entre si.

§ 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma de regulamento.

Art.38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.

§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:

  • No nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos;
  • No nível de conclusão do ensino médio, para maiores de dezoito anos .

§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.

Desde 1997, está em vigor o Programa Alfabetização Solidária, que têm como objetivo a redução do índice de analfabetismo e aumentar a oferta pública de Educação de Jovens e Adultos.

Mesmo diante de tantas tentativas, o analfabetismo persiste e cresce no país. É possível a constatação através desse trabalho que o problema da educação de hoje está na história de descaso com a educação e a discriminação da população mais pobre. Os poucos recursos destinados à educação, a baixa remuneração da população, a miséria, é o que favorece a indigência e aumenta a pobreza que assola o país.

As Sociedades atualmente, com raras exceções, são letradas. Porém, as estatísticas afirmam que cerca de 25% da população  brasileira com 15 anos e mais é analfabeta, sendo que a maioria está concentrada na zona rural.(SAUNER, 2009, p.14).

EJA essa é uma proposta educacional de adultos para uma prática política, visando ao engajamento dos grupos populares em ações, que transformem as estruturas, sociais produtoras da desigualdade e da marginalização. Marginalizado é o sentimento que reflete o sentimento desses jovens a partir de quinze anos e adultos que não tiveram condições de estudar no tempo previsto e que recorre a EJA, porém se depara com a proposta utópica de conclusão dos estudos em tempo mínimo. Quando consegue terminar o nível médio e o mesmo tenta uma oportunidade de emprego, verifica que a educação que foi oferecida a ele é insuficiente para a demanda do mercado globalizado e em constante expansão.

Considerações finais:

Pouco foi feito, quando se trata de educação de jovens e adultos. Continuam poucas as propostas, pouco investimento, poucos professores e continua sendo pouco o que é oferecido para quem tem se doado tanto ao desenvolvimento do país.

Estes, que oprimem, exploram e violentam, em razão de seu poder, não podem ter, neste poder, a força de libertação dos oprimidos nem de si mesmos. Só o poder que nasça da debilidade dos oprimidos será suficientemente forte para libertar a ambos. (FREIRE, 2005, p.33)               

Os oprimidos só começam a desenvolver-se quando, superando a contradição em que se acham, se fazem “seres para si”. (FREIRE, 2005, p.184)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei nº. 9.394, 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 23 dez. 1996.

FERRAZ DE MELLO SAUNER, Nelita. Alfabetização de Adultos, Rio de Janeiro, 2009.

FREIRE, Paulo.  Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2005.

FOUCAULT, Michel.  Microfísica do Poder, 1977.

GADOTTI, Moacir.  Educação e Poder: introdução à pedagogia do conflito. Cortez, 2003.  

LEMME, Paschoal, O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova e suas repercussões na realidade educacional Brasileira. Rio de Janeiro, 1984