No jornal O Globo, em sua edição digital desta sexta-feira, 22 de maio de 2026, foi publicada uma entrevista com o psicólogo canadense Michael Losier sobre a chamada “lei da atração” e a influência dos pensamentos em nossa vida. A matéria, escrita pela jornalista Constança Tatsch, traz reflexões importantes que podem ser relacionadas diretamente à nossa realidade aqui no interior de Goiás, especialmente ao trabalho desenvolvido dentro das escolas.
No interior goiano, aprendemos desde cedo que a vida é feita de luta, simplicidade e esperança. Quem trabalha na escola conhece bem essa realidade: professores que acordam cedo, enfrentam dificuldades, lidam com alunos de diferentes histórias e, mesmo assim, continuam acreditando que a educação pode transformar vidas. É justamente nesse contexto que a entrevista publicada hoje em O Globo nos faz refletir sobre a força dos nossos pensamentos e das palavras que escolhemos todos os dias.
Segundo Michael Losier, “a lei da atração não responde às palavras, responde ao que você dá atenção”. Essa frase nos leva a pensar em quantas vezes, dentro da escola, focamos apenas nos problemas: na indisciplina, na falta de recursos, no desânimo ou nas dificuldades da aprendizagem. Quando fazemos isso, acabamos alimentando ainda mais aquilo que nos preocupa. O psicólogo propõe uma mudança de olhar: em vez de repetir “meus alunos não querem aprender”, devemos perguntar “como posso despertar neles o desejo de aprender?”. A mudança parece simples, mas transforma nossa postura e nossa energia dentro da sala de aula.
Aqui no interior de Goiás, onde muitas famílias vivem do trabalho duro na roça, no comércio ou em serviços simples, os estudantes precisam ouvir palavras que os incentivem a sonhar. Muitas vezes, eles crescem escutando que “isso não é para gente como nós”, ou que “é impossível chegar longe”. Na entrevista publicada pelo jornal O Globo, Losier afirma que “é importante se cercar de pessoas que também são grandes sonhadoras”. A escola, então, precisa ser esse lugar onde os sonhos são permitidos. O professor não ensina apenas conteúdos; ele também planta esperança.
Outro ensinamento importante apresentado na entrevista é quando o psicólogo diz: “Você recebe aquilo que vibra”. Isso não significa ignorar as dificuldades reais da vida, mas entender que a maneira como encaramos os desafios influencia diretamente nossas atitudes. Um aluno que acredita que é incapaz tende a desistir mais rápido. Já aquele que aprende a valorizar pequenas conquistas ganha força para continuar tentando. O mesmo acontece conosco, educadores. Quando valorizamos os avanços diários — um aluno que melhorou a leitura, outro que voltou a frequentar as aulas, uma turma que participou mais — começamos a perceber que a transformação acontece aos poucos.
Michael Losier também fala sobre o medo de sonhar grande. Muitas vezes, por receio da frustração, preferimos pensar pequeno. Porém, ele lembra que “o primeiro passo é aceitar que é permitido querer algo e pedir por isso”. Essa mensagem é essencial para nossos jovens do interior de Goiás. Eles precisam compreender que podem chegar à universidade, conquistar uma profissão digna, abrir um negócio ou mudar a realidade da própria família. O lugar onde nasceram não limita o tamanho dos seus sonhos.
Na prática escolar, isso significa ensinar os alunos a desenvolverem confiança, responsabilidade e pensamento positivo. Não um positivismo vazio, mas uma postura de perseverança diante da vida. Afinal, a educação também é um exercício de acreditar no futuro.
Assim, a grande lição da entrevista publicada hoje na edição digital do jornal O Globo é que nossas palavras, pensamentos e atitudes possuem força. Quando professores e alunos aprendem a focar mais nas possibilidades do que nos limites, a escola deixa de ser apenas um prédio e se torna um espaço de transformação humana. E talvez seja exatamente isso que o interior de Goiás mais precisa: pessoas que continuem acreditando, trabalhando e sonhando, mesmo diante das dificuldades.
Concordo, os educadores tem grande poder de transformar vidas . Quando nem a própria família acredita e respeita essa vida . Seus filhos.
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